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"Acesso MTV" desinformado

Quase tive um acesso quando vi o programa “Acesso MTV” no dia 15 de março. As VJs estavam falando sobre o processo que as meninas da banda coreana Girls Generation, ou SNSD, como também são conhecidas, abriram contra Lady Gaga.

O caso aponta que “Born this Way”, novo lançamento de Gaga, seria um plágio da música “Be Happy”, lançada há um ano.

A meu ver, faltou um pouco de informação por parte das duas apresentadoras, que sem o menor respeito, disseram coisas que deixaram os fãs das SNSD muito bravos --entre elas, frases como "Eis que do nada surge o pessoal da Coreia".

Dei uma vasculhada no Twitter e no site das SNSD aqui do Brasil e vi que ninguém ficou feliz com a posição que as apresentadoras tomaram. Elas poderiam ter pesquisado um pouco antes de levar o assunto ao ar.

Elas não levaram em conta questões importantes, como o treino intenso que essas meninas realizam desde muito pequenas, e como elas trabalhamram duro para conseguir mais de dez prêmios só com uma música. Sem contar os outros trabalhos que elas realizaram durante sua carreira.

Está aí mais um exemplo do descaso com os fãs e com a cultura pop asiática.

Por Lívia Jurkowitsch

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 14h41

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Para a galera do animê!

Nos dias 19 e 20 de março vai rolar o Anime Party! Não é um Anime Friends ou um Anime Dreams. É mais um espaço para a galera que curte animê poder se juntar.

O evento acontece no Colégio Santa Amália que fica na av. Jabaquara, 1.673, em São Paulo, ao lado do metrô Saúde (linha azul). Começa às 11h e vai até 19h.

Quem quiser pode comprar ingressos antecipados por R$ 10. Na porta vão cobrar R$ 15.

Para mais informações sobre o que vai rolar no evento e sobre os postos de venda dos ingressos é só entrar no site do Anime Party.

Por Lívia Jurkowitsch

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 18h01

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Terremotos no Japão, abalos no Brasil

Nasci na cidade de Guarulhos, em São Paulo, e tenho ascendência japonesa. Minha geração é a quarta no Brasil, o que significa que meu bisavô paterno --que eu nunca cheguei a conhecer-- era japonês. Ele veio ao Brasil provavelmente como todos os outros imigrantes, acreditando na promessa de enriquecer e voltar à terra natal, o que jamais se passou. Os filhos ficaram, vieram os netos e bisnetos. Todos nascidos em território brasileiro, porém, preservando alguns aspectos culturais.

Meu avô falava e escrevia a língua japonesa, era ligado à colônia e educou meu pai de maneira bastante rigorosa. A comunicação entre meu pai e meus avós era em japonês e, quando eu era criança, minha avó ainda fazia questão de falar comigo no idioma de nossos ancestrais. Minha mãe e meu pai se conheceram em uma escola de japonês, mas não me obrigaram a falar a língua, nós nos comunicamos apenas em português. A questão da educação e do respeito pelos mais velhos, porém, é algo imprescindível para nós ainda hoje. 

Não sei até que ponto os valores orientais ainda permanecem em minha vida. Na escola, eu sempre era a “japa”, mas tenho certeza que se eu for ao Japão, serei tratada como brasileira que sou, e não como uma cidadã de lá. Sou e sinto-me brasileira, amo este país, e definitivamente não são os aspectos físicos ,os olhos puxados, os cabelos lisos e negros  que me fazem menos brasileira que qualquer outro.

Ao mesmo tempo, o recente desastre no Japão me trouxe um sentimento estranho, de preocupação e compaixão, mais intensos que o normal. Não sei muito bem como explicar a angústia de ver as imagens dos prédios tremendo, das águas levando tudo. Um certo abalo de pensar no sofrimento daquele povo, na situação de desespero das pessoas. E como se não bastasse, a enorme indignação de ainda ter que ouvir piadas sobre tal tragédia, vindas até mesmo de celebridades como o rapper 50 Cent.

Aqui no Brasil, fui até o tradicional bairro da Liberdade, conhecido por ser reduto de japoneses e seus descendentes em São Paulo. A tristeza era nítida nas expressões dos transeuntes; em pleno sábado as ruas estavam vazias e o comércio fraco. Muitas famílias aqui tem parentes lá, que foram trabalhar em montadoras como dekasseguis , e por isso, buscaram nas associações do bairro notícias sobre seus familiares e sobre o quadro japonês.

Quanto a mim, tenho rezado pelo Japão. Espero que o país de onde vêm minhas raízes se recupere rapidamente e que a dor de sua população e de todos que foram de alguma maneira afetados, cesse. Desejo principalmente que esse momento fique para trás, que o Japão volte a ser lembrado como a fusão de tradição e modernidade, símbolo de superação e não mais palco de uma tragédia da natureza.

Por Márcia Shimabukuro

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 12h59

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E depois de tanta espera...

...aqui está! ''Undercover of the Darkness'' já saiu há um tempinho, mas todo fã de Strokes que se preze estava louco pelo clipe da música. Sem mais delongas, assistam a esse petisco do novo álbum "Angles", que chega às lojas do Reino Unido no dia 22 de março e na América do Norte no dia 23.



 

OBSERVAÇÕES PESSOAIS TOTALMENTE DESNECESSÁRIAS
1. Julian Casablancas finalmente sem os penachos e cabelos coloridos de sua turnê solo. Eu te amo de novo, Julinho.
2. Fabrizio Moretti todo galã. Se cuida, Julinho.
3. Albert Hammond Jr.: trintão com carinha de quarentão.
4. Nikolai Fraiture: o carisma e a malemolência de sempre.
5. Nick Valensi, não esqueci de você. Só não tenho nenhuma consideração a fazer, fica pra próxima!
6. Até que eu curti o clipe. Nada escalafobético, mas casou com a (ótima) música. Menos é mais (só às vezes).

COMENTÁRIO BÔNUS
A capa de "Angles" tem um quê da capa de "Congratulations", último álbum do MGMT, não acham?

Por Julia Oliveira

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 11h23

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O que você espera do The Vaccines?

Divulgação/Myspace

Se você ainda não ouviu falar sobre o The Vaccines não precisa se preocupar: 2011 está aí e a banda tem grandes chances de figurar entre as grandes revelações do ano, principalmente se depender dos fãs e da vontade dos músicos.

Com seu primeiro álbum, “What Did You Expect From The Vaccines?”, marcado para ser lançado em março pela Columbia, o quarteto inglês formado por Justin Young (do projeto de folk Jay Jay Pistolet), Freddie Cowan (irmão de um dos membros do The Horrors), Pete Robertson e Árni Hjörvar está dando o que falar na terra da rainha.

Mesmo com pouco tempo de formação, os Vaccines já começaram a receber convites pra tocar em casas de shows pequenas, passando para os grandes festivais e agora na turnê da importante publicação musical europeia “NME”, além do convite para fazer parte da trilha sonora do seriado “Skins”, bastante conhecido no Brasil.

Tudo começou no segundo semestre do ano passado, quando os quatro músicos decidiram apostar em um som com influências do punk rock de bandas como The Clash e Ramones. Colocando algumas músicas na internet, o grupo chamou a atenção de certos críticos e músicos importantes que começaram a apoiar o som dos rapazes, e até especular que eles teriam grande chances de se consolidar como uma das mais importantes bandas nesse começo de década.

Com canções curtas e de melodia fácil, resgataram um pouco os valores de simplicidade e potência que tanto marcaram o rock de antigamente, e acabaram se diferenciando das outras bandas independentes britânicas que seguem pelo caminho do experimentalismo e musicas de difícil digestão. Talvez por isso o grupo tenha causado uma relação de amor e de ódio entre os amantes da música: os que amam defendem a revolução que o The Vaccines está fazendo ao resgatar para os dias de hoje o punk rock, enquanto os que odeiam falam que se trata apenas de algo muito superestimado pela crítica musical.

O grande desafio do quarteto está marcado pra março: o lançamento de “What Did You Expect” calhou de cair no mesmo dia do aguardado lançamento do novo álbum da banda indie norte-americana The Strokes. Fica impossível não imaginar um clima de disputa entre os dois, e alguns fãs mais radicais acreditam que o The Vaccines provavelmente irá roubar o posto conquistado pelo The Strokes em 2001 e se tornar a banda mais influente para essa década.

Aliás, as trajetórias dos dois grupos não são tão diferentes. É só lembrar como o Strokes explodiu através do sucesso do single “Last Night” e em pouco tempo acabou explodindo nas rádios e paradas musicais de todo mundo. Mesmo assim, os músicos garantem que a data de lançamento é pura coincidência e descartam uma possível concorrência entre as duas bandas.

E você, o que espera do The Vacines?

Por Cauê Batista

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 10h28

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