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Oito discos do coração

Oito integrantes do grupo de apoio do Folhateen abriram seus corações e elegeram um disco (cada um) que faz toda a diferença em suas vidas. Boa leitura!


“The Essential” (The Clash)
Pra escapar da complicada tarefa que é escolher um só álbum da minha banda preferida --e uma das melhores de todos os tempos-- escolhi esta coletânea. O próprio nome descreve seu conteúdo, o essencial sobre a banda. The Clash foi uma das mais importantes, se não a mais, bandas de punk inglesas. Teve seu início nos primórdios do punk em 1976 e seu fim em 85, sempre apresentando algo novo em seus álbuns, sem medo de inovar, passando pelo punk, rockabilly e até pelo reggae e dub, entre outros. Contando com clássicos como “London Calling”, “Should I Stay Or Should I Go” e “Carrer Oportunities”, entre outros, este CD duplo é excelente para quem não conhece a banda e caprichado pra quem já conhece. Baixem, comprem, não me importa, mas ouçam isso já!
Por Aquiles Silva

 


“Thank You Happy Birthday” (Cage The Elephant)
Confesso, por mais que já tivesse ouvido falar desse quinteto, a vontade de ouvi-los estava ainda muito distante. Porém, foi meio sem querer, durante a transmissão do Coachella pelo YouTube, que me rendi ao som do talentoso Matt Shultz, um quase Kurt Cobain, desfilando uma camiseta do álbum “Goo” durante os backstages e tocando de vestido no melhor estilo Nirvana no Reading Festival de 91. Aliás, comparação com Nirvana e bandas grunges é o que não falta. Então, se você é um daqueles puristas e odiou o Jared Leto e sua imitação de Kurt, passe longe. Mas se você não liga tanto para o visual e se interessa mesmo pela música, “Thank You Happy Birthday” é um dos melhores lançamentos de 2011. Destaque pra “Shake Me Down”, faixa mais calma do álbum, seguida de “Aberdeen”. São as musicas mais fáceis de digerir desse novo album, junto também de “2024”, que me lembra bastante o punk dançante do The Vaccines. “Sell Yourself” é para os mais agitados, a guitarra suja e os versos gritados como em “Sabertooth Tiger”. E pra finalizar deixando bem claro o contraste que esse álbum apresenta: “Rubber Ball”, faixa sem bateria com vocal calminho, excelente pra dias de insônia. Se gostar da banda e de quebra tiver uma graninha vale dar um pulo nos EUA e conferir a turnê deles com o exelente Manchester Orchestra. Ou senão fique com esse excelente trabalho, que ainda vai dar muito o que falar.
Por Cauê Dias Batista

 

"Tonight” (Franz Ferdinand)
É o terceiro álbum de estúdio da banda escocesa Franz Ferdinand, lançado em 2009. Muitas faixas falam sobre obsessão, influência de um fã perseguidor que teve acesso a dados pessoais da vida do vocalista Alex Kapranos. A ordem das músicas constrói uma história sobre um jovem em uma noite pervertida na cidade, em ‘Ulysses‘ começa a ficar chapado e dá seu primeiro beijo em ‘No You Girls‘, mas leva logo um pé da garota em ‘Can’t Stop Feeling‘, e a segunda metade de ‘Lucid Dreams‘ seria o clímax da noite. A faixa de ‘Dream Again‘ remete a Beatles, finalizando com ‘Katherine Kiss Me‘ simbolizando a luz do amanhecer.
Por Douglas Canaverde




Moulin Rouge - Amor em Vermelho” (Trilha sonora)
Mesmo após dez anos de seu lançamento, a trilha sonora de ‘Moulin Rouge - Amor em Vermelho‘ consegue ser um das melhores da última década e da história do cinema. Ao mesmo tempo em que há músicas inéditas, como ‘Come What May‘ e uma mistura entre hits presentes em ‘Elephant Melody‘, a trilha sonora retoma grandes sucessos como ‘The Show Must Go On‘, do Queen, ‘Your Song‘, de Sir Elton John, entre outros. Além de ouvir a trilha sonora, vale a pena assistir ao filme que trouxe os musicais de volta aos grandes cinemas após 23 anos de ausência na principal categoria do Oscar.
Por Felipe Gonçalves Guimarães




“Wonkavision” (Wonkavision)
‘Wonkavision‘ é o nome do CD e da banda power pop gaúcha. Foi lançado em 2004 produzido por John Ulhoa (integrante do Pato Fu), porém relançado em 2006 com seis faixas bônus e em japonês, no Japão. O álbum conta com 12 músicas que falam de amor, situações cotidianas, problemas... Só que pelo ponto de vista mais ‘adulto‘, já que boa parte das letras fala de situações como trabalho, cansaço, distância, e não ‘ilusões‘ como a maioria das letras pop do cenário teen. Mas nem por isso deixa de agradar e ser viciante! Conheci a banda aos ‘nove anos e já fui em dois shows, sou fã até hoje! “O álbum foi muito bem recebido pela imprensa e venceu e título de melhor álbum de indie rock de 2004 pelo prêmio Claro de Música Independente‘; trecho da descrição do álbum no site da banda (http://www.wonkavision.com.br). As músicas tem três minutos em média, com letras que te farão refletir, se encantar com os trechos, cantar e com certeza indicar para os amigos.
Por Lars Rock

 


“Hyakki Kenran” (Kagrra,)
O nome pode parecer estranho, mas se lê kagura, que em japonês significa ‘Deus se diverte‘. E, sim, a vírgula faz parte do nome! Infelizmente a banda se desfez neste ano, mas deixou um monte de músicas muito boas! Último lançamento do Kagrra,, “Hyakki Kenran” é um CD que traduz melhor o estilo único que o Kagrra, tem, uma mistura de música tradicional japonesa com música moderna. A banda é composta por vocalista, dois guitarristas, um baixista e um baterista, mas também conta com a presença de dois instrumentos muito tradicionais do Japão que são o koto (espécie de harpa, mas tocado na vertical), fue (flauta japonesa de bambu) e o taiko (tambor), tocados pelos próprios integrantes. A voz do vocalista é muito diferente do que estamos acostumados a ouvir. Está aí uma dica para quem quer sair do mundo ocidental da musica e entrar bem no mundo musical oriental. 
Por Lívia Jurkowitsch




“Funhouse” (P!nk)
Funhouse é um dos últimos CDs da gloriosa cantora P!nk, inovadora e ousada com o seu jeitinho rebelde de ser, ela sempre mostrou ser a ‘ovelha negra‘ da família pop. Seja fazendo acrobacias no ar ou quebrando tudo o que vem pela frente, P!nk mostrou nesse CD a sua capacidade como cantora em músicas de ritmo viciante, útil para todos os casos, seja gritar de raiva do namorado ou pular de alegria. Recomendo ouvirem “Sober” e “So What”.
Por Lucas Marini




“The Fame” (Lady Gaga)
Esse foi o álbum da diva Lady Gaga que deu início a sua grandiosa carreira. Foi o começo de tudo mesmo, marcou a época responsável pelo sucesso que ela tem hoje. As canções mais famosas nesse disco são “Just Dance” (com a participação de Colby O’Donis), “Love Game”, “Paparazzi” e “Poker Face”. Todas as faixas são maravilhosas, mas tem uma que pode comover quem ouve, por fugir um pouco do estilo que ela costuma mostrar. É a música “Brown Eyes”. Até a letra é diferente. Ela passa aos ouvintes que você pode se sentir como uma estrela. As canções vão do pop ao dance.
Por Vitor dos Santos Amaral

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 16h20

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‘Rio’ e a energia brasileira

É difícil discorrer sobre "Rio". Todo mundo pensa que é fácil falar sobre o filme, ainda mais por ser uma animação que fala do Brasil. E é aí que o pessoal se engana, pois o que ocorre é exatamente o contrário. Então, vamos com calma.

O filme conta a história de Blu, uma arara que ainda filhote é sequestrado e enviado clandestinamente aos EUA. Porém, Blu escapa de sua gaiola e é encontrado por Linda, que o cria como seu animal de estimação. Após alguns anos, Linda recebe a visita de Túlio, um brasileiro que pede a ida dela e de Blu ao Rio de Janeiro, uma vez que a espécie de Blu está ameaça de extinção. Logo, ambos partem para a Cidade Maravilhosa durante a época do Carnaval.

"Rio" é uma linda animação. Colorida, bem feita e estruturada. Carlos Saldanha fez um bom trabalho que possui como foco a paisagem e a alegria do Rio de Janeiro, exaltando a beleza da cidade, de sua fauna e flora. As cenas musicais são bem encaixadas pelo diretor, não ficam soltas e não parecem desnecessárias. Além disso, a mistura entre o português e o inglês é positiva tanto para o americano, que acaba entendendo a letra, quanto para o brasileiro, que vê seu idioma em um filme norte-americano e comercial.



O filme cumpre seu papel. "Rio" transmite aos seus espectadores a energia brasileira e revela seus respectivos vilões --na realidade sempre piores. Após assistir ao filme, ouço e com bastante frequência pessoas reclamando que a animação não mostra a realidade da cidade, como o atrito entre polícia e o tráfico de drogas, por exemplo. Para essas pessoas a seguinte resposta: "Rio" é ficção, não um documentário.

Mas discussões nacionais à parte, as crianças podem aprender com as lições que o filme defende: amor, amizade, fazer o bem e não o mal, mensagens comuns que assistimos em animações.

Portanto, "Rio" foi feito para divertir e aproveitar. A história leve e alegre supera certos estereótipos que Saldanha pecou ao deixar em seu trabalho. Todavia, mais uma vez o cinema brasileiro se mostra capaz de entrar no mercado internacional.

Falta, além de um investimento maior, uma fiscalização da pirataria. Querendo ou não, 45% dos brasileiros compram DVDs piratas, causando aproximadamente 1,6 bilhão de prejuízo ao cinema nacional. A verdade dói tanto na moral de futuros cineastas quanto no bolso das empresas cinematográficas.

Por Felipe Gonçalves Guimarães

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 17h43

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