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Ascensão e Queda - O Caso Neymar

Por Barbara Arantes
@barbara_arantes

Ricardo Nogueira/Folhapress
Nos últimos meses temos acompanhado os tropeços e glórias de uma grande promessa do esporte que é paixão nacional, o jogador Neymar.

 Esse menino prodígio de apenas 18 anos mostrou a todos sua capacidade de encantar com seu belo futebol, e surpreendeu ao dizer não à proposta milionária de um dos maiores e mais ricos clubes do mundo, o Chelsea.

Já era comum vermos na capa de jornais e revistas imagens de seus gols, valorizando lindas jogadas e mostrando os vários motivos pelos quais merecia uma vaga na seleção para Copa do mundo.

Assim, quando Mano Menezes anunciou a primeira convocação após a era Dunga, o Brasil vibrou ao ouvir o nome de Neymar e Ganso.

Mas como todo ser humano, ele não é perfeito. E tal imperfeição pode se agravar ainda mais quando se tem 18 anos, muito talento e toda a imprensa no seu pé.

As inúmeras faltas recebidas, o título de cai- cai, as brigas com jogadores adversários, além de discussões com o zagueiro do próprio time, Edu Dracena e com o técnico, Dorival Júnior (fato que rendeu ao jogador uma suspensão por tempo indeterminado) mudaram a relação dele com a imprensa e toda a admiração que as pessoas sentiam em relação a ele.

Do garoto prodígio, subitamente passou a ser considerado garoto problema, e ao invés de conquistas, passou a ser noticiado por conta das confusões que se envolveu dentro de campo nas últimas semanas.

Deixar uma proposta milionária de jogar no exterior (desejo da maioria dos jogadores, inclusive de Neymar) para permanecer no clube que o transformou em sucesso é uma decisão difícil de ser tomada. Poucos jogadores têm a sensibilidade para reconhecer a melhor hora para realizar um sonho. Tantas pessoas que o admiraram ao vê-lo tomar essa difícil decisão e o classificaram como maduro, agora o criticam duramente.

Talvez, tudo o que está acontecendo na vida dessa grande promessa do futebol brasileiro só fará com que ele se arrependa da decisão que tomou.

Se lidar com fama repentina é difícil para os mais experientes, imagine para os mais novos. Afinal, a imprensa muitas vezes tem o papel de formar opinião de acordo com os fatos, e por mais que o passado tenha sido de glórias, no dia de hoje os tropeços é o irá prevalecer.

Minha torcida é que ele volte a ser o atleta profissional que sempre foi, continue a dar shows com a bola nos pés e finalmente se levante trazendo muita alegria para a torcida alvinegra.

Escrito por Mayra Maldjian às 17h57

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Pensamentos em loading

Por Marcos Candido
@Markurgh

É MUITO FÁCIL moldar e formar o pensamento do TÃÃÃO relevante "público jovem". Em época de eleição, a preocupação em atrair essa galera que tá mais ligada em sei lá, qualquer outra coisa em que um jovem esteja preocupado, é de uma tremenda vergonha alheia. Promessas de wi-fi, música de bandas de rock em propaganda eleitoral, a troca do paletó por uma camiseta polo, enfim, os políticos sempre estão aí, na atividade, tentando trazer um "rebanho de ovelhas sem pastor" para uma identificação política, um ideal e etc.

Não preciso dizer que tem adolescentes que realmente se ajuntam a um grupo político. E nem preciso dizer que esses mesmos adolescentes têm ideologias furadas e passam a sexta-feira à noite na internet repassando email esquerdista.

Até então, nada novo. Meia dúzia de jovens engajados politicamente não faz a mínima diferença, e essa é a verdade. Não tente dizer que não o é.

Mas e quando as opiniões de MILHARES são moldadas por um não-político? Com ideias mastigadas e pensamentos pré-fabricados?

Me assusta que um POLÍTICO não consiga fazer isso. Sério mesmo. O político deveria entender o que se passa. E muitos de nós sabemos que eles NÃO SABEM. E muitos de nós sabemos que muitos de nós NÃO SABEMOS. Não entendeu? Releia a frase aí, meu amigo.

É fácil usar um meio de comunicação tão forte quanto a internet pra moldar essa "argila em formato de lama" que é o pensamento dos adolescentes on-line. Um exemplo disso, talvez o mór, seja a premiação de um "ícone" da Internet em um evento "jovem" e "integrado a rede". Nosso amiguinho, Felipe Neto.

Eu acompanho o "trabalho" desse garoto já tem um tempo. Pelo simples prazer de usá-lo como exemplo de pensamento que eu não devo seguir e, no decorrer, analisar quem é influenciado pelo mesmo. E olha, não tenho boas notícias.

Colocar um óculos, usar poster do Jhonny Depp e falar meia de dúzia de palavrões, talvez seja a ferramenta certa pra atrair o público jovem e "inteligente". Em seu vídeo sobre política, você o vê se contradizendo pelo menos umas cinco vezes em seus argumentos.

Generalizar o "TODO POLÍTICO É LADRÃO" mas ao mesmo tempo dizer que "EU SEI QUE TEM GENTE HONESTA LÁ, NÃO SEI QUEM, MAS SEI QUE TEM", talvez seja o que um político deve dizer pra causar polêmica e ser citado em conversações políticas de jovens que se tornam "pensadores da sociedade", obviamente, após os pensamentos do nosso amigo Felipeira Neto.

Eu também acho que deve haver alguém que estimule o pensamento, mas não o PENSAMENTO fraco e fabricado. É igual um pai falar que "qualquer leitura é boa" pro filho.

Felipe também manda seus discípulos ESTUDAREM, pois essa a ferramenta que ele usou pra chegar onde está. Certo? Não. Receber informação que não seja dos seus pais, sempre tem um tom mais inteligente. Felipe sequer tem curso superior, porque pelo mesmo, "vai viver da arte". Não o julgo. Mas em seus textos publicados em seu desconhecido blog (ControleRemoto.TV), Felipe fala sobre a criação de celebridades instantâneas criadas pela junção de internet-tv em um mashup com gente de inteligência questionável, o chamado pelo mesmo, de "idolos de esgoto". E advinha só? Ele se tornou um.

Se contradizer em sua vida é comum para todos nós, mas se contradizer com a sua própria vida e empurrar com a barriga, é o motivo pelo qual tantos políticos envolvidos em escândalos voltam a seus cargos a cada quatro anos.

Felipe, que também se diz ator, diz que o sujeito de MESMO NOME e MESMA APARÊNCIA é um PERSONAGEM. Por isso eu não julgo o Felipe como...Felipe(?), mas sim como um mártir em frente do exército do público jovem. Como uma espécie de entidade (bem imbecil).

Eu não quero formar a tua opinião, nem nada disso. Na realidade os comentários acima foram feitos pelo meu personagem, de mesmo nome, idade, opinião e lindeza (risos).

Escrito por Mayra Maldjian às 20h57

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E isso faz sentido?

Por Ana Carolina Machado
@carolina_mach


Após o videomaker Felipe Neto ganhar um prêmio no VMB 2010, pergunto: isso faz algum sentido? Pra quem fez sua fama criticando ícones adolescentes, acabar se tornando um deles é, no mínimo, incoerente. Não que Felipe Neto tenha algum compromisso com a coerência, pois ele mesmo intitula seus vídeos com os dizeres: "Não faz sentido".

Ser do contra só para ser do contra é pior do que seguir o gosto da maioria. Quando até a crítica e o humor se tornam programados e quadradinhos, o que esperar do resto? O personagem que Felipe Neto criou para a realização de seus vídeos foi uma ótima sacada, mas ultimamente vem perdendo a graça com a confusão que ele faz entre personagem e pessoa, criação e realidade.

Ao agradecer o prêmio que ganhou no VMB, Felipe Neto provocou algumas bandas nacionais que se referem a seus fãs como família. Ele disse: "Obrigado à minha família, família de verdade: pai e mãe." Agiu como o personagem que criou para si ao agradecer pelo prêmio, mas teve uma atitude muito parecida com a dos alvos de suas críticas ao pedir que votassem nele em seus vídeos e em sua página no Twitter.

Na verdade, acho que Felipe Neto não deveria agradecer a quem votou nele, muito menos a sua família. Deveria agradecer ao Crepúsculo, ao Restart, à banda Hori e a todos os outros artistas que foram citados em seus vídeos. Afinal, foi pegando carona no sucesso desses que ele se tornou conhecido, até virar um webstar. Acho que Felipe Neto deveria filmar um "Não faz sentido" sobre o prêmio que ganhou no VMB, mantendo o padrão de vídeos divertidos que renderam seu reconhecimento. Seria também uma boa oportunidade de separar sua pessoa de seu personagem, fazendo uma espécie de autocrítica inteligente.

Piores do que isso são as pessoas que embarcam nessa pseudo-rivalidade, acreditando que Felipe Neto e Restart sejam coisas muito diferentes. Não são! Ambos têm um público jovem e queriam a mesma coisa na noite da premiação do VMB: levar o troféu pra casa. Os fãs do Restart não são piores do que os de outras bandas, assim como os admiradores do Felipe Neto não são críticos revolucionários. Em música e em qualquer outro tipo de representação artística, não há inferioridade ou superioridade. É a diversidade que torna a coisa interessante. O único revés é que devemos saber até onde ela vai, para não bancarmos os rídiculos e criarmos para nós mesmos falsos personagens.

Escrito por Mayra Maldjian às 15h04

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