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Ladrão do inconsciente

Saiu a versão brasileira do pôster de "A Origem", filme de ficção-científica de Christopher Nolan que tem Leonardo DiCaprio como protagonista. O ator vive Dom Cobb, um ladrão especializado em roubar informações do inconsciente das pessoas enquanto elas dormem.

Grande parte do elenco principal é formado por indicados ao Oscar --o próprio DiCaprio ("Diamante de Sangue" e "O Aviador"), Ken Watanabe ("O Último Samurai") e Ellen Page ("Juno")-- e vencedores do Oscar --Michael Caine ("Hannah e Suas Irmãs" e "Regras da Vida") e Marion Cotillard ("Piaf - Um Hino ao Amor").

A estreia do filme aqui no Brasil está prevista para 6 de agosto.

Divulgação

Escrito por Equipe do Folhateen às 16h03

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Som dos pampas

Thiago Piccoli/Divulgação

SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Folhateen bateu um papo com o vocalista da banda Apanhador Só, Alexandre Kumpinski, 24. O grupo de Porto Alegre (RS) já se apresentou em São Paulo para promover o CD de estreia e volta à cidade em 27 de maio para uma apresentação no Sesc Santana. Na edição desta segunda-feira (17/5) você lê uma crítica sobre o trabalho da banda. Confira!

FOLHA - Há quem compare a Apanhador Só com Los Hermanos. Vocês se consideram influenciados por eles?
Alexandre Kumpinski - Los Hermanos é uma das tantas referências que a gente usa. Tudo o que ouvimos e gostamos acaba virando influência. Na hora de criar deixamos fluir, não tentamos definir: agora vamos misturar rock com jazz, por exemplo. Quando estamos com o instrumento rola aquele momento subjetivo da criação. Por isso mesmo temos muita dificuldade de indicar quais são as nossas principais influências.

FOLHA - Por que colocaram o CD inteiro para download de graça na internet e o lançaram depois?
Kumpinski - Sempre foi uma certeza que colocaríamos para download. É a única maneira de mostrar o trabalho para quem não é nosso público. E colocamos também a capa, o projeto gráfico e as letras. As músicas estão em um formato de MP3 com qualidade boa, para ouvir do modo ideal. A pessoas hoje em dia não compram disco para conhecer bandas, compram do que já gostam.

FOLHA - Sem gravadora, como bancaram a produção?
Kumpinski - Nos inscrevemos em um edital da Funproarte, um fundo municipal de apoio à cultura. Conseguimos a grana e pudemos gravar em um estúdio bom, contratar um produtor e sem precisar ficar correndo nas horas de estúdio.

FOLHA - O projeto gráfico e o encarte, com fichinhas montáveis, é superdiferente. De quem foi a ideia?
Kumpinski
- O projeto gráfico é do Rafa Rocha e foi praticamente tudo ideia dele. Queríamos algo diferente, que chamasse atenção. Com o disco para download, por que as pessoas o comprariam depois? Tem que ter algum atrativo e tem esse lance dos cards, é interativo. As ilustrações são do Fabiano Gummo.

FOLHA - Como surgiu a ideia de incluir sons de sucatas nas músicas?
Kumpinski
- Primeiro uma referência que já existe na música brasileira, como Tom Zé, que é uma grande influência. Depois nossa vontade de experimentar. Ensaiávamos na garagem da minha casa e começamos a batucar com os cacarecos que tinham lá. A bicicletinha, que é o símbolo da banda, estava naquela catarse. Começamos a tocar a música, encaixar a percussão... Levávamos a bicicleta para os shows e as pessoas adoravam, ficou. O Apanhador é regido pela espontaneidade.

FOLHA - O que vocês pretendem falar com as letras? Às vezes falam de amor, outras parece ironia...
Kumpinski
- Esse questionamento é justamente o que resume. De alguma forma a nossa geração adotou essa postura de vida, vamos levando com bom humor, que é uma forma de desafogar um pouco. Aos trancos e barrancos vai mantendo o sorriso no rosto. Tem o verso da música Peixeiro” que resume bem isso. “Fica encucada/não sabe se falo sério ou palhaçada.” É para ser engraçado? Falar sério? Acho que eu gosto de passar a dúvida.

FOLHA - Pretendem procurar alguma gravadora para lançar outro disco?
Kumpinski
- Não é um plano nosso, não. Temos tantas ferramentas à disposição, tanta liberdade na mão. Não sei o que uma gravadora tem a oferecer além de uma postura de trabalho mercadológica, que talvez seja filosoficamente contrária à nossa. Mas, se de repente oferecem um contrato interessante, que não seja uma agressão às nossas crenças, conversando a gente se entende.

Escrito por Equipe do Folhateen às 11h04

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