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Obrigado, Monkeys

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Vi e ouvi a nova música do Arctic Monkeys no site da Folhateen.

Realmente é uma banda diferenciada. Um exemplo para aqueles que fazem ou gostam de uma boa música.

Um rife pesado introduz uma música poderosa e gostosa de se ouvir. O guitarrista Jamie Cook é único, com uma sonoridade que remete aos anos 70, com quebrada de ritmo e solos imponentes.

A banda inteira é um conjunto muito bem organizado e ensaiado, lembrando muito o estilo do Stone Temple Pilots, que recentemente também acrescentou um CD bom nas lojas e passou por aqui no Brasil no fim do ano em um show excepcional.

Muito obrigado, Monkeys, músicas como essa dão esperança para o rock. Agora é só aguardar o novo CD e esperar pelo melhor.

Por Rodolfo P. Vicentini

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Escrito por Mayra Maldjian às 22h18

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O "Rei" era o favorito

Anualmente ouvimos pessoas queixando-se sobre os filmes que queriam que ganhasse o Oscar, mas que não levaram a estatueta para casa. E esse ano o Oscar não foi diferente e os filmes que concorreram com "O Discurso do Rei" não poderiam ter ganhado o principal prêmio.

Três eram os azarões: "127 horas", "Inverno da Alma" e "Bravura Indômita". "Inverno da Alma", embora seja um filme independente, não tinha conteúdo suficiente para que a Academia pudesse lhe entregar a estatueta. Afinal, um dos motivos do filme independente "Guerra ao Terror" --grande vencedor do ano passado-- ter ganhado os principais prêmios foi justamente por causa da guerra do Iraque. "Bravura Indômita" é um remake, já estava numa situação complicada --mesmo nas mãos dos aclamados irmãos Cohen. "127 Horas" é um bom filme, mas a concorrência desse ano foi muito acirrada para que estivesse entre os grandes concorrentes.

Embora tenha recebido o prêmio de Melhor Animação e Canção Original, "Toy Story 3" não era um dos favoritos a ganhar o prêmio de melhor filme simplesmente por ser uma animação, um erro falho da Academia que não vê animações como filmes, por assim dizer, normais. Creio que, na visão da Academia, premiar uma animação na principal categoria seria admitir que o cinema está em decadência, mesmo que a animação seja merecedora do prêmio.

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"Minhas Mães e Meu pai" passou pela mesma situação de "Pequena Miss Sunshine" em 2007: uma comédia diferente, moderna e divertida, mas que não poderia ganhar por ser uma comédia. A Academia gosta de filmes bem dramalhões, como é o caso de "O vencedor", que assim como "127 Horas" e os favoritos, não ganharam por causa da concorrência entre os dois finalistas.

"Cisne Negro" foi aclamado pela crítica e pelo público, mas a obra de Darren Aronofsky é um filme para se sentir. Quem ama, ama; quem odeia, odeia. É simples e cruel desse jeito. É um filme artístico, fora dos parâmetros tradicionais da premiação. A Academia quer algo mais concreto, palpável.

A disputa ficou mesmo entre "A Rede Social" e "O Discurso do Rei". O primeiro filme marca a juventude de uma década. É rápido e possui ritmo e inteligência. O segundo é um filme sobre como falar em público e motivar pessoas, além da tradição e da beleza técnica. A Academia não pensou duas vezes: o rei seria coroado.

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Acredito que esse ano aconteceu a mesma coisa que aconteceu quando "A Noviça Rebelde" ganhou o Oscar de 1966. Enquanto o cinema europeu se desenvolvia com cenas de nudez, violência e sexo, o cinema norte-americano foi completamente contrário: tradição acima de tudo. Entre os candidatos desse ano, todos praticamente eram filmes ou violentos, ou com cenas de sexo, ou com influências pops, ou com homossexualismo entre outros assuntos polêmicos .Porém, o filme que ganhou foi o mais tradicional.

Oscar é um prêmio cheio de tradição. Filmes que marcam a história do cinema são eternos. Muitos filmes vencedores do Oscar são esquecidos com o tempo. "Laranja Mecânica", "Psicose", "Tempos Modernos", entre tantos outros filmes dos grandes diretores, Kubrick, Hitchcok e Chaplin respectivamente, são exemplos de filmes que nunca ganharam o Oscar na categoria de Melhor Filme, assim como seus diretores nunca ganharam o Oscar na categoria de Melhor Direção. Mas seus nomes são marcos. São eternos.

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Por Felipe Gonçalves Guimarães

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Escrito por Mayra Maldjian às 22h12

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Adéu, Barcelona!

Lucas é um brasileiro de 29 anos que viveu os três últimos anos em Barcelona --por sinal, três anos muito felizes--  e como forma de agradecimento à cidade, soltou vários balões coloridos --daqueles que os olhos brilhavam na infância-- com um bilhete e um ingresso para uma peça de teatro em cada balão.

A ideia foi tão criativa que o vídeo tem mais de 300 mil acessos e ganhou várias matérias em grandes jornais.

Confira! ;)

Por Lars Rock

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Escrito por Mayra Maldjian às 14h57

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Clara

Sentada impaciente em uma branca cadeira que não a consolava em nada. Passaram-se 15 anos em que esperava por algo surpreendente em sua vida. Perguntou-se: e qual a surpresa? A surpresa é que não vivemos um conto de Clarice Lispector e não somos personagens da epifania.  Nada acontecerá, minha cara. Ao menos nada que te inspire, que te apaixone, que te motive. Situações cotidianas e bobas estarão presentes, mas e ela? Está presente em sua própria vida? São 15 anos, meu Deus! O que é essa angústia?

E então a melhor aluna da classe, que escrevia com destreza, a oradora dos patéticos, a inspiração dos fragilizados expõe sua voz. Um som fraco, que causa repulsa, que causa arrepios. Uma tentativa de grito que se prende na garganta, ela não sabe explicar o que é. A falta de coragem detém sua voz, agora imperceptível.

Mas os dedos, esses sim, não perderam sua habilidade de dirigir as mais fatais palavras, de dizer a verdade mais afiada, perfurante. A mão pequena e delicada deslizava a tinta negra por entre linhas brancas, contornando as pautas azuis de seu pequeno caderno. Pressionava a folha com cada vez mais força, transmitindo sua inquietude para o cândido sulfite.

Estava absolutamente cansada do tédio, das brincadeiras de mau gosto que sofria, das gozações e do vazio de seu coração. Arrancou feroz as folhas escritas, calçou seu All Star xadrez favorito, e deixou a cadeira, saindo em direção à rua. Olhava pro céu pedindo explicações: “ Meu Deus!”, dizia, misturando suas lágrimas cheias de sentimento com a chuva que lavava a cidade. Ela não podia mais reconhecer o que era asfalto e calçada, a rua se inundava. Sem vontade, ela se deixou levar, com os olhos fechados. A água abundante escorria por seu corpo, levando-o com ela, desmanchando a folha escrita, e apagando com borrões as ácidas palavras da menina.

Por Márcia Shimabukuro

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 17h28

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Adele e o (des)amor

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Depois que vi o clipe de "Rolling in the Deep" em uma página do Facebook, e assim ouvi a voz maravilhosamente marcante de Adele, me interessei e procurei por por outros de seus trabalhos. E foi assim que "21" caiu em minhas mãos.

De início, prestei mais atenção na voz da cantora que, de fato, é bem expansiva em todas as faixas. Fiquei satisfeita por ouvir um piano a acompanhando, ora mais lento e puxado, ora mais agitado, mas triste e dramático em todos os casos --foi o suficiente para me emocionar em muitas músicas.

A julgar pelos versos, parece que ela passava pelas dores de um relacionamento que não deu certo, no dilema de não saber se segue em frente com sua vida amorosa ou se continua a se lamentar pelos traumas vividos.

A recuperação dos traumas de desilusões amorosas pode realmente ser dolorida. E quem sabe disso se aproxima da música de Adele com facilidade...

Em "One and Only", ela diz que sente medo, apesar de já ter passado pela experiência (fica subentendido que a experiência é o amor), e sabe que a outra pessoa pode corresponder seus sentimentos.

Nas outras canções, ela destaca sua dependência amorosa ao seu suposto ex, os problemas entre os dois, as saudades, o que poderiam ter sido juntos, mas que não foram. E é como se reafirmasse isso em sua versão de "Lovesong", ao cantá-la triste e lentamente.

Mas é "Someone Like You" a música mais grandiosa do álbum. É onde a voz de Adele está mais marcante, onde tem mais sentimento. Parece até que foi deixada de propósito para última faixa do álbum, meio que como um desfecho para toda a divagação que as músicas anteriores permitiram: "I had hoped you’d see my face/ And be reminded that for me it isn’t over" ("Eu esperei que você tivesse visto meu rosto"/ "E fosse lembrado de que para mim não acabou"), não deixando dúvidas de que ainda não superou todas as dores...

Por Luciana Marques

Escrito por Mayra Maldjian às 10h50

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