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Coloridos? Não, eletrônicos!

Parece que toda a febre dos "coloridos" chegou ao fim, do mesmo jeito que bandas EMO renegaram o seu passado e se dizem totalmente "rockeiras" agora. Com a Banda Cine parece que foi diferente, eles viveram anos dependentes das Cores, e como todo pokemon evoluí, eles se tornaram DJs da noite!

O novo álbum Boombox Arcade traz uma vibe de dança, com participações de princesas do pop brasileiras (Manu Gavassi) e até figuras trash ou esquecidas no passado, como é o caso do cantor Buchecha... Se ficaram curiosos, deem uma olhada na entrevista!

 

Por Lucas Marini, Fernanda Carneiro, Larsrock e Douglas Canaverde

Escrito por Equipe do Folhateen às 20h25

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Trocando letras com Paula Pimenta

Mesmo que os adultos insistam em dizer que não, os jovens estão se interessando cada vez mais pela leitura.

A geração Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson é essa que se interessa por gêneros focados ao público teen, com personagens fantasiosos e fatores que mexem com a nossa imaginação.

E, no meio de todos esses enredos fictícios, destacou-se uma autora de histórias cujos protagonistas não têm nenhuma característica sobrenatural: a Paula Pimenta.

Inspirada em Meg Cabot, "filmes de amorzinho", bandas de pop e chuva, Paula escreveu Fazendo meu Filme, sua primeira série de livros voltada para os adolescentes.

O título impressionou por ser nacional (raridade nesse gênero literário) e virou best-seller. Hoje, não há garota que não conheça a vida da Fani, a tímida protagonista de FMF, que teve que escolher entre seu grande amor e sua esperada viagem de intercâmbio.

Incentivada pelos vários pedidos de fãs por outras histórias, Paula Pimenta escreveu "Minha Vida Fora de Série", que conta a vida de Priscila, uma jovem envolvida na causa de proteção aos animais que descobre seu primeiro amor.

O lançamento do primeiro título aconteceu aqui em São Paulo, na Livraria Cultura e nós, do Grupo de Apoio do Folhateen, estávamos lá para conversar com a Paula e te contar tudo que ela reserva para seus projetos futuros. Confira:

Por Fernanda Carneiro e Lucas Marini

 

Escrito por Mayra Maldjian às 09h55

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Compartilhe sua alegria

Qual foi a última vez que você tirou uma folga de tudo e de todos? Aposto que faz um bom tempo...

Essa é a proposta do novo álbum do Forfun, "Alegria Compartilhada", que volta à cena musical com um disco totalmente brazuca, com uma mistura de ritmos como o samba, o funk e as batidas eletrônicas ao rock típico da banda.

E essa alegria não é somente da banda e de sua nova fase. Eles quiseram compartilhá-la com você também!

A banda disponibilizou todo o álbum para download, chegando numa marca de quase de 300 mil CDs completos baixados. Aproveite e compartilhe a sua alegria: forfun.art.br/alegria.

Confira a entrevista com a banda, que comentou o novo álbum, com direito a fã e tudo o mais!

Por Lucas Marini, 16, e Douglas Canaverde, 16

Escrito por Mayra Maldjian às 17h05

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Meu primeiro livro

Desde que me entendo por gente eu gosto de ler. Quando tinha 10 anos já lia livros de mais de 400 páginas.

O que me levou a escrever foi o amor pela leitura e, principalmente, a indignação por alguns livros. Indignação pelo fato de alguns deles não terem o final que queria. Assim, fui pensando “E se eu fizer uma história com os meus personagens e o meu final?”, e comecei a escrever.

Minha história foi ganhando páginas e, quando percebi, já tinha quase 100 laudas.

Participei de um concurso literário no final de 2009, cujo prêmio era ser publicado pela editora Record.

Não ganhei o concurso nem nada, mas o fato de ter reescrito meu livro para poder participar foi muito bom.

“Prisma” passou a ter 140 laudas e a história ficou mais bem escrita. Terminei o livro com 14 anos, quase 15.

Em 2010 passei a procurar editoras e, após algumas rejeições, a LCTE Editora se interessou em publicar.
 
Fechamos contrato em outubro do ano passado e, em fevereiro deste ano (20), “Prisma” foi oficialmente lançado nas livrarias.

Houve uma tarde de autógrafos na Livraria da Travessa, Barra Shopping, onde recebi em média 100 pessoas e vendi uns 75 livros. Foi uma experiência incrível. Espero que ela se repita, pois já estou escrevendo meu segundo livro, o qual pretendo mandar para a editora no final deste ano.

Por Gabriela Pedroso, 16
comendolivros.tumblr.com

Escrito por Mayra Maldjian às 16h00

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20 vezes Pearl Jam

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Camisas de flanela amarradas na cintura, disposição para ficar debaixo do sol por mais de seis horas e muita energia? Voilà, você está preparado para curtir o espetáculo da maior banda grunge de todos os tempos: Pearl Jam.

Completando vinte anos de estrada, a banda passa pela segunda vez ao Brasil (eles vieram em 2005), realizando dois shows em São Paulo, nos dias 3 e 4 de novembro --dois dias, devido a alta procura de ingressos. Rio de Janeiro recebeu a banda ontem (6); Curitiba e Porto Alegre vêm na sequência, nos dias 9 e 11/11, respectivamente.

Fui ao segundo show, que na minha humilde opinião, deu um baile de repertório em relação ao primeiro. Com clássicos como “Jeremy” e “Last Kiss”, que ficaram de fora no dia anterior, o banda de Seattle levou a galera ao delírio.

Fãs emocionados e empolgados não deixavam passar uma música sequer: todas eram digníssimas de serem cantadas, dançadas e aplaudidas com ardor.

Eddie Vedder encantou ainda mais ao lançar frases em português como “Vocês estão lindos essa noite”, “Meu português é uma merda” e ao elogiar o público paulistano. O show se encerrou com um cover de The Who, “Baba O’riley”, e com "Yellow Ledbetter".

A performance da banda só tem a consagrar aquele velho ditado: panela velha é que faz comida boa. A sintonia do Pearl Jam, adquirida durante todos esses anos de convivência, é visível nas reproduções impecáveis e enérgicas do grupo, que se mantém afinado, empolgado, aplicado e gradativamente melhor depois de cada apresentação.

Vinte anos do mesmo trabalho, de dar vida e continuação ao grunge, e eles ainda fazem seu público se sentir especial e realizado depois de absorverem suas melodias. It’s evolution, baby!

Por Maria Carolina Dias

Escrito por Mayra Maldjian às 14h09

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A volta do Pearl Jam

Um dos expoentes do grunge e uma das maiores bandas de rock do mundo, Pearl Jam voltou ao Brasil depois de seis anos de espera. Em 2005, a banda se apresentou no Pacaembu, mas na época, com apenas 11 anos, não a conhecia ainda. Já nesse ano, em outro estádio, agora do Morumbi, o grupo se apresentou para um público de 68 mil pessoas.

Fui no segundo dia de show, 4/11, em que os ingressos se encontravam esgotados há um tempo. E isso era visível: estava absurdamente lotado. Já fui a muitos shows na minha vida, mas raramente lotado como esse.

A banda de abertura não empolgou tanto, mas cumpriu seu trabalho. O prato principal da noite entrou às 9h15 com um setlist totalmente diferente da noite anterior. Nessa turnê, há um total de 200 músicas possíveis, que são escolhidas antes de cada show.

“Go” abriu o show e logo depois “Do the Evolution” serviram para esquentar o público que sofria com um vento chatinho no estádio.

A linda “Elderly Woman Behind The Counter in a Small Town” foi apresentada, e, juntamente com “Given to Fly”, foram cantadas em uníssono por um público muito bom, que estava cantante e feliz. E não foi por menos.

Pearl Jam é uma banda que marca uma vida. Possui músicas muito sentimentais, como “Alive” e o momento mais marcante do show, “Black” em que todos cantaram fazendo até a parte do “Turururu ru ru ru ruuuuuuu” --quem conhece a música sabe do que estou falando.

O líder do grupo, Eddie Vedder, sabe que é f***. Esbanja charme, além de colocar suas emoções em cada música de uma forma muito tocante. Arriscou algumas palavras em português, mas admitiu que era um lixo nesse ponto. Procurava sempre agradecer o público e transmitia simpatia.

Sucessos não faltaram. Achei a seleção de músicas desse show muito melhor que a do anterior. Minha preferida, por exemplo, “Jeremy” foi uma surpresa estonteante, sendo seguida pela excelente “Why Go”, ambas do álbum “Ten”, o melhor do Pearl jam e um dos melhores da história do rock.

“Baba O’riley”, do The Who, foi tocada e, por fim, a única “Yellow Ledbetter”, levando todos no Morumbi a agradecerem pelo privilégio de ver ao vivo uma banda maravilhosa. Todos felizes, todos com o sonho realizado, hora de ir para casa, cantando baixinho “I’m Still Alive...”
 



Por Rodolfo Vicentini

Escrito por Mayra Maldjian às 14h07

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O UÓ está na moda!

Quem nunca se mexeu ao som do ritmo contagiante de Joelma e seu bate cabelo frenético? Tudo bem, talvez nem todo mundo curta esse estilo, por ele ser mais regional. Mas, pra dissemina-lo Brasil afora, surgiu a Banda UÓ!

O trio foi vencedor de uma nova categoria do VMB 2011 (Melhor Web Clipe), eleitos por votação popular, o que não é pouco.

O motivo do sucesso? São as diversas versões que eles fizeram de músicas famosas e conhecidas, como Rosa (The Strokes - “Last Nite”) e Shake de Amor (Willow Smith - “Whip My Hair”) --música em que provocam a apresentadora Luciana Gimenez.

Com muita descontração e animação, a Banda UÓ nos concedeu uma entrevista. Dá uma olhada:


Aposto que ficou pelo menos curioso, né?

Por Vitor Amaral, Lucas Marini e Douglas Canaverde

Escrito por Mayra Maldjian às 14h05

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Você tem medo de quê?

“(...) O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar(...)’’

(Lenine)

Há exatos sete anos eu estava em uma festinha de Halloween com meus amigos, e assisti a “O Chamado’’.

Você deve se lembrar desse filme, não? Se não, o importante é que você saiba que nele há uma garota (ou zumbi, ou fantasma, ou monstro, eu sei lá) pálida chamada Samara, de cabelos escuros e longos, que trajando uma camisola branca sai de dentro da televisão para te matar.

Até então, eu nunca havia visto nenhum filme de terror. Depois da primeira cena chocante (me lembro perfeitamente, mesmo tendo visto uma só vez: uma menina deformada depois de ser morta por Samara, dentro do banheiro), fechei os olhos e tapei os ouvidos.

Estava tão encolhida que meus músculos doíam. Mas os filmes de terror exercem uma atração estranha na gente, e, às vezes, eu tinha vontade de espiar o que estava acontecendo na tela. O medo só piorava, eu me contraía cada vez mais.

Depois desse episódio nunca mais assisti a um filme de terror sem que outros que já o haviam visto dissessem que era “light’’ (para o meu padrão, “light’’ é tipo “Mansão Mal-Assombrada’’, aquele filme com o Eddie Murphy).

Os amigos próximos, que sabem dessa minha intolerância, já evitam me convidar quando estão a fim de uma sessão de “Jogos Mortais’’ou “O Iluminado’’. Fiquei bem uns três anos sem conseguir dormir sozinha direito. Eu tinha pânico, era uma coisa incontrolável.

Aliás, eu tenho pânico do sobrenatural. Eu não acredito, nem desacredito, mas, se algum dia eu vir um espírito, nem sei se sou capaz de contar pra alguém, sério. É bem capaz de eu cair dura no chão, de tão apavorada que sou.

E sou assim medrosa desde pequena: tinha medo da capa do CD “Grupo Rumo para Crianças’’ (que tinha um monstro verde com presas afiadas, vestido de marinheiro), logo passei a ter medo de suas músicas também; medo das portas da minha antiga casa, o que fazia meus pais cobrirem todas elas com lençóis, porque eu via rostos distorcidos nos veios da madeira.

Depois de ouvir o álbum “Clara Crocodilo’’, do Arrigo Barnabé, passei a ter medo de músicas cacofônicas, que são a trilha sonora perfeita para um baile de criaturas sinistras em um cemitério. Isso tudo é culpa da minha imaginação, que, muitas vezes, vai mais longe do que eu gostaria.

Quando o medo não é nosso, ele nos parece tão ridículo, não é? Eu acho que a única coisa que, em tese, deve ser temida é o medo, que é uma poderosa amarra em muitas situações.

Imaginem só eu, que pretendo cursar Audiovisual, explicando a um professor que não posso ver um filme de terror porque ficaria um bom tempo sem uma noite de sono decente? Ou então alguém que faz uma viagem à Nova Zelândia e perde dias de passeio porque eles envolvem esportes radicais? Ou ainda: suar frio na hora de fazer o vestibular, temendo que uma falha possa levar à reprovação na faculdade dos sonhos?

Na prática, é muito difícil lidar com nossos medos. Podemos fugir das situações que os trazem à tona, mas eles continuarão ali, pentelhando a nossa cabeça nos momentos mais inoportunos e inesperados.

Como hoje, que, sete anos após a minha grande crise, fico imaginando o que pode me acontecer. Não sei, não, viu. Esse Halloween, esse número “7’’ impregnado de misticismo... não está me cheirando bem. Olha, acho que só por essa noite, eu não vou arriscar dormir só eu e meu medo, meu medo e eu.

E você, tem medo de quê?

Por Julia Oliveira

Escrito por Mayra Maldjian às 12h51

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Valeu a pena esperar

Depois de dois anos parado, O Rappa voltou a se apresentar, com sua nova turnê, pelo Brasil. Em São Paulo, a banda fez show na última sexta (28), no Via Funchal, para onde arrastou 5 mil fãs.

Conheci O Rappa graças a meu pai, que me deu o álbum “Lado B Lado A” (1999), quando eu tinha uns dez  anos. O impacto foi geral. Com letras extremamente bem escritas e acidamente críticas, juntava o rock, o rap e até o samba. No ano seguinte, comprei o álbum “Rappa Mundi” (1996), que tinha o maior sucesso da banda, “Pescador de Ilusões”.

Há alguns meses foi anunciada a volta do grupo, já há um tempo sem seu maior letrista, Marcelo Yuka, que após sofrer uma tentativa de assalto --levou nove tiros e perdeu os movimentos da perna-- saiu da banda por conflitos com outros integrantes.

O show no Via Funchal estava marcado para 22h, mas atrasou 1h30, fazendo com que este que vos escreve previsse o (mal sucedido) cancelamento do show. Ufa!

Quando as luzes se apagaram, o telão mostrou algumas entrevistas com a banda e os dizeres “valeu a pena esperar”. Valeu mesmo. Depois da contagem regressiva “lado B lado A” do disco homônimo foi ouvida por nós. Sensacional. O público estava absurdamente animado e cantávamos em uníssono toda a letra. Em seguida mas um sucesso: “Me Deixa”. O show todo foi um desfile de sucessos e músicas muito bem tocadas por uma banda cada vez mais sólida e com o líder Falcão fazendo a diferença como sempre.

Outro ponto positivo foi o cuidado da apresentação, com um palco bonito e animado, sempre mostrando o nome da música ou vídeos relacionados. As músicas mais recentes, tais como “Monstro Invisível” e a maravilhosa “Meu Mundo é o Barro” também foram bem recebidas pelo público que permanecia inquieto.

O ponto alto da noite, no entanto, foi quando tocaram “Reza Vela”, mesmo após os sucessos “Pescador de Ilusões” e “Minha Alma”. A letra, um tanto difícil e rápida, pareceu fácil, com Falcão agradecendo constantemente ao público pelo apoio.

Ainda bem que O Rappa voltou. O show é contagiante, com músicas marcantes e muito animadas. Ainda bem que temos certas bandas para valorizar nossa cultura. O Rappa é uma delas.

 


Por Rodolfo P. Vicentini

Escrito por Mayra Maldjian às 13h14

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Precisa-se de orientação

Saiu recentemente uma entrevista com o ator Eduardo Sterblitch, conhecido como o Freddie Mercury Prateado do programa “Pânico na TV”, na qual o ator diz que desistiu de sua peça, uma vez que “o teatro não tem mais importância, principalmente para o jovem”.

Será que sempre nós, jovens, temos que ser os culpados de tudo? Por que sempre somos os culpados por algo que, em muitas vezes, não cometemos? É lógico: os adultos, mimados e infantis, não podem assumir seus próprios erros.

Quantos jovens de baixa renda vão ao teatro, sendo que a meia-entrada para uma megaprodução (ou até mesmo de uma pequena produção) varia de R$ 35 a R$ 90?

Os políticos, adultos e supostamente sábios, são responsáveis por altos cargos que residem em nosso país, sendo uma de suas responsabilidades integrar povo e cultura. Mas a verdade é que eles pedem votos, não cumprem promessas, desviam dinheiro de verbas públicas para suas campanhas, causam desastres em vários setores de nossa política interna e ainda têm a coragem e a cara de pau de retornar quatro anos depois em nossos televisores com sorriso no rosto e campanhas trazendo farsantes satisfeitos com seu mandato, isso apenas para se promoverem e conseguirem mais votos. O jovem é apenas um dos resultados do despotismo brasileiro.

Claro, os adultos podem nos orientar a não cair na cilada de votar em péssimos governantes. Porém, a influência de professores de extrema esquerda --que defendem o PT por ajudar os mais necessitados, embora seja um dos partidos mais corrompidos de nosso país ou que defendem partidos de extrema direita, como o DEM e o PSDB que acabaram com a maioria das escolas públicas de São Paulo e que também estão envolvidos em escândalos-– podem prejudicar o jovem, criando mentes “não-pensantes”, movidas e influenciadas pelas decisões de terceiros e das massas ao seu redor sem ter uma real noção da ideologia do partido no qual vota.

Falta também nos meios de comunicação, principalmente nos jornais televisivos e especialmente o “Jornal Nacional” da Rede Globo, que é um dos mais vistos em nosso país, a responsabilidade de se posicionar em relação ao que ocorre em nosso governo. Os jornais televisivos têm se tornado tão imparciais ao ponto de apenas citarem os fatos, sem contestá-los ou debatê-los com a população.

E por que não ensinam ao jovem um pouco de política na sala de aula? Imagine só! Imagine política como matéria obrigatória! Como discutiremos a criação da Palestina em escolas judaicas ortodoxas? O aborto nas aulas de religião de escolas católicas e evangélicas? O conservadorismo religioso que os adultos ensinam aos jovens, em sua maioria, é sujo e sem fundamento, corrompendo o jovem mais uma vez. Mas essa mudança não vai ocorrer, uma vez que, com o povo esperto, acabaria a ignorância, que sempre foi e será a “melhor amiga” para arrancar votos da população. E o melhor modo de arrancar votos da sociedade é mantê-la na ignorância desde a juventude. Eis um dos motivos para os políticos não mexerem na educação. Eles formam nas escolas, sejam particulares ou públicas, seus futuros eleitores.

Então a culpa é realmente do jovem ou do adulto que o corrompeu toda sua vida? Apenas os jovens interessados e que se desvinculam das massas, seja na mídia, na política, no que for, conseguem ter análises próprias de nossa política e vão atrás de cultura e do fim da corrupção (quem liderou e organizou a maioria das marchas?). Mas esses jovens não são a maioria. A maioria continua sem saber as oportunidades e os reais problemas do nosso país e não estão ligados ao mundo do teatro, preferindo assim gastar R$ 50 numa balada qualquer para se divertir. O Brasil não vai mudar até alguém debater esses fatos nas casas ou nas salas de aula.

Por Felipe Gonçalves Guimarães

Escrito por Mayra Maldjian às 19h24

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Rap representa música brasileira no VMB

Quem sempre acompanhou o VMB, percebia como a premiação era absurdamente voltada apenas para o rock ou para o pop. Não tinha espaço para mais nada.

Na verdade, um ou outro representante de alguma outra vertente musical cismava em aparecer, mas era evidente que se ali estava, era apenas para marcar presença, já que dificilmente levaria o prêmio. Ainda mais em épocas em que as categorias tinham seus vencedores eleitos pelos votos do público --fato que, em 2010, fez com a banda Restart não perdesse em nenhuma das categorias em que concorria.

Mas em 2011, com a maioria dos seus vencedores eleitos por uma “Academia”, composta por “notáveis da música brasileira”, as categorias ficaram muito mais variadas, com representantes de diversos gêneros.

Sobretudo, com muitos representantes do rap brasileiro. Isso, sem dúvidas, é uma conquista gigante para essa cena.

Aos poucos, esse gênero musical tão discriminado no Brasil vem ganhando seu espaço nas rádios e nos nossos players de música.

E não é por que está na moda, mas sim por fazerem música boa, sem precisar apelar para temas como sexo ou letras cheias de palavrões. Em muitos casos, voltam às origens do rap e usam o espaço que eles têm na música como forma de denúncia e/ou protesto.

Mas nem só de denúncia vive o hip-hop. A MC Karol Conká, por exemplo, foi outra ótima descoberta proporcionada pelo VMB. Curta essa batida sensacional (ouça bem alto e dance muito!).

Ao todo, o rap brasileiro teve 13 indicações. O mais indicado, não só da cena, mas de todo o VMB, foi o rapper Criolo, que levou três das cinco categorias em que concorria: melhor disco, melhor música com “Não Existe Amor em SP” e revelação.


Agora é ficar na torcida, mesmo depois da competição, para que rap nacional mantenha esse nível de qualidade e não volte a ser mero figurante da música brasileira, e que possa ter sua qualidade reconhecida por nós, ouvintes e espectadores.

Por Rodrigo de Souza

Escrito por Mayra Maldjian às 21h15

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V(ai) M(isturar) B(em)

“Você e eu, eu e você. Eu e você, você e eu (juntinhos)”. Num cenário aparentemente pequeno para o tamanho do evento --e das promessas de inovação para este ano--, o ensaio do VMB (a premiação da MTV brasileira) começou ao som do clássico de Tim Maia sendo tocado nas batidas da Nação Zumbi e nas vozes de Emicida.

Um misto e uma música que poderiam muito bem servir de tema para a premiação deste ano, que conta com 27 bandas e músicos se misturando em shows dispostos num mosaico de três palcos totalmente separados.
 
Separados, mas não desconectados. Sim, como disse Marcelo Adnet em suas primeiras falas, neste VMB, “a música não para” e, para isso, os músicos transitam entre os três ambientes, interligando as plateias durante a execução das músicas. A primeira impressão foi a de confusão. Mas os shows nos mostraram que a “cola” seria, nada mais justo, a música. E música BOA!

Isso porque a produção da MTV prometeu curar o trauma de quem se decepcionou com o monopólio sufocante do “happy rock” nas edições anteriores da premiação, que, apesar de brasileiro, não tinha o quê tropical e tupiniquim que prestam o verdadeiro serviço à música nacional.

“Este ano, eu prometo que Restart só lá no EMA”, brincou Adnet, fazendo referência à  indicação da banda na categoria “Artista Latinoamericano” na edição europeia do VMB. Se os coloridos levarão o prêmio? Não sabemos. Mas nossa torcida é grande. Quem sabe assim eles não ficam uma boa temporada colorindo e aquecendo o inverno europeu com aquela felicidade contagiante.

Foi-se o tempo deles. Na nova “turma da mônica do asfalto” tem gente suficiente e de qualidade no morro e aí a chapa esquenta fácil. Seja na individualidade de cada artista ou, como a MTV mostrou ser muito bom, no bem bolado entre todos eles, uma coisa é certa: a música brasileira voltou.

E a continuação da música de Tim Maia situa o espírito do VMB 2011: “Do encontro eu nem sabia/ que seria assim sensacional/ Então não percamos tempo/ Vamos desta vez nos divertir”.

Vamos sonorizar com a mistura do rock do “Garotas Suecas” e o estilo nonsense da Banda Uó. Vamos lembrar da “Sampa” de Caetano misturado à São Paulo sem amor do Criolo. Vamos ouvir Arnaldo Antunes e Mallu Magalhães no mesmo palco. Vamos botar essa p**** pra funcionar!

Por Luan Granello e Camila Bianchi

Escrito por Mayra Maldjian às 20h15

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Números nem tão falsos assim

Para aproveitar a vibe musical do VMB, premiação musical feita pela MTV brasileira, que ocorre na próxima quinta (20), nós entrevistamos um dos indicados em algumas categorias: Fake Number!

O diferencial da banda? Ao contrário dos grupos compostos só por meninos, temos uma vocalista --para a felicidade dos homens! Com um ritmo empolgante e merecedor do cão dourado (o troféu do VMB), o Fake Number mostrou pra gente toda a simpatia e carinho pelos fãs.

Confira a entrevista:


Por Lucas Marini

ps.: Eu, Lucas Marini, irei sortear no meu Twitter (@semnoc_), CDs autografados da banda. Vai lá!

Escrito por Mayra Maldjian às 19h52

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Deus existe

Para alegria geral da nação, Eric Clapton veio ao Brasil para uma nova turnê. Fazia dez anos que o guitarrista não se apresentava por aqui, mas essa lacuna foi preenchida magnificamente.

Consegui meu ingresso de forma muito suada, como sempre, depois de mais de duas horas na fila sob um sol escaldante.

Cheguei no setor A do estádio Morumbi por volta das 17h. Praticamente vazio, dispunha de cadeiras confortáveis e estrategicamente planejadas para não desagradar ninguém. Os organizadores que lá estavam também eram muito atenciosos e ajudavam os perdidos.

Quase batendo as 20h, Gary Clark Jr. começou seu curto, porém espetacular show. Um guitarrista sensacional com uma voz muito delicada, que sabe bem usar suas influências jazzísticas e blueseiras.

Eram 21h quando o mestre entrou. Não de muita fala, agradeceu e saudou a todos, dedicando o show a Felipe Massa --Clapton é fã de fórmula 1.

Com o mesmo setlist dos shows anteriores da turnê, Clapton alegrou gregos e troianos e fez jus ao seu apelido: slow hand (mão lenta, em inglês).

O curioso é que tantos jovens que se aventuram na descoberta de um instrumento procuram ser muito rápidos, com a técnica mais apurada. Dica: isso não é o principal. Você precisa deixar a música te envolver e assim viajar literalmente na arte de tocar a guitarra. Por isso, Clapton é Deus.

Com muito feeling e animação (sim! --discordo de alguns crítcos que disseram que o show era desanimado), o show transcorreu sem problemas.

Eric Clapton desfilou sucessos, como “Wonderful Tonight”, “Cocaine”, “Crossroads” e, minha preferida, “Old Love”. Essa, com mais de dez minutos de duração, transcendeu os limites, com solos lindos de guitarra e a voz marcante de Clapton, cada vez mais rouca, dando o clima final.

A única crítica fica por parte do público. O lugar de onde assisti ao show ficava em um setor caro (R$ 500 a inteira), e a maioria das pessoas que estava lá tinha por volta dos 50 anos. No meio do show, era nítido que muitos estavam cansados, não aproveitando o espetáculo, enquanto na arquibancada o povo batia palma acompanhando a bateria e gritava constantemente.

Resumo da ópera: fantástico. O guitarrista que popularizou o blues e tornou-se uma lenda não por acaso. Ele é gênio. Mais que gênio. Ele é Deus.


 
 
Por Rodolfo P. Vicentini

Escrito por Mayra Maldjian às 19h22

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O mundo pelas lentes de James

James Mollison, fotógrafo queniano criado na Inglaterra, encanta o mundo. Descobri recentemente o trabalho dele, e convenhamos: que trabalho de mestre!

A última série de Mollison é de 2010 e se chama "Where Children Sleep" (onde as crianças dormem, em inglês). Nele, o fotógrafo nos leva a um passeio por diferentes culturas do mundo, fotografando as crianças dessas comunidades e, sobretudo, levantando a bandeira dos direitos devidos a elas.

Esse trabalho belíssimo pode ser visto na íntegra no site.

Gostei muito também da exposição "The Disciples" (os discípulos, em inglês), e como ela surpreende na sua simplicidade. Nesse trabalho, Mollison explora a influência da música sobre as pessoas e a formação de tribos a partir de tal pressuposto. Apesar de ser de 2008, ela continua muito próxima ao nosso tempo, à nossa realidade.

Confira "The Disciples" aqui.

Não deixe de apreciar as demais exposições do site, a riqueza dessas fotos vai além dos pixels das nossas telas de computador.

 Por Rodrigo de Souza

Crédito: James Mollison/Reprodução

A índia brasileira Ahkohxet, 8, posa para foto na Amazônia

Crédito: James Mollison/Reprodução

O quarto da índia brasileira Ahkohxet

Crédito: James Mollison/Reprodução

A garota japonesa Kaya, 4, em Tóquio

Crédito: James Mollison/Reprodução

O quarto da japonesa Kaya  

Escrito por Anna Virginia às 14h00

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