Blog do Folhateen

Grupo de Apoio

 

As 127 Horas

De uns tempos pra cá, o que mais tem acontecido no Brasil é a falta de energia. Quem mora em São Paulo, principalmente, sabe do que eu estou falando: é só cair umas gotinhas que a cidade para e, claro, a energia acaba. Mesmo estando sem luz, ainda temos água, telefone, internet e reclamamos --com razão, claro.

Mas se imagine na seguinte situação: você é um bom alpinista, seguro de si, que sem avisar ninguém resolve explorar um cânion. Durante a caminhada, você sofre um acidente e acaba ficando com o braço preso por uma pedra. As únicas coisas que você tem são seu equipamento de escalada, uma câmera e seu pequeno estoque de água e comida.

Dá até uma certa aflição, né? Pois essa é a história real de Aron Ralston, um famoso alpinista que ficou pouco mais de cinco dias (as 127 horas do título) nessa situação. Sua história se tornou um livro, que agora virou filme nas mãos do diretor Danny Boyle (“Trainspotting”, “Quem Quer Ser um Milionário?”), conseguindo cinco indicações ao Oscar.

Quando eu vi a lista de indicados, não me interessei por “127 Horas”. Mas como a @mariliacarvalho sugeriu que eu escrevesse sobre ele, eu baixei e assisti. Logo no começo, Aron (James Franco) conhece duas garotas e se oferece como guia turístico, despendindo-se delas logo depois. Essa é a única parte fictícia do filme. Depois disso, “o filme chega a ser quase um documentário, de tão preciso e exato em relação ao que aconteceu”, na palavras de Aron. A câmera usada pelo personagem é a mesma que o alpinista usava para filmar seus depoimentos quando estava preso à rocha.

A ideia de fazer esse filme vem desde muito tempo atrás. “Between a Rock and a Hard Place”, livro que inspirou Danny Boyle a fazer o filme, foi publicado em 2004. E eu acredito que de lá pra cá o diretor tenha trabalhado dias e noites sem parar para conseguir fazer um roteiro tão brilhante como o que eu assisti. Porque, vamos combinar, mostrar com tantos detalhes a história de um cara que ficou preso num cânion durante cinco dias não é nada fácil, principalmente quando se fala em interesse do espectador.

Divulgação

Por Gabriel Justo

 

Visite o site do Folhateen!

Escrito por Mayra Maldjian às 19h20

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Paramore: intrigas e amadurecimento

Divulgação

O lançamento do último álbum do Paramore aconteceu em 2009, entre uma crise interna na banda. Por conta disso, como afirmou a vocalista em uma reportagem do Folhateen, o álbum é o reflexo dos desentendimentos da banda.

De fato, "Brand New Eyes" tem muito de intrigas e agressividade, mas também pode mostrar uma nova fase, em que se procura olhar para os fatos com uma visão diferente, como seu título sugere.

"Ignorance", primeiro single do álbum, é o principal exemplo da referência aos problemas entre os integrantes, pois além de sua melodia soar agressiva, Hayley canta: "When you swear it’s all my fault/ But you know we’re not the same" (Quando você jura que é tudo minha culpa/ mas você sabe que não somos iguais).

"Playing God", outro single que a banda lançou, também trata de desavenças; quem julga a música apenas pela sonoridade engana-se, pois os versos cantados não são nada amigáveis. "Careful" e "Feeling Sorry" também entram para o quadro de intrigas, mas isso para por aí, pois as outras faixas do CD mostram mais maturidade.

"Looking Up" também poderia estar falando dos problemas da banda, mas com uma visão diferente das outras faixas citadas. Quando Hayley diz "We always pull through/ Oh, when we try" (A gente sempre supera/ Oh, quando tentamos‘), parece que estamos ouvindo sobre a possibilidade de um problema ser resolvido, e que vale a pena o esforço para fazer isso acontecer.

Já “Misguided Ghosts” lembra alguém que procura seu lugar no mundo, como um adolescente crescendo e aprendendo a se afirmar, juntamente com os problemas que aparecem. Mesmo "The Only Exception", que poderia ser apenas uma canção de amor, consegue mostrar uma profundidade maior, aludindo a quem teve acesso a apenas imagens negativas do sentimento e que finalmente enxerga uma possibilidade de mudança.

No entanto, a que melhor trata de amadurecimento, na minha opinião, é "Brick By Boring Brick". Primeiro, pelo uso de metáforas de contos de fadas para criticar a fantasia criada em volta da realidade, e a mesma temática escolhida para o clipe da música, que ficou muito bonito.

Nele, uma criança abre uma porta e acaba entrando em um mundo fantasioso, e depois de ver imagens de que não gostava, volta correndo para o mundo fora da porta e cai num buraco para ser enterrada, como uma espécie de moral e simbolismo para o momento em que uma pessoa deixa a fantasia das histórias para se chocar com a realidade.

Divulgação

Por Luciana Marques

 

Visite o site do Folhateen!

Escrito por Mayra Maldjian às 14h44

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Blog do Folhateen O Blog do Folhateen é o espaço de interação da seção publicada no caderno "Ilustrada", às segundas-feiras, e escrito pelos jovens que fazem parte do grupo de apoio.
Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.