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Aquele Mario

 Charles Martinet é a voz por trás do bigode do encanador mais famoso dos games

 DIOGO BERCITO
da Reportagem Local

Rodrigo Capote/Folha Imagem

Sabe o Mario? Que Mario? Aquele que vendeu um milhão de cópias em quatro dias no Japão com "New Super Mario Bros. Wii", em 2009. Ele pode até não ser uma pessoa de carne e osso, mas tem voz própria –a do ator americano Charles Martinet. Martinet é o gogó do Luigi também. Ah, e do Wario e do Waluigi, entre outros.

No Brasil para participar do "Gameworld 2010" –evento dedicado aos videogames que terminou em 31 de março–, o ator falou com o Folhateen. Confira o recado que ele enviou aos leitores e leia a entrevista.

Folha - Como você se tornou a voz do Mario?
Charles Martinet - Eu estava na praia e um amigo me disse para ir a um teste para fazer a voz de um personagem de videogame em uma feira de eletrônicos, em Las Vegas (EUA). Fui, bati na porta e perguntei: "Oi, posso fazer o teste?". Responderam: "Tá, finge que você é um encanador italiano do Brooklyn".

Folha - Como fez a voz?
Martinet - Pensei [faz voz durona, de gângster] "Hm, um encanador italiano do Brooklyn..." Mas não achei uma boa ideia, já que ia falar com crianças. E como fazer voz para videogame? Eu tinha jogado "Pong" e "Space Invaders", mas o que era esse Mario? Quando disseram "ação", o que saiu da minha boca foi exatamente o que você ouve hoje nos jogos. [Faz a tal voz] "Oi, sou eu, o Mario, uhuuuu!" Gostaram do trabalho, enviaram para o Japão e pronto.

Folha - Você já foi reconhecido por causa de sua voz?
Martinet - Não por causa da voz, mas por minha fotografia, sim. As pessoas me reconheceram na rua, aqui no Brasil.

Folha - Você é a voz do Mario, do Wario, do Luigi, do Waluigi... Como faz com que não pareça que são o mesmo personagem?
Martinet - Sabe, só vem à minha cabeça assim. Eles me mostram uma figura do personagem antes. E daí, por exemplo, o Waluigi é alto, magro, [fala com a voz do personagem] fica mexendo os braços. Já o Wario [imita] é bem ranzinza. Depende da personalidade deles.

 

Escrito por Equipe do Folhateen às 20h53

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Peter Pan do rock

Líder do Placebo fala de sua adolescência terrível e de como encontrou a liberdade

IURI DE CASTRO TÔRRES
da Reportagem Local

Divulgação

Brian Molko, 37, vocalista da banda inglesa Placebo, se hospeda em hotéis sob o pseudônimo Light Body (corpo leve), mas isso não condiz com sua personalidade.

Dono de composições que embalam corações melancólicos há mais de 15 anos, Molko conversou com o Folhateen antes de embarcar para o Brasil, onde apresenta "Battle for the Sun" (2009) em quatro cidades –Porto Alegre (13/4), Curitiba (14/4), Belo Horizonte (16/4) e São Paulo (17/4).

Folha - Por que Placebo é tão grande entre os adolescentes?
Brian Molko - A resposta mais sincera é: não tenho certeza. Há uma teoria que diz que o desenvolvimento emocional de um artista para no momento em que ele se torna famoso. Emocionalmente, então, temos 20 anos. Minhas canções, palavras e emoções se encaixam perfeitamente entre os adolescentes. Talvez eu seja emocionalmente subdesenvolvido. Talvez fazer parte de uma banda de rock é ser adolescente para o resto da vida, como Peter Pan. Escrevo essas canções, e elas significam alguma coisa para os adolescente. Isso é bom. Não quero saber a resposta, porque, se souber, talvez seja o fim.

Folha - A adolescência é um período muito complicado, certo?
Molko - Com certeza! É a fase mais complicada, emocional e intensa. Tudo é uma questão de vida ou morte. Se algo ruim acontece, é o fim do mundo; se algo bom acontece, é incrível.

Folha - Foi difícil ser adolescente?
Molko - Foi extremamente terrível... Eu odiei! Grande parte é culpa da minha família disfuncional. Então, quando completei 17 anos, fui aceito em uma universidade em Londres. Minha vida recomeçou. Decidi que descobriria a mim mesmo. O começo foi muito difícil, mas encontrei a liberdade para descobrir quem eu sou.

Folha - Vocês estão voltando ao Brasil depois de quase três anos. O que os fãs podem esperar?
Molko - Vai ser alto e apaixonado. Os fãs encontrarão uma nova banda. Temos uma violinista agora, a Fiona. Tenho um lado feminino, mas é bom mais estrogênio na banda.

Folha - O novo disco, "Battle for the Sun", é tocado na íntegra?
Molko - Quase todo, além dos clássicos como "Every You, Every Me". Mas não tocamos "Pure Morning" nem "Nancy Boy". Sei que alguns fãs ficarão decepcionados, mas é impossível fazer todo o mundo feliz. Talvez fizéssemos mais dinheiro tocando apenas os singles e nos transformando em macacos com guitarras, mas não somos macacos, somos seres humanos com emoções.

Folha - Imagem ainda é importante para o Placebo?
Molko - No começo, fizemos várias coisas em termos de "cross-dress" e maquiagem, porque ninguém mais fazia. Toda música boa tem um elemento sexual subversivo. O modo como nos vestíamos e nos apresentávamos era um protesto político. Hoje é mais comum, basta olhar para Beth Ditto, do Gossip, e até Brandon [Flowers], do Killers, que copia meu visual. Éramos "freaks" [aberrações], mas gostávamos.

Divulgação

 

Escrito por Equipe do Folhateen às 20h44

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Placebo - serviço

A banda inglesa Placebo (veja post acima) faz quatro shows no Brasil nesta semana. Confira abaixo locais, preços, horários etc. das apresentações.

PORTO ALEGRE

Quando: 13 de abril, às 22h
Onde: Pepsi on Stage (av. Severo Dullius, 1995)
Quanto: de R$ 90 a R$ 300 (valores de inteira)
Bilheteria oficial: Multisom (r. dos Andradas, 1001)
Classificação indicativa: 14 anos

CURITIBA

Quando: 14 de abril, às 21h30
Onde: Master Hall (r. Itajubá, 143)
Quanto: de R$ 150 a R$ 280 (valores de inteira)
Bilheteria oficial: Classic Laser (r. Visconde de Nacar, 1076)
Classificação indicativa: 16 anos (de 12 a 15 anos acompanhados de responsáveis legais)

BELO HORIZONTE

Quando: 16 de abril, às 22h
Onde: Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230)
Quanto: de R$ 140 a R$ 180 (valores de inteira)
Bilheteria oficial: Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230)
Classificação indicativa: 16 anos

SÃO PAULO

Quando: 17 de abril, às 22h
Onde: Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.955)
Quanto: de R$ 100 a R$ 300 (valores de inteira)
Bilheteria oficial: Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.955)
Classificação indicativa: 16 anos (14 e 15 anos acompanhados de responsáveis legais)

Escrito por Iuri de Castro Tôrres às 20h10

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Segunda (12/4), no Folhateen

Marcelo Justo/Folha Imagem

 

Sempre alerta
Escoteiros comemoram 100 anos de atividades no Brasil em 2010; conheça histórias de quem adota o escotismo como estilo de vida

Peter Pan do rock
Leia entrevista com Brian Molko, 37, vocalista da banda inglesa Placebo, que faz quatro shows no Brasil

Adolescência nas telas
"As Melhores Coisas do Mundo", produção nacional de Laís Bodanzky, estreia na sexta-feira (16); leia o que rolou no debate entre plateia, elenco e diretora sobre os temas abordados pelo filme

Concurso de Ilustração
Folhateen
lança regulamento do 4º Concurso de Ilustração da Folha, cujo vencedor ganhará um contrato de três meses de colaborador do jornal

A voz por trás do bigode
No blog: Charles Martinet conta como virou dublador do personagem de games Mario Bros.

Engordando o porquinho
Jovens resistentes às tentações consumistas contam como economizam dinheiro

No Top Top
Com o disco "My World 2.0", o cantor canadense Justin Bieber, 16, bate recorde de Stevie Wonder

Ronaldo Lemos
Questiona o texto "O Colapso dos Modelos de Negócio Complexos", do guru da tecnologia Clay Shirky

Jairo Bouer
Explica como funciona o "vício" que leva crianças e jovens à obesidade

Mayra Dias Gomes
Relata como a vida dela (não) mudou no dia em que Los Angeles tremeu

Escrito por Equipe do Folhateen às 17h43

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Gerações e gerações

A semana está acabando e, se você ainda não decidiu o que fazer, aqui vão algumas dicas de shows.

Gerações Hip Hop


O rapper Emicida (Foto: Janaina Castelo Branco/Divulgação)

A partir de hoje, o Sesc Pompeia reúne artistas de diferentes gerações que fizeram e/ou têm feito algo pelo rap no Brasil. No primeiro dos três shows, Mano Brown e Ice Blue, do Racionais MC's, dividem o palco com Helião, Don Pixote, Du Bronks e DJ Cia. Amanhã, é a vez de Thaide (da famosa dupla com DJ Hum), Emicida (esse estourou ano passado com a mixtape "Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe") e De Leve. Pelo nome da última noite, Zulumbi, já dá para imaginar que vem batuque por aí: integrantes do grupo Mamelo Sound System criaram um show com três do Nação Zumbi. (+ info)

Raimundos


O novo Raimundos (Foto: Divulgação)

A noite de sexta-feira será tão importante para o Charlie Brown Jr., que mostra músicas novas, quanto para o Raimundos, a banda de abertura. Explico: é a primeira vez que o público paulistano vai ver, ao vivo, um show dos caras com Tico Santa Cruz (Detonautas) nos vocais. O cantor assumiu o posto ao lado de Digão (vocal e guitarra), Canisso (baixo), Marquinhos (guitarra) e Caio (bateria), nova geração da banda pós-Rodolfo. O show acontece no HSBC Brasil. (+ info)

 

Já que o papo é gerações, aproveito para me apresentar: depois de um ano e alguns meses felizes no Guia da Folha Online, fiz minha feliz estreia na equipe da Folhateen.

Até a próxima!

Mayra Maldjian

Escrito por Equipe do Folhateen às 20h54

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O Guarda-costas

Como vocês podem ver, o "Ídolos" de Taiwan é bem melhor do que o nosso. Se liguem no rapaz detonando de Whitney Houston!

Escrito por Marco Aurélio às 15h44

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Sinfonia escolar

O artista Ben Meyers criou essa pequena pérola musical com apenas três elementos: uma câmera de vídeo, alguns microfones e uma escola totalmente vazia.

Ben toca todos os "instrumentos" da escola: armários, aparelhos de ginástica, roldanas e, claro, piano e um xilofone.

Ele demorou um mês para captar os áudios e para editar o vídeo.

Muito legal!

ps: Vi o vídeo no blog Trabalho Sujo, que vale a pena incluir em sua navegação diária.

Escrito por Iuri de Castro Tôrres às 15h24

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Tetris do inferno!

Imagina jogar Tetris assim...

Hell

Da galera do xkcd

Escrito por Marco Aurélio às 15h22

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Faturando com a sensualidade

Garotas fazem ensaios, chats e outros negócios sensuais na internet e faturam alto

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE S. PAULO

Há três anos, Priscila*, 26, e o namorado estavam na Tailândia e começaram a pensar em "formas divertidas de ganhar dinheiro".

Até que ele veio com a proposta indecente: conhecia quem pagasse, e bem, para assistir ao casal transar, ao vivo.

"Meu receio foi de encontrar um psicopata", conta Priscila. Medo que, após a primeira experiência, só fez encolher. "Foi tão tranquilo... Era um garoto bem nerd, gordinho."

A partir daí, fermentou a ideia de transformar o sexo em ganha-pão --ainda que sem transar com outras pessoas.

Quando foi para Nova York com o mesmo namorado (ainda estão juntos), decidiu vender calcinha usada --"ouro" entre grupos com fetiche pelo objeto.

Ela oferecia a mercadoria em um site especializado e marcava com o comprador em lugar público para entregar a calcinha --que comprava por US$ 2, usava e vendia por US$ 60.

Priscila voltou ao Brasil e mudou o método. Enquanto seus pais, "que nunca falaram de sexo na minha frente", dormem, Priscila se tranca no quarto e gerencia um site montado por um amigo designer. É por essa URL que ela negocia de shows sensuais na webcam (US$ 50 por 15 minutos) a fotos explícitas.

Bate-papo animado

Para Raquel*, 22, exibir-se na webcam também ajudou a turbinar a conta bancária.
Em 2008, ela viu nos classificados a vaga de "chat hostess" para "meninas com boa aparência e inglês intermediário".

Foi lá "para ver qual era" e achou uma empresa na Vila Olímpia, bairro chique de São Paulo. Lá, garotas, cada uma em sua salinha, conversavam com "clientes gringos" pelo computador a US$ 2,99 o minuto (metade do dinheiro ficava com a "hostess").

Durante o bate-papo, ela podia mostrar partes do corpo, dançar e até se masturbar na frente da webcam. Quanto mais tempo segurasse o cliente, mais seu bolso agradecia.

"Sempre tive curiosidade de saber como o sexo oposto pensa. Acabei me jogando."

Mas, na primeira semana, um freguês não parou de gritar "mostra as tetas!", e ela se jogou mesmo foi no choro.
Durou um mês no trabalho, o que lhe rendeu "uns R$ 700".

Hora extra na "cam"

A estudante de rádio e TV Mari, 22, foi mais longe. Em 2007, ela passou três meses trabalhando em empresa parecida com a de Raquel, só que em São Bernardo do Campo (SP).

"No último mês, quando já sabia que ia sair, trabalhei muito para ganhar mais, mostrei muita vagina na webcam!", diz Mari, às gargalhadas.

Ela abandonou o trampo por um namorado. "Ele não gostava, aí me emprestou dinheiro para sair dessa. Acabei torrando o salário em roupas!"

Nua na net
Jéssica, 19, não tem namorado que a amole. Em clima de boteco com amigos, costuma conversar com os colegas sobre suas aventuras na pornografia --ela estuda design de moda na Uniban, onde uma turba de alunos açoitou Geisy Arruda e seu vestidinho rosa indefectível.

Sua turma, garante, "encara numa boa" o ensaio fotográfico que ela fez para o site da Xplastic, maior produtora de altporn (pornô indie) do país.

Pelas fotos, Jéssica ganhou R$ 300, usados mais tarde em uma viagem a Paris.

Não foi o dinheiro, contudo, que levou a tatuadíssima (e com a língua bifurcada, depois de uma operação) "Xgirl" (então com 18 anos) a posar nua. "Sacanagem é minha praia."

"Essa aí deve ser fácil!" Taí uma frase que, vira e mexe, meninas envolvidas --de formas mais ou menos diretas-- com o pornô escutam.

O preconceito não vem só da ala masculina. Quando uma amiga de Priscila descobriu sua fonte de renda "pouco digna", preferiu se afastar.

Priscila rebate: "Posso contar nos dedos da mão os caras com quem transei. Ela, não".

*Nomes fictícios


Sem afinidade, é melhor não fazer, diz psicóloga

Para a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do ProSex, projeto de sexualidade da USP, casos como o de Jessica, Priscila, Mari e Raquel "põem por terra o mito de que pornografia necessariamente tem a ver com dificuldade econômica".

Ninguém, afinal, usou os ganhos para despesas primárias.

Também é importante sacar se essa onda é a sua. "Sem afinidade [com o pornô], a pessoa vai ser profundamente infeliz no trabalho", explica Abdo. "Se ela ainda pensa, "meu Deus, será que vou ter vergonha?", então, não pode encarar."

Leila Tardivo, psicóloga e professora de Instituto de Psicologia da USP, descreve a situação das garotas como "complexa".

"É preciso ver as motivações de cada uma e, sendo maiores de idade, respeitar suas opções. Mas também é preciso considerar o risco, para a saúde física e mental das garotas, de uma situação como essa. Será que está tudo bem mesmo com essas meninas? A "coisificação" de si ou do outro é um problema, o ser humano não é um objeto. Isso pode trazer consequências, elas podem ser vítimas de bullying, por inveja ou por preconceito. A garota se expõe, pode ser vítima de ataques."

Escrito por Tarso Araujo às 11h48

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Freddy está de volta

EDUARDO GRAÇA
colaboração para a Folha de S.Paulo, de Chicago

Visitamos o set de filmagem do novo "A Hora do Pesadelo", que ressuscita Freddy Krueger

(Crédito: divulgação)
O ator Jackie Earle Haley no papel do mau e velho Freddy Krueger

"One, two, Freddy's coming for you" (Um, dois, o Freddy está vindo te pegar!).

Quem se esquece da musiquinha cantada em voz infantil, uma canção de ninar às avessas, e do rosto destruído pelo fogo de Freddy Krueger?

O primeiro trailer da nona encarnação de "A Hora do Pesadelo" invadiu a internet e recebeu reações positivas de críticos e fãs de filmes de horror.

O Folhateen visitou o set do thriller, uma refilmagem do longa original, que chega aos cinemas brasileiros em 7/5.

No lugar de Robert Englund, alma e corpo do assassino até "Freddy vs. Jason", lançado há sete anos e última sequência da série, a estrela principal do remake é Jackie Earle Haley.

O ator é conhecido por personagens perturbadores, como o pedófilo Ronnie, de "Pecados Íntimos" (pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante), o louco George, de "Ilha do Medo", e o vingativo Rorschach, de "Watchmen".

E havia alguma escolha melhor para ressuscitar Krueger, cansado de guerra e de micos em sequências que beiravam o ridículo?

Não para o produtor do filme, Michael Bay, cuja equipe foi a responsável pela elogiada reinvenção, no ano passado, da franquia "Sexta-Feira 13".

Nem para o diretor de primeira viagem Samuel Bayer, responsável por vídeos emblemáticos do rock dos anos 90, como "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana, e "Bullet with Butterfly Wings", do Smashing Pumpkins.

"Queria voltar a fazer um Freddy assustador, que deixasse o público em pânico. Não queria que ninguém risse de meu Freddy", conta Bayer.

O diretor, um fã ardoroso do filme original de Wes Craven, reclama que as versões mais pobres transformaram seu vilão favorito em um personagem de comédia vaudeville.

O jornalista Eduardo Graça viajou a Chicago a convite da Warner Bros.

Escrito por Tarso Araujo às 11h30

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"Ele é mais do que um maluco mascarado", diz novo Freddy Krueger

EDUARDO GRAÇA
colaboração para a Folha de S.Paulo, de Chicago

No dia em que o Folhateen conversou com Jackie Earle Haley, o ator havia passado cinco horas em seu trailer para fazer a maquiagem de Freddy.

O novo Freddy; estreia em 7/5 (Crédito: Divulgação)O incômodo, incluindo uma coceira atrás da orelha que o tirava do sério ("Desculpe, mas está difícil hoje!", brincava), valeu o resultado. A sensação era de que se conversava com o próprio Krueger.

"Com o Rorschach ["Watchmen'], podia ao menos tirar a máscara e ficava clara a separação entre o personagem e o ator. Com o Freddy, sem querer assustar ninguém, é difícil pacas!", diz.

"Só agora estou começando a me acostumar a me olhar no espelho. Olha só que coisa louca!", conta, ainda deslumbrado com sua própria aparência.

Segundo ator a encarnar Krueger em 26 anos, Jackie leu livros sobre serial killers, visitou manicômios, reviu o original de Craven e chegou à conclusão de que seu personagem é tão complexo quanto sinistro.

"Mike Myers e Jason, por exemplo, são divertidos. Já Freddy é o que sempre me interessou mais, especialmente por conta de sua história", diz.

"Há todo um passado que será destrinchado neste filme. Ele sempre foi mais do que um maluco por trás da máscara. Guardadas as devidas proporções, ele está para o cinema como Frankenstein está para a literatura", compara.

Agora é manter os olhos bem abertos e conferir se a comparação do ator é um indício de que Michael Bay está novamente no caminho certo.

O jornalista Eduardo Graça viajou a Chicago a convite da Warner Bros.

Escrito por Tarso Araujo às 11h22

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Vigiando os alunos

Sente a história: estudantes da Hamilton High School, na cidadezinha de Lower Merion, perto da Filadélfia, ganharam laptops que podiam ser levados para casa, para que eles fizessem pesquisas e trabalhos escolares.

Só que a escola não avisou os alunos que cada computador vinha com uma câmera embutida, que ficava filmando os alunos e transmitindo as imagens para a escola. O objetivo, segundo a diretoria explicou, era proteger os laptops contra roubos e danos.

Mas é claro que, se você tem uma câmera que fica espionando os alunos sem eles saberem, quem resiste a montar um "Big Brother" particular? Nisso, um aluno da escola, Blake Robbins, 15, foi acusado de usar drogas ilegais (pílulas), a partir de imagens que a escola gravou pela câmera. Só que o garoto disse que as "pílulas" eram, na verdade, um doce, tipo um M&M desses.

Os pais do Blake processaram a escola, por espionagem ilegal.

O "New York Times" escreveu um belo editorial - que é aquele texto em que o jornal manifesta sua visão sobre alguma coisa, tomando posição pró ou contra - em que argumenta contra a invasão de privacidade absurda que acontece em situações como essa. Ora, se a escola estivesse preocupada com a segurança dos computadores, bastava instalar um GPS, não uma câmera. E, de resto, avisar os alunos: olha, você vai levar esse computador, mas ele vai estar sendo rastreado. Do jeito que a coisa foi feita, é realmente espionagem, e é impressionante como mais e mais as pessoas estão sendo vigiadas a cada passo que dão, mesmo dentro de casa, como mostra esse exemplo.

Escrito por Marco Aurélio às 23h55

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