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A loucura do cursinho

Classes lotadas. Professores piadistas. Apostilas gigantes. Além de constantes simulados e palestras. Quem está disputando uma vaga numa boa universidade sabe que essa é a rotina dos cursinhos pré-vestibulares. De longe, a maior loucura que alguém pode fazer pra entrar na faculdade.

Quem imagina que após o término do ensino médio vai entrar num cursinho pra poder estudar um pouco antes de ir pra graduação que deseja, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Provável que o coordenador da sua instituição e/ou algum professor irá deixar bem claro pra você que descanso e vida social não irá mais fazer parte do seu vocabulário. Baladas, noites e noites no MSN, rolês com os amigos. Tudo isso será substituído por exaustivas horas diante de livros e questões complexas de física. Todo o tempo que você tiver será usado em prol dos estudos.

Não tenho como intenção te desanimar. Vamos tentar acreditar que todo esforço gera uma recompensa. Mesmo que você tenha que passar mais um ano nessa dura realidade (isso é totalmente comum, principalmente pra quem busca as carreiras mais concorridas), você terá esse retorno no começo de algum ano. No final de contas tudo isso terá valido a pena e é esse pensamento que deve te motivar durante os seus estudos.

Independentemente se você estudou nos melhores colégios ou em escolas públicas de baixa qualidade, se você quer entrar em medicina ou em botânica, numa federal ou em uma ‘unialgumacoisa‘, possivelmente o cursinho será uma boa opção pra você se preparar pra loucura maior que é o vestibular. Se você é um pouco preguiçoso e pouco dedicado, cuidado! Sempre vai ter um japonês crânio (eles são famosos pela inteligência acima da média) que vai fazer as contas mais rápido que você e acabar com a sua autoestima...

Enfim, boa sorte!

Por Cléberson Alcântara dos Santos

Escrito por Mayra Maldjian às 18h58

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Não à pirataria, sim à acessibilidade

Imagine que você, pronto para prestar vestibular, deseja se tornar um advogado, por exemplo. Para isso, você entra numa excelente faculdade e é um dos melhores alunos do curso de Direito. Porém, no futuro, ninguém vai precisar mais de você. Tudo o que uma pessoa precisa fazer é entrar na internet e baixar seu trabalho. Você não seria mais útil e ficaria desempregado. Essa é a atual situação dos artistas brasileiros.

Legalizar a pirataria, como pretende o Partido Pirata, é mais do que errado. É um tiro no coração de diferentes indústrias, como a cinematográfica e a fonográfica, por exemplo. Os prejuízos nas vendas acabam com o surgimento de novos artistas. Afinal, sem retorno financeiro, acaba o patrocínio. E então, do que sobreviverá o artista se ele não vende o que produz? A única solução acaba sendo mudar de emprego ou se mudar para outro país.

A solução não é legalizar a pirataria, mas sim disponibilizar o produto para a população e torná-lo acessível, diminuindo os preços, por exemplo. Um álbum, como “Spring Awakening” --musical da Broadway que teve sua versão brasileira realizada por Charles Moeller e Claudio Botelho-- custa US$ 10 nos EUA e chega ao Brasil no preço assustador de R$ 80 ou até mais. Filmes que não foram lançados em território nacional, como “Cabaret” --vencedor de oito Oscar-- custa US$ 10 lá fora e aqui custa aproximadamente R$ 67. Um jogo de videogame que custa US$ 50 chega ao Brasil no valor altíssimo de R$ 300 reais e assim vai. O alto custo, impostos e indisponibilidade dos produtos no Brasil são os principais motivadores da pirataria.

O preço do cinema em família também é um deles. Para nós, adolescentes, é fácil assistir a um filme que custa de R$ 4 até R$ 10. Porém, quando estamos em família, a situação muda. Se os seus pais não pagam meia-entrada, o ingresso deles chega ao valor de aproximadamente R$ 20 cada um. E, então, surge a pergunta: “Para que pagar quase R$ 50 para toda a família assistir ao filme se é possível comprar o mesmo filme por R$ 10 e assistir em casa?”. É um erro que as indústrias brasileiras cometem até mesmo em grande parte da economia: vender menos por valores altos do que vender em maior quantidade por valores baixos. No Brasil não se fala em quantidade, mas sim em custo.

E o cidadão pode fazer sua parte pressionando o governo, como ambiciona a campanha “Preço justo já!”, realizada pelo vlogueiro Felipe Neto. Porém, a situação só mudará se grande parte da população pressionar o governo ao ponto dele não poder mais resistir e ter que acatar a decisão da população, como é o caso do “Ficha Limpa”, que mesmo assim não foi acatado completamente.

Logo, o cidadão não tem culpa de comprar produto pirata. Ele procura o que é mais fácil, acessível e econômico, e não está errado disso. Cabe às indústrias ou ao governo mudar esse pensamento ou acabar com cada um dos artistas que tentam emergir e se manter em suas respectivas indústrias. É duro para quem quer seguir essa carreira ver policiais comprando DVD’s piratas em pleno dia na rua Augusta, em invés de fiscalizar os produtos piratas em geral. Não adianta surgir um cineasta atrás do outro se eles não conseguirem permanecer no mercado de trabalho. Resta apenas o fim de sua carreira e o início de outra carreira.

Felipe Gonçalves Guimarães, 17

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 15h21

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