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Marcha da polêmica

Fumaça na Marcha: os olhos vermelhos eram do efeito do gás lacrimogêneo. Foto: Camila Pistoresi

A opinião pública está dividida acerca da legalização da maconha. Ao se tratar de um assunto polêmico é necessário que ambas as partes, tanto as pessoas a favor quanto as pessoas contra, discutam o assunto com cautela e munidos de argumentos e respeito pelas opiniões opostas.

No último sábado (21), manifestantes se reuniram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, para dar início à Marcha da Maconha, um movimento que foi definido por seus organizadores como uma forma de reaver o debate público sobre o uso legal da planta Cannabis para diversos fins.

A marcha foi interrompida pela polícia militar que, com gás lacrimogêneo, tentou dispersar os manifestantes, atingindo também pedestres que passavam pela rua, em um ato sem escrúpulos contra a liberdade de expressão.

A história da maconha data de muitos anos atrás. Historicamente, sua proibição está mais relacionada a um ato étnico, econômico e político do que a uma preocupação por danos à saúde.
 
A ideologia por trás da marcha é compatível com a legalização da maconha. Ao apontar falhas no atual sistema de leis que proíbem seu uso, como o mercado criminoso com vidas desperdiçadas e dinheiro sujo, faz-se apologia ao uso de uma maconha limpa, que usuários possam ter acesso por meio de impostos e praticar seu plantio onde bem entenderem.

Porém, há de ser observado que cada manifestante fala por si só ao impor um uso benéfico da planta. Como eles defendem o uso livre, há quem é partidário da visão de que a maconha é, com toda a certeza, uma droga alucinógena.

Foi provado que a dependência de jovens com personalidades em formação pode acarretar em danos sérios, como síndromes que influenciam diretamente na vida escolar e familiar do usuário.

Assim como o cigarro era visto como uma forma de “estar na moda”, a maconha pode ser essa mesma arma para o jovem contemporâneo, o que poderá trazer aspectos negativos desmedidos na vida em sociedade.

De forma geral, este assunto deve ser firmemente analisado, considerando os prós e contras de ambas as partes, sempre respeitando cada uma delas, ao contrário de julgar manifestantes ao chamá-los de “anarquistas chapados” ou chamar os conservadores de “fascistas e nacionalistas”.

Ao mesmo tempo em que podemos diminuir a criminalidade e legalizar uma droga que tem reações negativas tanto quanto o cigarro e o álcool para seus usuários, podemos estar incentivando uma vida debilitada para grande parte da população.

Causas e efeitos têm que ser estudados e devem ser debatidos. Este era o principal motivo da marcha que, no fim, acabou sendo ridiculamente repreendida pela polícia. Infelizmente, esse evento nos trouxe uma questão maior e, sem dúvidas, mais importante do que a discussão de liberdade ao ato de acender um baseado: até quando o governo vai delimitar a nossa capacidade de se expressar?

Por Maria Carolina Dias

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 17h30

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A banda mais bonita é a melhor banda que a cidade tem a oferecer?

Sucesso no YouTube é motivo de convite pro Globo News, pro faustão, pro Jo Soares. É ter lugar garantido nos principais cadernos de cultura dos jornais. Pra reforçar: sucesso no YouTube, um site que permite o envio gratuito de qualquer tipo de vídeo, desde que ele não seja uma pornochanchada completa.

Tá aí. Se tem uma coisa boa nessa história de sucesso da Banda Mais Bonita da Cidade é que ela mostrou pra muita gente que espaço tem e mercado mais ainda. Pra quem falava que “brasileiro não tem gosto musical e só sabe ouvir Luan Santana e Restart”, ignorando toda uma gama de artistas anteriores aos anos 2000, a tal banda curitibana provou que, mesmo com uma letra fraca e melodia repetitiva, existe sim a vontade de consumir algo mais profundo e bem produzido, mesmo que esses dois fiquem apenas na aparência ou no “pseudo”.

Mas, calma lá, estamos vivendo um “em terra de cego, quem tem olho é rei”. A verdade é que, raras exceções, a cena hippie-indie, concentrada no eixo São Paulo-Rio, não tem apelo e fica restrita a um pequeno nicho de pessoas que de um jeito ou de outro já está ou estava envolvida na cena antes de certas bandas aparecerem. Por isso coloco da seguinte maneira: não precisamos investir fortunas em novos métodos de divulgação, precisamos investir em bandas e projetos novos.

Afinal, temos uma rede muito forte de ouvintes interessados, temos blogs fortes com capacidade de sustentar e divulgar uma cena e, pelo menos em São Paulo, temos casas de show com estrutura pra tudo isso. Me entristece que a “grande descoberta” da música independente nacional se revele A Banda Mais Bonita da Cidade, visto que temos muito mais potencial, inclusive pra bater de frente com a cena norte-americana, europeia e australiana.

Pense por um minuto: por que com Arcade Fire, Broken Social Scene, Beirut, Freelance Whales e até Ra Ra Riot na mão os festivais se interessariam pela Banda Mais Bonita da Cidade, que nada mais é que mais do mesmo? Fica meu apelo: você, que tem banda e que tem algo a falar, a criar ou a pensar, que coloque isso no papel, ou mais, que coloque isso em um vídeo do YouTube e divulgue. Eu, pelo menos, assistirei.

Por Cauê Dias Batista


* Paródias da Banda Mais Bonita da Cidade pipocam na internet

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Escrito por Mayra Maldjian às 19h10

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