Blog do Folhateen
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A escrita da luz

São tantas fotos e tão geniais que é quase um pecado escolher apenas uma (e colocar no tamanho reduzido do blog). É o concurso anual de fotografia da "National Geographic", e você pode votar on-line.

Abaixo, as Cataratas do Iguaçu, que são realmente um espetáculo.

Escrito por Marco Aurélio às 15h50

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Safra de mangás

Precisando de dicas do que ler nas férias que estão chegando? Confira abaixo a resenha de alguns lançamentos de mangás no Brasil.

 

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‘Unordinary Life’

Editora Savana

R$ 10,90, 192 págs. 16 anos.

 

A história de "Unordinary Life" (vida incomum), mangá com roteiro de Aoi e traço de Yashiki Yukari, começa com a triste separação de Mayu, abandonada por seu namorado. Sem ter onde morar, passa a dividir um quarto com a desconhecida Yuka, de quem se torna grande amiga.

 

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‘Aflame Inferno’

Editora Savana

R$ 10,90, 192 págs. 18 anos.

 

Kang Shichan,17, é bonito, inteligente e está quase conseguindo transar com sua sexy professora. Mas a vida do rapaz dá uma guinada quando ele se transforma em um demônio, por acidente. História de Lim Dall-Young e desenho de Kim Kwang-Hyun.

 

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‘Afro Samurai’

Editora Panini

R$ 9,90, 168 págs.

 

Só o fato de o personagem principal deste mangá (de Takashi Okazaki) ser um samurai negro já chama a atenção. A história, cheia de lutas, se passa em um Japão apocalíptico e feudal. O animê de "Afro Samurai" foi exibido no Brasil pela MTV.

 

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‘Eensy Weensy Monster’

Editora Panini

R$ 9,90, 208 págs.

 

O mangá "Eensy Weensy Monster" é de autoria de Masami Tsuda ("Karekano") e conta a história da estudante Nanoha e sua vida comum e desinteressante. Até que o ódio que ela sente por Hazuki, sua arquirrival, se materializa em um monstrinho feio e misterioso.

Escrito por Diogo Bercito às 15h16

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Super Emos

Um designer criou versões emo dos super-heróis mais famosos. E ficou sensacional!

Escrito por Marco Aurélio às 13h38

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Muppets vs Queen

Os bonecos de Jim Henson mandando ver numa versão de "Bohemian Rhapsody"

Escrito por Marco Aurélio às 18h00

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COMPORTAMENTO

Minha casa é "legalize"

Conheça a história de pais e de filhos para quem fumar maconha é um ritual familiar

Leonardo Wen/Folha Imagem
Em família: mãe e filha fumam com amigos em comum

TARSO ARAUJO
DA REPORTAGEM LOCAL

"No começo, fumava maconha em casa, escondido, sabendo a hora em que minha mãe chegaria. Um dia, ela voltou cedo e me pegou desprevenido", conta Eduardo*, 23.
Na maioria das famílias, isso seria o início de uma crise. Não na de Eduardo.
"Ela percebeu e disse: "Deixa eu dar "um dois" também'", afirma, usando uma gíria comum para "fumar maconha".
Famílias como a dele, que fumam maconha juntas, não são tão difíceis de se encontrar. O Folhateen conversou com seis desses filhos e com seus pais.
Os jovens entrevistados começaram a fumar maconha fora de casa, na adolescência, com amigos da mesma idade. E todos sabiam que seus pais também usavam a droga quando se iniciaram.
O que muda de família para família é o tipo de influência dos pais sobre os jovens.
Marcela, 21, acha que começou mais tarde do que as amigas justamente por causa da mãe. Quando tinha 11 anos, ela teria uma aula sobre drogas na escola, e sua mãe resolveu se antecipar e abrir o jogo. Contou que fumava maconha e deu sua opinião sobre o assunto.
"Como era uma coisa natural para mim, não tinha curiosidade. Fui uma das últimas das minhas amigas a experimentar. A maioria delas começou na sétima série, e eu só no primeiro ano [do ensino médio]", diz.
Já Alice, que tem 21 e começou aos 16, acha que, se o pai não fumasse a erva, seu hábito poderia ter mudado. "Talvez estivesse parando, como algumas amigas."
Mas todos os jovens ouvidos pelo Folhateen afirmam que fumariam maconha mesmo sem a influência dos pais. "Minha curiosidade viria de qualquer maneira, tanto que não comecei com minha mãe", diz Luís, 24. Ele fumava com ela, que há pouco "desencanou".
"Fumaria do mesmo jeito, porque é uma coisa muito mais com os amigos do que com meus pais. Um quarto da minha turma de colégio fumava", diz Alex, 24, irmão de Alice.

Educação sobre drogas
Os pais dizem preferir que os filhos fumem em casa e com eles. Seus argumentos vão da segurança à redução de danos.
"Tenho certeza de que é melhor assim, porque aí sei o quanto e como meu filho fuma", diz a mãe de Luís. "E, se ele ficar dependente, é melhor ter na mãe um amigo."
Na família de Alice e de Alex, moradores do Rio de Janeiro, sempre houve preocupação com a segurança. "Até hoje pego maconha com meu pai. Ele sempre pediu para evitar pegar por conta própria. Isso me protegeu de situações perigosas, como subir morro", diz Alex.
Outra recomendação constante do pai é "não andar com "flagrante" e ter cuidado com os "homens'". O que não foi suficiente. "Já "rodei" na mão da polícia, indo à praia. Aí perdemos um dinheiro "de leve'".
Para o especialista em drogas Osvaldo Fernandez, antropólogo da Universidade do Estado da Bahia e professor visitante da Universidade Columbia (EUA), os argumentos dos pais fazem sentido, especialmente por tratar-se de droga ilegal.
"Muitas vezes a ilicitude leva à desinformação, então torna-se imprescindível um manual de sobrevivência com vistas à educação dos filhos. Pais que fumam com filhos podem ajudar a reforçar valores como moderação e autocontrole."

Amizade: causa ou efeito?
A psicóloga da USP Maria Abigail de Souza, especialista em tratamento de dependências químicas, reprova o costume. Para ela, isso causa uma confusão de papéis.
"Me dá a impressão de que esses pais querem dar uma de condescendentes para se aproximar dos filhos, talvez porque não tenham outra maneira. Saem da posição de pais e entram na de amigos. Mas adolescente precisa de um pai. Amigo ele tem bastante", diz.
Para as famílias entrevistadas, não é assim. "A gente se dá bem porque sempre se deu. Fumar junto é consequência da nossa amizade, e não o contrário", afirma Marcela, que diz fumar com a mãe socialmente, em festas ou ocasiões parecidas -elas não compram a droga.
O pai de Alex e de Alice tem opinião parecida. "Não é por fumar com eles que sou mais próximo." Alex explica: "O ambiente da família é que sempre foi de muito diálogo".
Médicos ouvidos pelo Folhateen reprovam que pais fumem maconha com seus filhos, por acreditar que isso cria um ambiente de risco para a saúde.
Juízes consultados pela reportagem dizem que o hábito pode até levar à perda da guarda de filhos menores de idade.
Mas todos os entrevistados ressaltam a importância de conversar abertamente sobre drogas com os filhos.
Para a mãe de Luís, o pior a fazer é ignorar o fato. "Fingir que não vê é hipocrisia. E reprimir não é saída. É beco."


* Todos os nomes são fictícios



[+] saiba mais


O que diz a lei
Segundo a lei sobre drogas em vigor no país desde outubro de 2006 (lei nº 11.343), adquirir, guardar, ter em depósito, transportar ou trazer drogas para consumo pessoal é crime. Ela extinguiu a pena de prisão para usuários, que passaram a ser ajulgados em juizados especiais e, se condenados, são geralmente obrigados a prestar serviços comunitários. Já a pena mínima para tráfico aumentou de três para cinco anos de prisão. A lei não distingue, porém, a diferença entre usuário e traficante. No caso de um flagrante, quem faz essa distinção é o delegado de polícia.

[+]O QUE DIZEM...


...OS MÉDICOS

Hábito deixa filhos mais vulneráveis

Os psiquiatras especializados em dependência química ouvidos pela Folha reprovaram o hábito de pais fumarem maconha com seus filhos.
"Acho errado, ousado e perigoso. Cria um espaço vulnerável. Acho interessante ter uma proximidade entre pais e filhos, no mundo em que vivemos. Mas amigo é amigo, pai é pai. E o papel dos pais é cuidar da saúde e da educação. Fumar junto não é salutar", diz Arthur Guerra, psiquiatra da Faculdade de Medicina da USP.
"O argumento de proteger os filhos não é um absurdo. Faz sentido para quem defende o uso, mas eu não assino embaixo."
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra coordenador da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que "quando o adulto endossa e compartilha a cultura da droga, ele não apenas contribui para o uso mas facilita a persistência do uso e o desenvolvimento da dependência".
"Não conheço estudo que comprove isso, mas me surpreenderia se jovens que fumam com os pais em casa não tivessem mais chance de desenvolver dependência do que os outros que usam a droga. Você está criando uma vulnerabilidade que é condenável."
Guerra também cita a preocupação de a droga mascarar sintomas de problemas psíquicos. "O medo é de que esses jovens usem a droga como um antidepressivo, o que pode esconder um quadro mais grave de depressão."

...OS MAGISTRADOS

Pela lei, pais podem ser punidos

Em caso de denúncia, pais que fumam maconha com filhos menores de idade podem ter problemas na esfera penal ou na do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). É o que dizem juízes ouvidos pela Folha.
"Podem ter problemas, uma vez que estão, com seu próprio exemplo e conduta, levando os filhos a uma prática ilícita", diz o desembargador Antônio Carlos Malheiros, coordenador das varas de infância e juventude do Estado de São Paulo.
Teoricamente, os pais poderiam até mesmo perder a guarda dos filhos -mas a medida é considerada radical pelos juízes.
"Imaginando um garoto de 17 anos que faz uso recreacional da droga com os pais, como outros bebem uma cerveja com o pai ou a mãe, me parece que jamais poderíamos pensar nessa medida", diz Luiz Fernando Vidal, juiz da 3ª Vara de Fazenda de São Paulo, dez anos de experiência em varas de infância e adolescência.
Para ambos, o mais provável seria a aplicação de uma medida de orientação, acompanhamento por um conselheiro tutelar ou advertência. No caso de filhos maiores de idade, os pais não podem ser responsabilizados.
Para Malheiros, "cada pai deve saber o que é melhor para seu filho. Não existe fórmula pronta. Droga faz mal, mas isso não pode ser enfiado na cabeça de um jovem à força. O diálogo na família é o que vai fazer efetivamente que os filhos cresçam melhores."

Escrito por Tarso Araujo às 17h04

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Mitos e verdades sobre a maconha

Muito se diz sobre os efeitos do uso prolongado de maconha. Mas o que dizem os especialistas?

Prejudica a memória e o aprendizado?
“Sem dúvida, especialmente logo após o uso, isto é, nas próximas horas”, diz o psiquiatra Arthur Guerra, da USP.

“Mata” neurônios?
“Não existem evidências, mas causa alterações da formatação cerebral [no desenvolvimento do cérebro], especialmente na adolescência”, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Unifesp.

Causa comportamento violento?
“Por si só, ela não desencadeia o comportamento violento”, diz Guerra. Mas ela pode agravar quadros psicóticos, que podem levar a isso.

Causa depressão?
“Fica complicado dizer que ‘causa’ depressão”, diz Ronaldo Laranjeira. O que a droga faz, ele explica, é piorar os sintomas de quem já tem a doença. E ela pode desencadear a depressão em quem tem predisposição genética para tal.

É porta de entrada para drogas mais pesadas?
Estudos mostram que as primeiras “portas de entrada” são as drogas legais, bebida e cigarro. Mas a maconha pode favorecer a escalada, farmacológica e socialmente. “Adolescentes envolvidos com o uso de maconha conhecerão adolescentes que também a usam e conhecem outras drogas. Portanto, o grupo social dos usuários influenciará a experimentação mais pesada”, diz Laranjeira.

Maconha causa câncer de pulmão?
“Os estudos não são conclusivos, porque é difícil encontrar populações de pessoas que fumam apenas maconha, não cigarro. Mas estudos recentes sugerem que quem fuma regularmente maconha e tabaco têm mais chances de ter câncer de pulmão do que quem apenas fuma tabaco”, diz o pneumologista e oncologista do Hospital Sírio-Libanês Riad Naim Younes.

Maconha faz mais mal do que o cigarro?
“Não dá para fazer essa comparação, porque nunca foi feito nenhum estudo desse tipo. Mas podemos dizer que fumar maconha faz mal para a saúde. Cigarro faz muito mal para a saúde. Fumar maconha e cigarro faz muito mais mal para a saúde”, diz Younes.

 

Escrito por Tarso Araujo às 15h06

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Segunda (23/11), no Folhateen



Baseado em família
Pais e filhos que fumam maconha juntos falam sobre o hábito; especialistas médicos e jurídicos comentam os riscos e a legalidade do caso

O barato e os prejuízos
Veja no infográfico o que acontece com o corpo de quem “dá um dois”

Mayra Dias Gomes
Fala sobre o caso de uma amiga que fuma maconha com o pai

Jairo Bouer
Na coluna Sexo & Saúde: fumo passivo de maconha faz mal?

Brilhante Lee
Formanda de curso de moda ganha elogios de profissionais gabaritados do mundo “fashion”. Nasce uma estrela?

Não é bolinho, não
“Cupcake”, bolinho individual com cobertura e confeito, vira moda no Brasil e jovens fazem sucesso com confeitarias especializadas. A matéria ainda traz duas receitas

Cavaleiros do Zodíaco (Made in Brazil)
Catarinense lança na rede animação caseira colaborativa baseada em seu animê predileto

Ronaldo Lemos
Fala sobre os perigos das enquetes que se responde no Facebook

Álvaro Pereira Júnior
Existe sucesso no showbiz sem sucesso ou carismo? Para o colunista, sim. E o Hot Chip é um exemplo vivo

Adão
Mostra um cartum com mania de grandeza

 

Escrito por Tarso Araujo às 21h18

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Lâmpada mágica

O interruptor flutua quando a lâmpada está acesa; quando está apagada, ele fica magneticamente "colado" nela. Vi aqui: http://www.constanceguisset.com/?page_id=35

Escrito por Marco Aurélio às 16h44

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Bullying Mata

A brasileira Rosimeiri Boxall, 19 (Reprodução)Duas jovens inglesas foram condenadas, ontem, na Inglaterra, pelo assassinato da brasileira Rosimeire Boxall, 19 (foto).

Rosimeire, adotada por um casal de pastores anglicanos, jogou-se de uma janela do terceiro andar em maio de 2008, pressionada pelo bullying de Kemi Ajose e Hatice Can, que na época tinham 17 e 13 anos, respectivamente.

A jovem estava na casa da amiga, Kemi, e brigou com Can por causa de um garoto. A partir daí, as duas se voltaram contra a brasileira.

Bêbadas de vodka, elas a xingaram, puxaram seu cabelo, deram-lhe tapas e socos e jogaram spray de cabelo em seu rosto.

A vítima então subiu na janela e perguntou: “Vocês querem que eu pule?”. No tribunal, cada acusada disse que a outra respondeu “sim”.

"Rose pulou para a morte da janela da casa de Kemi para escapar de um prolongado período de abuso físico e verbal”, disse o promotor Roger Smart.

Parte da cena foi filmada com celular por um vizinho e exibida no julgamento. Testemunhas ainda viram Can xingar a brasileira enquanto ela agonizava e ainda atirar o celular da vítima em cima dela.

Rosimeiri foi adotada no Rio de Janeiro pelo casal de missionários anglicanos Simon e Rachel Boxall, que a encontraram em um orfanato, depois que ela foi abandonada pela mãe alcoólatra.

Bob Meade, investigador responsável pelo caso disse à imprensa local, na saída do julgamento, que “o bullying não é nem normal nem aceitável. Esse caso evidencia até onde as vítimas de bullying podem ir para escapar daqueles que os atormentam – às vezes com consequências trágicas.”

A pena das duas será decidida em 15 de dezembro.

 

Escrito por Tarso Araujo às 16h28

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Saúde

Concurso para eleger o melhor espirro animal; voto no panda.

Escrito por Marco Aurélio às 16h46

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Atalho e fim do caminho

O crocodilo foi pegar um atalho, mas, sério, não deveria. Vejam como acabou

Escrito por Marco Aurélio às 16h38

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B-boy Neguin disputa mundial

Nesta quarta-feira (18/11), o b-boy Fabiano Lopes, o Neguin, disputará um campeonato internacional de breakdance em Nova York, berço do hip hop, onde vai enfrentar feras como o francês Lilou.

Confira algumas fotos do dançarino e esse vídeo aí embaixo, do garoto mostrando sua habilidade.

Escrito por Tarso Araujo às 13h47

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Confira os shows de Jason Mraz no Brasil

Jason Mraz (Reprodução)21/11 - Curitiba - Festival Lupaluna

22/11 – São Paulo - Natura Nós About Us

24/11 – Porto Alegre - Pepsi On Stage 

26/11 – Rio de Janeiro - Vivo Rio

28/11 - Brasília - Marina Hall

19/11 - Belo Horizonte - Chevrolet Hall 

Escrito por Tarso Araujo às 13h02

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Muito pelo contrário

Por higiene ou por beleza, garotos cortam, raspam ou depilam os pelos da axila; veja como fazer

CHICO FELITTI
DA REPORTAGEM LOCAL

Giovani, 21, que tosa o sovaco com máquina pente zero (Foto Milena Nallin/Folha Imagem)Dia sim, dia não, Hélio Moraes, 21, faz a barba. Em seguida, aproveita o ensejo, a água quente, a lâmina e o gel dermatológico para escanhoar (raspar lisinho) a axila. “‘Cabelo’ no rosto e embaixo dos braços para mim é sujeira”, diz o aluno de educação física. A nudez ali também tem uma razão prática: ele nada e diz que “o enrosco na água diminui”.

A chave de braço é outra para Filinto Peloches, 16, que reclama dos nós “tranca-sovaco” que se formam ao longo do dia. “Aos 13, os pelos cresceram de um dia para o outro, tipo grama de chácara. Mas só me incomodam os do sovaco mesmo.” Para voltar à “impuberdade”, Filinto vai com a mãe ao salão de beleza uma vez por mês.

Lá, depila a axila com cera quente. Leva uns 15 minutos, diz, mas é um quarto de hora do pesadelo. “Não grito, porque só tem mulher ao redor.” 

Ainda assim, volta. Costuma ser assim, afirma Kamillo Chelles, que há 18 anos trabalha em uma clínica de estética só para homens, em SP, e viu a procura por serviços nas axilas crescer. “São poucos os que depilam. Metade dos que vêm aqui fazem com a máquina, no [pente] de um ou de dois [milímetros].” 

O designer Giovani Castelucci (foto acima), 21, vai logo na máquina zero. Com o aval da namorada, ele apara a axila mais frequentemente do que a barba. “O pelo dá a impressão de acumular suor. Incomoda.”  

Não é só impressão. Emerson Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o pelo pode, sim, aumentar o cê-cê.

Como esquenta a região embaixo do braço, faz suar mais e cria um ambiente mais propício à proliferação de bactérias causadoras do futum.

“O pelo da axila não tem função nenhuma. Mas tirá-lo tem suas desvantagens”, diz Lima.

Mentira cabeluda
Entre os traumas, os mais comuns são cortes na pele, pelos encravados, ardor e coceira.

Há também o escurecimento da pele, que atormenta Julius Cezar, 22. Para manter a “clareira” limpa, ele usa um creme depilatório e precisa usar uma pomada clareadora na região. “Pelo menos o creme não faz o pelo engrossar, que nem barbeador”, consola-se Cezar.

A verdade é que nenhum método de tosa ou de depilação faz com que nasçam pelos mais encorpados ou voltem para se vingar em número dobrado. “Os pelos raspados com lâmina dão a impressão de grossura, porque sua ponta fica afiadinha”, diz a depiladora Rosa Val.

Nada de novidade para André Napoles, 16, que tesoura o sovaco desde os 13 e sabe a particularidade de cada método. Só não aprendeu ainda como lidar com a encheção que sofre de moleques no colégio. “Eles não sabem que as ‘minas’ gostam assim. Que fiquem achando bonito pelo pela manga da camiseta!”

 

 

Escrito por Equipe do Folhateen às 12h24

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Chapéu, voz e violão

Jason Mraz (Reprodução)TARSO ARAUJO
DA REPORTAGEM LOCAL


Nesta semana, Jason Mraz, do hit "I'm Yours", vem pela primeira vez ao Brasil. O norte-americano, que esta semana também lança mundialmente a coletânea ao vivo "Beautiful mess", em CD e DVD, vai fazer seis shows por aqui (veja roteiro).

Antes de embarcar para o país, ele conversou com a Folha sobre algumas histórias do passado, seu amor por chapéus e o sucesso que faz desde o lançamento de seu último álbum, "We sing. We dance. We steal things.".

E explicou como seu avô da República Tcheca pronuncia o nome complicado, que em inglês soa "emraz", com essa curva complicada entre o "m" e o "r" e a tônica no "e".

Ao falar sobre sustentabilidade, sobre ser cheerleader e sobre promoção de música, Jason mostrou ser um cara bem "pra frente". Veja só:

FOLHA - Como sua família tcheca pronuncia seu nome?
JASON MRAZ -
Eles dizem rrraaaz (alongando o “r” e o “a”). É um pouquinho diferente, sem o “m” da frente.

FOLHA – Porque você é vegan?
JASON - Não sei. Fiquei obcecado por isso. Assim como alguns gostam de chocolate sorvete de baunilha, eu de comida vegan.

FOLHA - Você sabe que vai tocar num festival sobre sustentabilidade?
Não, mas legal.

FOLHA - Por quê? Você se preocupa com sustentabilidade?
JASON - Veja, eu estou dirigindo e vejo lixo dos dois lados da pista. O mundo inteiro está virando um lixão. Todo o mundo deveria se preocupar e respeitar o ambiente, porque é obvio que estamos fazendo esse mundo inabitável.

FOLHA - Você faz sua parte?
JASON - Eu reciclo meus vidros, minhas garrafas d‘água, plástico e papel... E sempre penso em como economizar energia.

FOLHA - E recicla seus chapéus também? Você está sempre com um...
JASON - Sim, existem pessoas que gostam de usar chapéus. Eu sou uma dessas.

FOLHA - Quando começou isso?
JASON - Ah, eu lembro de usar chapéu quando tinha sete anos. Eu tive que levar uma carta dos pais para que pudesse usá-lo na escola, eu tinha uma permissão especial para isso.

Jason Mraz (Reprodução)FOLHA - Soube que na escola você também foi “cheerleader”. Como foi isso?
JASON - Era uma coisa nova, poucos caras faziam isso na época, e eu pensei: “que belo jeito de sair com várias garotas”.

FOLHA - Não te discriminaram?
JASON - É... um pouco. Você muda todo o paradigma.

FOLHA - E como sua vida mudou depois do sucesso de “I‘m Yours”?
JASON - Não acho que ela mudou muito. Minha vida ainda é minha vida. O que mudou foi minha agenda. Agora tem muito mais gente querendo falar comigo, são mais shows. E eu ando fazendo isso pelo mundo inteiro. Então mudou um pouco minha perspectiva em relação ao mundo. Essa é a única coisa diferente. Posso compartilhar minha experiência com diferentes culturas. Isso pode depois levar a uma mudança.

FOLHA - Você canta uma canção em espanhol, mas você fala espanhol?
JASON - Não... andei treinando duro para gravá-la.

FOLHA - E de português, pretende aprender algumas palavras?
JASON - Sim, pelo menos algo. Quando me convidam para um país tomo como um dever aprender o mínimo sobre a língua e a cultura do lugar porque gosto de trazer algo disso para o show.

FOLHA - Existe algo de especial que você queira fazer aqui?
Eu amo musica e amo comida, então adoraria conhecer algum som e a cozinha local.

FOLHA - Você conhece algum dos músicos brasileiros que vão tocar com você?
JASON - Não, não recebi ainda o programa.

FOLHA - Você já abriu para gente de estilos variados como Tracy Chapman, Alanis Morissette e Rolling Stones. Qual deles você prefere?
JASON - Ah, cada show é um show, é legal tocar com cada um deles.

FOLHA – Ok, mas qua deles gosta mais de ouvir no seu tempo livre? Qual seu estilo preferido?
JASON - Um bocado de instrumental, de rock, surf jazz, vários coisas de guitarra, algo de funk...

Jason Mraz (Reprodução)FOLHA - Coisas bem diferentes, como aliás são seus álbuns, você muda bastante de estilo de álbum para álbum.
JASON - Sim. Seu estilo se transforma naquilo que você enxerta das coisas que curte. Você incorpora qualquer gênero _hip hop, jazz, rock... _ e faz o seu próprio. Eu não coloco uma banda junto pensando: vamos tocar rock, ou vamos tocar jazz. As pessoas se conhecem, trabalham e no final você está construindo algo.

FOLHA - Você usa bastante a internet para se promover, com vários vídeos de shows. Muita gente acha que a troca de arquivos via internet atrapalha os músicos.
JASON - Acho que é tudo útil e quanto mais você compartilha, melhor. Não acho que as pessoas estejam roubando música. Elas gostam disso, como gostam da tecnologia.

FOLHA - Então não se preocupa com a pirataria?
JASON - Não me preocupo com isso. O mundo está evoluindo, a música se desenvolveu, a tecnologia se desenvolveu. Tudo é parte da evolução do homem.

FOLHA - Pirataria é parte da evolução do homem?
JASON - Acho que pirataria é um termo pejorativo.

FOLHA - Como você a definiria?
JASON - Eu colocaria de outra forma. Generosidade dos músicos.

FOLHA - Uma fã me pediu para lhe perguntar: você está com alguma namorada?
JASON - É... Eu tenho uma companhia maravilhosa na minha vida.

FOLHA - E é sério?
JASON - Espero que sim.

 

Escrito por Tarso Araujo às 12h21

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