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Stop motion, muito prazer

A arte de fotografar unida à complexidade de exibição em vídeo. Isso é stop motion.

Este tipo de exibição se baseia na apresentação de diversas fotos ou ilustrações que apresentam uma sequência contínua, de acordo com a mensagem que o autor quer transmitir.

Muito se engana aquele que pensa que é só sair fotografando por aí. É necessário levar em conta elementos cruciais como a qualidade da imagem produzida pela câmera e a iluminação não só para tirar boas fotos, mas também para que a linha de exibição não seja prejudicada por falta de conexão entre as imagens, como por exemplo, a luz do sol --ou a falta dela.

No clipe abaixo, do cantor Oren Lavie para a música "Her Morning Elegance" (Em tradução livre, "A Elegância Dela pela Manhã"), o fator iluminação foi --muito bem, diga-se de passagem-- utilizado para expressar com mais intensidade a pretensão de várias cenas do vídeo, com destaque para a proposta da passagem do tempo ao começo dele: conforme o "sol nasce" a sombra da janela vai se encaminhando à cama da atriz.

A complexidade e a dedicação exigidas para produzir um vídeo de qualidade nessa segmentação devem ser enormes. Quanto a isso não há dúvidas. Mas de nada adianta se não houver criatividade e inovação. E nisso, os caras da banda Ok Go! são feras.

No clipe da música "Last Leaf" ("Última Folha"), eles usaram pães como base para ilustrar sua história. E o resultado, como não podia deixar de ser, foi mais um clipe incrível.

Na descrição do vídeo, eles deixam claro que os pães utilizados já haviam passado do prazo de validade, então não houve qualquer prejuízo ou dano para ninguém.

Mas se existe alguém capaz de surpreender em seus vídeos, esse alguém é o PES. Esse é o nome de trabalho do animador Adam Pesapane. Seu canal no YouTube é repleto de um dos conteúdos mais legais sobre stop motion!

Por diversas vezes, ele fez com que esse formato de exibição ganhasse as páginas das mais importantes publicações do mundo, como o "New York Times", além de conseguir um emprego no canal de TV fechada "ShowTime".

Tire suas próprias conclusões assistindo aos vídeos dele em seu canal do YouTube.

Pensando sempre além daquilo que é convencional a todos, é possível apresentar ao expectador uma nova perspectiva sobre objetos, alimentos e até humanos por meio dessa técnica incrível que vem nos encantando ao longo de muitos anos.

Por Rodrigo S. de Souza
@Rodx_

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Escrito por Mayra Maldjian às 17h18

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GameWorld 2011: um mundo 'nerd' cada vez mais casual

Existe um universo onde o mundo “geek” ainda é mantido... E não estou falando de mais uma Campus Party não, e sim do mais novo evento que caiu nas graças do público: o GameWorld.

A entrada para o evento era um carimbo com o símbolo do lendário game Space Invaders; a partir daí, qualquer um que entrasse já se sentia em um outro mundo, onde todos os problemas e deveres são trocados por uma vida totalmente fora do normal.   


Os destaques da feira foram com certeza o Nintendo 3DS e o Kinect do Xbox 360. O novo console portátil da empresa japonesa é baseado no seu atual sucesso de vendas, mas com um incremento do mundo 3D (que está se tornando comum em vários eletrônicos nos dias de hoje). O diferencial desse aparelho seria poder visualizar imagens em 3 dimensões sem o uso do habitual óculos. Posso dizer que cerca de 90% das pessoas que estavam no evento eram por causa do Nintendo 3DS; filas e filas que duravam até 1 hora eram necessárias para poder ficar alguns 10 minutos perto do portátil. Eu tive a oportunidade de experimentar, e considero que é o primeiro passo para novidades por aí...

No estande da Microsoft, encontrei com o principal produto: o Kinect. Ele estava lá para demonstração, e aproveitei para perguntar para o jogador da vez o que ele achava do jogo. Daniel, 18, disse que a novidade de Bill Gates era uma versão do Wii, só que melhorada, pelos menos em jogos mais casuais.


Outra razão para as pessoas irem até lá seria pela Batalha de Cosplays. Na abertura do evento, havia poucos e tímidos “imitadores” no local, com fantasias feitas de pequenos adereços; passando o tempo, foram aparecendo os diversos tipos de cosplays.

Desde fantasias de papelão do Mario (sendo assim, ele era o Paper Mario), até cientistas mega produzidos, como foi o caso do Felipe Vieira, 20, que decidiu concorrer e se fantasiar de um cientista do famoso jogo “Resident Evil”. Para ele, o cosplay é um lazer, que ele pode expressar a sua arte e criatividade através de fantasias e adereços. "É uma arte individualista que vem ganhando destaque no Brasil", disse Felipe.



Vou falar por experiência própria, a GameWorld não é mais um evento exclusivo para “nerds” e viciados... seria um passeio ótimo para famílias, desde que gostem de videogame.. :)

Por Lucas Marini

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 15h32

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Exposição Água na Oca

Sábado retrasado fui ao parque Ibirapuera com uns amigos, minha irmã e meu cunhado para conferir a exposição “Água na Oca”. São quatro andares com obras interativas, fotografias, obras com água -e ao mesmo tempo efeitos de iluminação ou movimento--, maquetes de embarcações, muitos aquários, paredes feitas com copos plásticos e banquinhos de garrafas PET. Dá até para ver artêmias em desenvolvimento em sua fase inicial de vida em microscópios!

Havia também uma "casa" que simulava barulhos de uma tempestade com muitos trovões, que até nos faz refletir sobre o que passam e passaram as famílias vítimas das enchentes. Apesar de ser apenas uma simulação, sim, é possível imaginar o quanto deve dar medo.

Uma das coisas de que mais gostei na exposição foram os colchões --não de espuma, de água!-- localizados no último andar. Deitei em um deles com certo medo mas depois adorei e achei super confortável. E no teto do último andar, acima dos colchões, era exibido um curta-metragem de uma moeda caindo no fundo do mar. As telas eram tão grandes e o som tão alto que parecia ser real.

O que realmente me deixou intrigada foi que havia alguns espaços em um andar falando sobre sustentabilidade, sendo que foram usados MUITOS copos e garrafas --aparentemente limpos-- para a exposição. Resolvi até enviar um email para a organização questionando isso. Rapidamente me responderam que esse material iria para reciclagem depois do término da exposição. Ainda sim acho que seria interessante se tivessem utilizado materiais reciclados, é uma motivação para o público e até mesmo para muitos artesãos que fazem obras magníficas com coisas que no lixo aparentemente não servem para mais nada.

Para informações sobre horários, ingressos e local, visite o site: http://www.aguanaoca.com.br.

Por Lars Rock

Um dos aquários da exposição

Maquete de embarcação

Parede feita de copos de plástico

Obra interativa: pisar sobre a estrutura prateada no chão fazia com que movimentos se formassem na parede branca

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 19h44

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Violência

Sempre no início das aulas nas faculdades um grande e polêmico tema é posto em pauta. Inúmeros jornalistas, psicólogos, diretores e professores debatem o tema nos veículos de comunicação. A violência nas universidades será, com certeza, um tema em voga por muito tempo. 

Porém, quando se discute esse tema logo no início das aulas, todos pensam a mesma coisa: o trote violento. Não cabe a mim discutir aqui sobre como o trote afeta os alunos e as faculdades em si, mas sim, lembrar aos leitores de outra violência que vem ocorrendo com universitários, muito mais alarmante.

No último mês duas notícias estamparam os jornais relatando fatos que chocaram a sociedade: dois jovens da GV haviam sido alvejados próximo à faculdade e um aluno da ESPM havia sido assassinado após um assalto nas ruas próximas à instituição de ensino. Não é necessário dizer que fatos assim só reforçam que algo não está correto. E dessa vez não se trata de brincadeiras no primeiro dia de aula atrás de dinheiro nos faróis.

A violência existe sim e todos sabemos, mas talvez estejamos tão presos às tarefas diárias que esquecemos que a todo momento alguém é assaltado ou assassinado na cidade de São Paulo. Infelizmente só paramos para pensar no que está acontecendo, onde nossos filhos estão vivendo, quando dois jovens estudantes de classe média alta são assassinados. A região da Vila Mariana, local onde o estudante da ESPM foi assassinado, vem sofrendo assaltos há muito tempo. Os casos de carros roubados e furtos só aumentam e com eles as chances de acontecer mais alguma tragédia também.

Quem sofre com isso? Todos. Os moradores da região, que não é bem iluminada, nem fiscalizada, os alunos que vagam por essas ruas e costumam morar em repúblicas perto da faculdade. As próprias universidades sofrem ao ver seus nomes estampados ao lado de notícias trágicas. A violência já passou do limite faz tempo e parece que ninguém está apto a levantar do sofá enquanto não levar um belo tapa na cara.

Nós, humanos, temos a tendência de sempre querer achar um culpado. Quem devemos culpar? A prefeitura? A polícia? Não vim aqui para apontar dedos de acusação, mas fico feliz ao ouvir cada vez mais sobre grupos dentro das faculdades que não conseguem ficar sentados e estão tentando fazer o que ainda não foi feito. Pois nós, como jovens, devemos cuidar uns dos outros, porque se não for assim, quem cuidará?

Por Pedro Calçada

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Escrito por Mayra Maldjian às 17h45

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Fofão da Augusta

Sempre vejo o pessoal falando e comentando sobre bandas, eventos e tal...

Mas o que quero dividir um pouco com vocês aqui é uma experiência que vivi na semana passada, com uma figura conhecida por todos que passam pela Augusta-Paulista (centro de São Paulo), o Fofão da Augusta.

O Fofão da Augusta é um homem que vive fantasiado de palhaço na esquina da rua Augusta com a avenida Paulista, vendendo uns livretos --que, sinceramente, nunca tive coragem de perguntar sobre o que são.

Enfim, suas bochechas são enormes, geralmente ele fica sério, embora algumas pessoas já tenham me dito que o viram sorrir. A aparência dele não é muito agradável, e é o que o faz tão famoso no centro da capital.

Ele tem até Twitter (@fofaodaaugusta), que usa para criticar famosos e pessoas que o hostilizam. Alguns dizem que ele era um travesti e que seu rosto é assim porque aplicou silicone. É um mistério.

As pessoas também costumam comentar que se assustam quando o veem. Eu sempre ouvi falar muito dele, mas nunca o tinha encontrado, e então chegou a minha vez.

Eu estava em um banco na praça da República quando de repente ele entrou. Imagina só, eu e o Fofão sozinhos lá dentro. Senti vontade de correr. Mas ele iria notar e não ia gostar nada.

O pior foi que ele me olhou e disse assim: '' Está com medo do quê?''. Trêmulo, respondi sem olhar pra ele: ''Não entendi!''. E ele: '' Você se acha uma pessoa bonita?”. Eu disse: ''Sim, claro!''. Ele riu, ironicamente: ''Pois eu já fui linda assim como você, mas um dia vai envelhecer e ficar como eu!''.

Digamos que fui tão rápido para sair de lá que evaporei (risos). Depois, fiquei pensando se ele tinha me rogado uma praga. #MEDO

Por Cahh_Doodle


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Escrito por Mayra Maldjian às 17h38

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