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Experimente um experimental

Eloy, Leo, General Sih, Jean e John formam a banda 2ois

Geralmente falamos de bandas nacionais com nostalgia, relembrando os poucos e velhos ídolos de um passado quase distante. Porém essa opinião tem mudado de acordo com o surgimento de novas bandas no cenário musical brasileiro, graças a pessoas de criatividade que, ao invés de usar acessórios coloridos para ganhar o público, esbanjam originalidade na criação de suas obras.

Entre tais bandas, podemos citar a novata 2ois, liderada pela dupla General Sih e Leonardo Ramos, que se conheceram pela internet. Ela de São Paulo, ele do Espírito Santo. Completam o grupo o baterista Eloy Casagrande, o baixista Bernardo John e o guitarrista Jean Diaz.

Após aparecer como vencedores do programa “Astros”, do canal SBT, a banda obteve seus 15 minutos de fama e propaganda. Com uma musicalidade que a enquadraria na “nova safra da música brasileira”, 2ois lança seu primeiro CD, “A Quarta Ponte”, que mistura experimental com melodias e batidas que rimam e que despertam uma ligeira vontade de cantar e até dançar.

As letras, quase sempre com títulos bizarros como “Eu Pago Inteira pra Ela, Ela só Quer Meia-entrada”, “Me Sinto um Repolho” e “Ciúmes do Tamanho do Planeta Terra” soam complexas, banais e engraçadas ao mesmo tempo, expressando situações cotidianas e dramas pessoais sem delongas. Destaque na lista do MySpace Brasil e com a música “Ciúmes do tamanho do Planeta Terra” em segundo lugar entre as mais ouvidas no site, a banda confirmou em seu Fotolog presença na Virada Cultural.

Uma ótima oportunidade para conhecer e curtir um som imprevisível, chocante e afinado, com pegadas acústicas que nem de longe se assemelham ao pop feito por encomenda.

No geral, a 2ois inova com seu estilo próprio nas letras diretas e diferentes e em melodias experimentais inteligentes que valem muito a pena serem ouvidas. O tipo de música raro de se encontrar no Brasil, trazendo esperanças pra um cenário precário de bandas nacionais que acabaram levando rótulos como: “antigamente até que era legal, mas hoje em dia perdeu a graça”. Uma banda de estilo e personalidade que merece ser apreciada.


Por Maria Carolina Dias

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 15h12

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Taio Cruz em plena sexta-feira

No dia 25, fui com o grupo de apoio do Folhateen (representado aqui pela Ana Carolina e pelo Vinícius Costa) entrevistar o cantor inglês Taio Cruz. Pra quem não conhece o cara: lembra daquela música que tocava direto nas baladas e nas FMs aqui do Brasil, aquela que tinha um refrão super chiclete: “I’m only gonna break, break your break break your heart”? Então, além de estar por trás dessa musica, Taio Cruz também é o autor dos hits “Dynamite” e “Dirty Picture”, o último com participação da cantora Kesha.

Aliás, parcerias e participações são com ele mesmo. O cara já trabalhou com o McFly, com o David Guetta, vai escrever para o Justin Bieber e já regravou “Everybody Changes”, do Keane, e “Yellow”, do Coldplay. E agora Taio se arrisca no cinema. Tudo bem que não é nem com atuação, produção ou direção e sim com a trilha sonora do filme “RIO”. O cantor, que trabalhou ao lado de Carlinhos Brown e Sérgio Mendes nas músicas da animação, aproveitou pra vir ao Brasil e passar por São Paulo e pelo Rio de Janeiro em uma mini turnê de divulgação (que incluiu um show para uma rádio aqui de São Paulo e um novo CD, que seria uma “brazilian edition” de “Rokstarr”)

Pois bem, saí correndo do colégio com direito a falta no cursinho pra conseguir chegar na hora marcada, na entrada da Folha. Calma lá, antes que me critiquem, sou totalmente contra matar aulas, só abro raras exceções como uma entrevista importante ou um apocalipse zumbi. Apareci por volta das 14h pra encontrar com o Iuri, repórter do Folhateen, que ia supervisionar toda a entrevista, e com o Vinicius, que também tinha passado por uma mini maratona entre a saída da PUC e a porta da Folha.

Não sei qual foi o ápice do meu dia, mas com certeza ficou marcada a chegada ao hotel Unique, um dos hotéis mais diferentes e bizarros que já fui. Fico entre uma melancia suspensa no ar ou um tipo de barco-hotel. E se o lugar impressiona tanto for fora, é só passar poucos minutos lá dentro que você já começa a se sentir em uma mistura de “Encontros e Desencontros” e “Enter The Void”. Luzes psicodélicas nos andares, um bar gigante, um elevador todo escuro e um espelho d’água no teto dão o clima até um pouco intimidador ao hotel.

Passamos por um tipo de passagem secreta (uma daquelas paredes falsas) e finalmente chegamos em um tipo de saguão onde uma galera esperava a hora da entrevista. Se o dia teve seus pontos altos, o ponto baixo foi exatamente ali: um espaço gigantesco, com várias pessoas esperando e nenhum sinal de algo semelhante a um banquinho. Problemas à parte, a hora da entrevista chegou e o Sr. Adetayo Ayowale Onile-Ere (Taio Cruz para íntimos) já estava a nossa espera.

A entrevista realmente foi bem divertida e o Taio foi super simpático com a equipe do grupo de apoio. Mesmo assim sempre tem aquele nervoso na hora “h”, principalmente por ser uma entrevista em inglês. O tempo também rendeu bastante, quinze minutos que mais pareciam uma hora, e que aguentaram tranquilamente todas as nossas inúmeras perguntas.

Ser repórter por um dia, entrevistar um cantor americano super hypado devido ao seu trabalho no também super hypado filme “RIO”, conhecer um hotel extremamente diferente onde pessoas “humildes” como presidentes e diretores de TV se hospedam... É cursinho, não guarde rancor, realmente não dava pra competir.

E você, ficou curioso sobre a entrevista? Ela saiu no Folhateen da última segunda-feira (4). 

Por Cauê Dias Batista

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 14h43

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A delícia de descobrir novas bandas

Acho que uma das melhores sensações que se pode ter é aquela que vem quando você ouve uma banda e ela te deixa encantada, quase te fazendo pensar em como você viveu incompleta até descobri-la.

Claro que é uma sensação que dura pouco: depois que você baixa a discografia inteira, com direito a b-sides e demos, ela vai embora, deixando no lugar da novidade só a felicidade de ter mais uma banda legal na pasta de músicas.

Há também aquelas exceções em que o amor só cresce, mas elas acontecem poucas vezes na vida, e aí, meu amigo, quando você menos espera, você achou sua banda preferida e está se estapeando com um desconhecido por um disco raro no eBay.

Mas a descoberta que mais dá satisfação (tirando a da banda favorita, já que essa é uma categoria a parte de felicidade) é aquela que traz a tiracolo outras bandas tão boas. E foi para compartilhar uma dessas que escrevi esse parágrafo introdutório todo sentimental: Jil Is Lucky, que é uma banda de folk francesa (que canta em inglês) com um só álbum, de mesmo nome, gravado e lançado em 2009.

A banda chegou até mim por um comercial de perfume, já há algum tempo. Baixei essa única música e deixei de lado. Porém, após ouvi-la algumas vezes, finalmente resolvi procurar e ouvir o álbum inteiro. E era incrível! Me fez querer mais, só que como a banda só tinha esse “filho único”, tive que sair atrás de outros artistas. Acabei achando vários no mesmo estilo e igualmente legais: Yodelice, um folk com uma pinta meio Radiohead, Inna Modja, mais dançante e com uma voz linda, e Okou, a que mais me encantou.

Bem, ouçam e tirem suas próprias conclusões:

 

 

E um viva aos Last FMs internet a fora, que facilitam esses achados!

Por Laura Viana

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 12h33

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Sono é um problema

De todos os problemas que podem existir para dificultar seus estudos ou qualquer outra atividade que precise de um alto nível de atenção, o sono é um dos piores.

Imagine que sua aula acabou e você precisa estudar em casa, mas está cansado demais para estudar à tarde. Então você chega a sua humilde moradia e decide dormir.

Pode apostar que em determinado momento de seu "cochilo vespertino" você perceberá uma presença, um vulto. Daí você abre apenas um olho para dar uma conferida. Sua mãe ou seu pai estará lá, com um copo de água na mão, pronto para escorrer em seu rosto e a briga começar. Isso não ajuda ninguém a estudar.

Ninguém consegue estudar bem com sono. Às vezes, o pai, a mãe ou o responsável não entende que se seu filho está com sono e que o certo é deixá-lo dormir, pois quando acordar, estará disposto para os estudos. Mesmo que já esteja de noite, na hora de realmente dormir. Afinal, o maior problema da juventude atual é regular o sono.

No meu caso, quando acordo após um cochilo, já começo a passar as coisas a limpo, reler os registros e pronto para começar os exercícios. Isso pode ocorrer em horários diversos, seja seis da tarde ou duas horas da madrugada. Mas o importante é que o estudo acontece. Afinal, o que tinha que ser feito foi feito, certo? A qualidade teria sido a mesma com sono? Certamente não.

Então você, adulto e/ou responsável, entenda: não adianta seu filho ficar sentado na escrivaninha em forma de vegetal, sem entender nada do que está lendo e apenas desejando intensamente o seu travesseiro. Deixe-o(a) dormir e quando acordar apenas fale: "Ok, agora é hora de estudar", mesmo que isso seja de madrugada, pois se o sono já é um grande inimigo, você não vai querer ser o próximo infernizando a vida de seu filho até ele acordar. E se você insistir em deixá-lo acordado, você terá apenas uma coisa sentada na escrivaninha: um vegetal.

Por Felipe Gonçalves Guimarães

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 11h22

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