Blog do Folhateen

Grupo de Apoio

 

Segunda, no Folhateen

Festa da banda larga - O caderno acampou na Campus Party, maior encontro de amantes de tecnologia do país. Viu computadores assustadores, "flashmobs", videogame em TV gigante, filas e barracas armadas (mas não viu paquera)

Ronaldo Lemos - A Campus Party passa a ser levada a sério pela política

Senhora do anel - Vai no show da Beyoncé? Aprenda, passo a passo, a coreografia de "Single Ladies (Put a Ring on It)"

Mayra Dias Gomes - As Runaways foram uma das bandas de rock feminino mais legal da história. Agora, viram filme com beijo entre Kristen Stewart e Dakota Fanning

Monstro de estimação - O Folhateen viu uma hora de "Como Treinar o Seu Dragão", nova animação da Dreamworks ("Shrek", "Madagascar"), e conta qual é.

Jairo Bouer - Tem leitor que ainda acha que camisinha é só para a hora dos "finalmentes". Tsc, tsc, tsc...

Eles querem mais - Conheça a Catch Side, banda que vendeu até seus tênis para emplacar, e agora quer produzir muito durante o sucesso

Escuta aqui - Morreu JD Salinger, escritor de "O Apanhador no Campo de Centeio". O que Álvaro Pereira Júnior acha do livro?

 

Escrito por Equipe do Folhateen às 21h00

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jantar na Campus Party

 

Depois de um passeio, era hora de conhecer uma das coisas mais importantes a bóia. Paguei R$ 165 para comer aqui todo dia e estava curioso. A moça canta a regra quando lhe passa o prato: “Pode pegar quanto quiser, mas não pode repetir”.

Era a senha para os “pratos montanha”. Tinha de tudo: saladas, arroz, feijão, macarrão, ravióli, lingüiça, carne. Peguei tudo, mas pouco de cada.

Sentei numa mesinha apertada com dois estudantes de Sistemas de Informação de uma faculdade em Itajubá (MG).

Um deles, de Taubaté (SP), tinha o prato cheio como o meu. O do outro, carioca, tinha o dobro de comida. Tirei até foto do PF.

Que internet que nada

Era a primeira vez dos meus dois colegas de almoço na Campus Party, mas como geeks em tempo integral que eles são, sabiam que o grande lance aqui não seria a internet de 10 GB de velocidade. E sim a intranet. Victor Hugo França, o carioca, me explicou o porquê.

A internet depende da velocidade do servidor de onde puxamos os dados, o que pode anular a nossa velocidade de download supostamente alta.

Já a intranet não tem esse problema. E como cada campuseiro vem para cá com seus petabytes de filmes, jogos, filmes etc para colocar na roda, o compartilhamento rende bastante. “Eu trouxe 1,5 terabytes (1.500 gigabytes) de HD livre para encher”, disse França.

Minha maquineta estava com míseros 39 Gb livres. Fiquei quietinho pra não dar vexame.

 

Escrito por Tarso Araujo às 19h48

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O “campus”

Confesso que fiquei empolgado na primeira vez que entrei na área do Campus. E olha que eu nem sou apaixonado por computadores e internet.

Mas a visão era interessante: um galpão do tamanho de uns dois campos de futebol preenchido com dezenas de metros de bancadas brancas, cada uma com dois cabos de conexão à internet por metro.

Pois é, a Campus Party é basicamente uma gigaLAN house.

Escrito por Tarso Araujo às 17h35

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A primeira (de muitas) filas

O primeiro dia de Campus Party 2010 (25/1) é dedicado apenas ao credenciamento, acampamento e montagem dos equipamentos, a partir das 12h.

Cheguei pouco depois das 15h para fugir do primeiro fluxo de geeks ansiosos e me dei bem. Levei apenas uma hora e meia desde que entrei na fila até passar o cadeado na minha barraca.

Depois soube que quem chegou às 12h levou até três horas só para pegar crachá.

O processo incluía: pegar minha própria credencial, credenciar o computador e participar de uma espécie de gincana para pegar sua barraca.

Uma barraca pra chamar de sua


Ao
lado do Campus, existe um galpão enorme com Era preciso achar uma vazia, no meio de umas 2.000 barracas, anotar o número dela e trazer para a organização credenciar.

 

O problema é que todas as barracas que ainda estavam vazias não tinham número... O jeito foi cada um passar o cadeado na porta da sua e cadastrar sem número.

Fiquei pensando como a gincana vai ficar emocionante para os últimos que chegarem. Imagina que dureza achar uma barraca vazia quando restarem apenas umas 15 no meio de 2.000.

Escrito por Tarso Araujo às 17h24

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Uma semana geek

O.K. Lá vou eu passar uma semana no meio dos geeks. Haja banda larga para compensar o abandono do conforto do lar.

A promessa é de 10 Gb de conexão, oficinas bacanas e palestras iradas.

PS: Pois é, ninguém prometeu festa. Acho que, para a turma, 10 Gb já é uma festa por si só.

Escrito por Tarso Araujo às 17h19

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Eu vivi uma adolescência cadeirante


Jairo Marques, 35, é chefe de reportagem da Agência Folha
e escreve o blog
Assim Como Você (Foto Reprodução)

Demorou para que eu conseguisse entender o que se passava ao meu redor durante os anos em que eu começava a sentir o poder do som do Metallica, a dar atenção às manifestações mais assanhadas dos meus hormônios e a querer experimentar o sabor de beijar na boca.

Da infância rodeada de amigos, me vi adolescente meio que "abandonado", um ser esquisito numa cadeira de rodas.

E não foi fácil tolerar o fato de que o ser "diferente" e relativamente "dependente" tem poucas chances de se dar bem na adolescência, período em que o espírito de aventura se aguça em todo o mundo e em que ser descolado tem pouco a ver com muletas, cão-guia, aparelho no ouvido, rodas e pneus.

Aos poucos, percebi que, para chamar a atenção da mulherada, eu tinha de dar um tempo e me "preparar" para o futuro.

Nele, ser "descolado" teria menos relevância do que ser um cara que curte a vida e que sabe contar boas histórias.

Isso não quer dizer que eu tenha me trancafiado, com vergonha de minha condição física. Superar é quase um sobrenome de quem tem alguma deficiência.

Então, a bordo da minha cadeira, reinventei amigos de fato amigos, firmei a ideia de que minhas pernas finas tinham lá o seu charme e curti um bocado de rock.

Escrito por Equipe do Folhateen às 15h12

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Apesar dos limites

DIOGO BERCITO
DA REPORTAGEM LOCAL

Por conta de complicações em seu nascimento (aos prematuros seis meses de gestação), Elisa Moreira, 13, hoje caminha com dificuldade.

Mas a muleta, que a garota deveria usar para andar, ela deixa em casa. "Prefiro ir segurando nas paredes", explica. Assim, afirma, evita passar vergonha. "Já tiraram sarro."

Esse tipo de vexação faz parte da história de Elisa e também da vida de outros jovens que lidam com deficiências físicas, além de enfrentar as complicações típicas dessa idade.

Nesse momento, estímulos ajudam a superar preconceito e vergonha, segundo Ana Maria Barbosa, coordenadora da Rede Saci, de apoio a deficientes. "O jovem precisa se reconhecer como alguém capaz", diz.

Foi como quando Elisa, que faz fisioterapia desde pequena, começou a nadar. Hoje, tomou fôlego e quer competir. "No caso dela, o esporte deu mais resultado do que a psicologia", explica Telma Previatto, fisioterapeuta da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e responsável pelo tratamento da garota.


A atriz Vanessa Romanelli (Foto Letícia Moreira/Folha Imagem) 

Cadeirante e atriz
Esse impulso Vanessa Romanelli, 24, encontrou nos palcos. Atriz dos Menestréis Cadeirantes, trupe formada apenas por quem anda de cadeira de rodas, a garota já esteve em cinco musicais nos últimos quatro anos. Devido a uma atrofia espinhal, não pode caminhar.

Vanessa faz fisioterapia desde os cinco anos. "Hoje, consigo empinar a cadeira!", comemora. E ri ao contar causos de suas primeiras noitadas.

Uma vez passou por cima do pé de alguém e ouviu: "Onde é que já se viu vir de cadeira de rodas para a balada?". "Queriam que eu fosse como, levitando?", brinca a atriz.

Por mais que seja independente para dançar sozinha ("Vou para o meio da pista, sou cara de pau"), Vanessa nem sempre foi convidada para sair.

"Na época do colégio, minhas amigas iam ao shopping e não me chamavam, talvez porque eu precisasse de alguma ajuda", conta. "Eram amigas para todas as horas, menos para essa."

Geisa Vieira, 18, é outra que gosta de sair de casa. Atleta do time de basquete Magic Wheels (rodas mágicas, em inglês), se junta aos colegas de quadra na hora de passear. Atropelada aos cinco anos, teve de amputar a perna direita.

"Acho que há uma certa admiração por causa do basquete, tipo ‘poxa, essa menina está superando obstáculos’", diz. "Mas não adiantaria ficar sofrendo."

Lutando por respeito
A sensação descrita pela garota é semelhante à de Mateus dos Santos, 17, que treina judô.

"O pessoal me respeita por conta do esporte", diz. No ano passado, ficou em terceiro lugar no mundial da modalidade para cegos, perdeu a visão aos seis anos, por causa genética.

Entre suas dificuldades de adaptação estão os estudos. Aluno de escola estadual, diz que, por falta de material adequado, ainda está no segundo colegial, quando, por sua idade, deveria estar no terceiro.

No quesito vida amorosa, porém, não fica para trás. "Já namorei, é lógico." As antigas parceiras não eram deficientes.

Hoje, o garoto está solteiro, assim como Luís da Silva, 24. Com paralisia nas pernas e dificuldade para movimentar o braço direito, o garoto vê em sua deficiência uma das razões pelas quais deu seu primeiro beijo apenas no ano passado, mais tarde do que seus amigos.

"Há menos interesse sexual por mim", diz, lamentando que nem todos saibam que suas limitações não impedem a ereção. Além disso, diz que, por ser deficiente, passou muito tempo com medo de levar um fora.

"Mas tem de tentar, como todo o mundo", aconselha.

Ajuda
Thalita Abreu, 21, não só namora como conta com a ajuda de seu namorado para passear. Tetraplégica, não move nada do pescoço para baixo, vai com ele a lugares desde o zoológico até a rua 25 de Março.

Já o antigo companheiro da garota, por coincidência, paraplégico, hoje está preso. Por ciúmes, foi ele o autor do disparo que, há dois anos, danificou a coluna cervical dela.

"Já o perdoei, não tenho raiva, só causaria mais danos."

Em sua vida atual, a garota ressalta a solidão. "Meus amigos pararam de me visitar, ninguém gosta de ficar o tempo todo no quarto conversando."

Escrito por Equipe do Folhateen às 15h05

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Blog do Folhateen O Blog do Folhateen é o espaço de interação da seção publicada no caderno "Ilustrada", às segundas-feiras, e escrito pelos jovens que fazem parte do grupo de apoio.
Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.