Segunda (26/10), no Folhateen

Grêmio pra quê?
Estudantes do ensino médio focam atividades culturais e campeonatos, mas participam poucos das decisões da escola
Por um espelho no banheiro
Em escola publica, alunos lutam por melhor estrutura física
Cheio de amor (pra vender)
David Guetta fala sobre essa história de ser DJ de Black Eyed Peas e Madona
Unha cor de renda
Esmaltes das cores da moda chegam a custar até R$ 200, mas esgotam e há lista de espera por eles
Retrato do autor quando jovem
Entrevistamos o vencedor da categoria juvenil do Jabuti, prêmio literário mais tradicional do país. Ele diz que literatura “jovem” é balela e que Harry Potter é coisa boa
Não para! Não para!
Integrante do Paramore conta que vocalista luta para recobrar a voz na turnê do novo CD
Chefona.com
Aos 19 anos, Ashley Qualls constrói império virtual com serviço de criação de templates para MySpace
Álvaro Pereira Júnior
Faz a sua lista das dez melhores canções da música brasileira
Ronaldo Lemos
Dá o seu pitaco sobre a participação da internet nas próximas eleições e no futuro da política
Mayra Dias Gomes
Quer que você sonhe. E mostra como ela faz para conseguir o que quer
Jairo Bouer
Diz que namoro pode ter final feliz mesmo quando acaba
Adão
O cartunista narra o desfecho da história de Gregório Sancha, o homem que perdeu o contorno
Escrito por Tarso Araujo às 20h43
Irresistíveis vampiros
A banda Oh, Hush, que estará na trilha sonora de Lua Nova com a música "Irresistible", lançou um vídeo no YouTube com a letra da canção e imagens do filme. Enquanto o filme não chega, dia 20 de novembro, os fãs podem ir treinando para cantar no escurinho do cinema...
Escrito por Tarso Araujo às 17h15
Semana cinema
A partir de hoje, São Paulo respira a 33a Mostra Internacional de cinema, que exibe uma seleção de 420 filmes em 19 salas da cidade, até 5 de novembro.
Estudante paga meia e muitas sessões legais acontecem à tarde, em horários menos disputados: um prato cheio pra quem está na faculdade ou na escola e quer investir o tempo livro em cultura cinéfila.
Aqui embaixo, apontamos alguns destaques da programação pinçados do Festival da Juventude. Eles passam em diversos horários e salas, mas a entrada é GRÁTIS para quem apresentar carteira de estudante em 30 sessões de 10h e 14h, apresentadas nesse link, nas salas do Cine Olido, MIS e Cine Bombril.
A programação completa você confere em www.mostra.org.
Festival da Juventude - destaques
“Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho (Brasil, França).
“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)
“Garota Explosiva”, de Bradley Rust Gray (EUA)
“A Oeste de Plutão”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)
"Rock Brasileiro – História em Imagens", de Bernardo Palmeiro (Brasil)
"Expressão Jovem", de Eleni Ampilakiotou (Alemanha).
"Antes que o Mundo Acabe", de Ana Luiza Azevedo (Brasil)
Escrito por Tarso Araujo às 15h36
Fraudes da vida real
Conheça alguns casos recentes de trapaças em vestibulares do Brasil
Cola via SMS
Respostas na sola do pé
No Rio de Janeiro, quatro candidatos para o vestibular de medicina da Universidade Gama Filho pagaram R$ 15 mil a uma quadrilha que os instruiu a comprar celulares com peças de plástico, para evitar detectores de metais, e encaixá-los na palmilha do tênis para consultar o gabarito no banheiro, enviado por SMS. O esquema só foi identificado graças a uma ligação anônima para o disque-denúncia.
Outros casos: Universidade de Cuiabá (2008), Universidade Federal do Maranhão (2006)
Cola via ponto eletrônico
Pulga (sabichona) atrás da orelha
A primeira turma de medicina da Universidade Federal do Acre teve 28 de seus 40 alunos aprovados com fraude, no vestibular de 2002. A quadrilha inscrevia especialistas que resolviam rapidamente as questões, saiam da sala e passava as respostas para os alunos, que usavam pontos eletrônicos escondidos em roupas e caixas de chiclete. Os “clientes” pagaram até R$ 20 mil pelo serviço. Descobertos, foram expulsos da faculdade.
Outros casos: Universidade Federal de Rondônia (2002), Universidade Regional de Gurupi (2009), Faculdades Facene/Famene (2008)
Laranja
Cara de um, prova de outro
Na Fuvest, em 2004, um falso candidato colocou sua foto no RG do irmão e começou a fazer a prova no lugar dele, que queria ingressar no curso de medicina. Durante o exame, nervoso, ele chamou a atenção do fiscal, que resolveu conferir assinatura e foto e desmascarou o impostor. Ele acabou preso por estelionato.Outros casos: Universidade Estadual da Paraíba (2007), Faculdade Evangélica de Curitiba (2008)
Falso cotista
Prova de trambique
Em 2005, um candidato da UFBA declarou ser descedente de índios para conseguir uma vaga no sistema de cotas. Segundo o procurador que investigou o caso, ele atestou suas supostas raízes com um documento em nome da Fundação Nacional do índio que não era assinado por ninguém do órgão, e sim por um índio de uma aldeia do sul da Bahia. Outra menina fez um ensino médio em colégio particular, entregou diploma falsificado de escola pública e foi denunciada pelos próprios colegas. Descobertos, os dois perderam a matrícula.
Outro caso: Universidade Federal do Espírito Santo (2009)
Escrito por Tarso Araujo às 15h40
PROVA DO CRIME
TARSO ARAUJO
da Folha de S.Paulo
"E o vestibular, é seguro?" Desde o vazamento do Enem, muitos vestibulandos estão com essa pergunta na cabeça. A resposta incomoda: por mais que os organizadores se esforcem para garantir uma concorrência justa, não faltam flagrantes de fraude nos concursos para faculdades brasileiras.
Existem até quadrilhas especializadas no assunto. E candidatos dispostos a pagar por seus serviços, que incluem colas eletrônicas e falsificação de documentos. Dependendo da região, da faculdade e do curso desejado, eles desembolsam até R$ 30 mil pela "forcinha".
"Se aumenta muito o prêmio, o lucro também sobe. E o pessoal se arrisca mais", diz Renato Pedrosa, coordenador da Comissão Permanente de Vestibulares da Unicamp.
As universidades contra-atacam. USP e UFPR estão entre as que usam detectores de metal e rastreadores de sinal de celular para evitar a cola.
Na Unicamp, quem fizer a segunda fase fornecerá sua impressão digital 11 vezes durante o concurso, para compará-las com a digital de quem fizer a matrícula e evitar a ação de laranjas.
Vigiar e punir é difícil
O problema é que as medidas de segurança são caras --R$ 10 mil só para colher as impressões digitais e compará-las.
"Até 30% da despesa de R$ 1 milhão com o vestibular é para a segurança", diz Francisco Filho, coordenador de concursos da Universidade Estadual do Piauí, que usa detectores de metal e rastreadores de celular desde que fiscais flagraram uma cola eletrônica em 2006.
"Com tanta tecnologia nova, você fica doido. Não é fácil chegar a essas pessoas", diz o delegado Antônio Magno Toledo, da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa. "No Nordeste, devem existir de três a cinco quadrilhas especializadas nisso. Em cada concurso pode haver dezenas de candidatos com esquema."
De fato, nesta década já houve vários flagrantes de cola eletrônica e uso de laranjas. Além de fraudes nos sistemas de cotas, como as que aconteceram na UFBA (Universidade Federal da Bahia), em 2006.
O procurador Sidney Madruga investigou o caso e conta que "não houve qualquer cuidado da UFBA de ver se os documentos eram verossímeis", diz. "Tem muita gente fraudando." A UFBA se defende e diz que os dois alunos tiveram suas matrículas canceladas tão logo a fraude foi descoberta. Coisa que nem sempre acontece.
Em 2002, uma quadrilha "aprovou" 28 dos 40 alunos de medicina da Universidade Federal do Acre. Quando a polícia descobriu o esquema, soube que ela atuava havia 18 anos.
E o mais desanimador: a cola eletrônica não tem sido considerada crime pelo Supremo Tribunal Federal, instância máxima da Justiça brasileira.
Nos dois casos que julgou, o órgão considerou que ela não é estelionato nem falsidade ideológica. Uma chance clara de impunidade para quem trapaceia.
O que você acha disso? Deixe seu comentário!
Veja o infográfico que explica como agem as quadrilhas quem fraudam concursos. Parte 1 e Parte 2.
Participe do bate-papo com o repórter sobre as fraudes no vestibular, amanhã (20/10), às 18h, no Uol.
Conheça alguns casos recentes de trapaça em vestibulares do Brasil.
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Escrito por Tarso Araujo às 15h28

