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O que é ser hipster?

Peço desculpas aos mais antenados, aos cheios de opinião que não levam a lugar algum e também às metamorfoses ambulantes do século 21: mas eu não sei mais quem é quem!

Quem souber me explique o que é ser hipster, new-hippie ou indie (quer denominação mais banalizada?). Essa cena musical/cultural ficou tão mista que não dá pra saber se essa heterogeneidade é positiva ou uma grande confusão.

Por favor, me explique o que caracteriza a galera desse rolê. É só a música? É só o estilo? Os dois? Ou é só caracterizar de forma moderninha um determinado grupo... Espera, seria isso um ciclo vicioso? :O

Tudo o que é novo hoje em dia é chamado de hype, e fica ainda mais cool se for alternativo. Faladas as palavras mágicas, os olhos de muitos brilham. Basta dizer que você achou uma micro banda super hype do interior da Romênia e pronto, parece que o mundo descolado alternativo (paralelo?) te recebe de sorriso no rosto e lágrimas de alegria nos olhos.

Acho ótimo ver que a aceitação das pessoas para coisas novas tem sido cada vez maior, mas entramos em um dilema ao perceber que dar rótulos a isso ou aquilo só faz as pessoas caírem na mesma incoerência criticada por eles mesmos.

Acho que esse vídeo, de certa forma, resume o que estou querendo dizer:



Por Rodrigo Santos de Souza

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 13h04

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Born this Way: faixa a faixa

Depois de vazar na internet, o aguardado “Born This Way”, da diva Lady Gaga, está nas lojas há uma semana. Antes mesmo de sair, o terceiro álbum (de estúdio) da cantora ganhou um rótulo que persegue seu trabalho: polêmico. Isso graças aos videoclipes de “Judas” e “Born This Way”, por exemplo. O disco tem 17 músicas no primeiro CD, e outras sete remixadas no segundo. Eu, como fã de Gaga, ouvi o disco todo e comentei as faixas que mais me interessaram. Dá uma olhada abaixo:

Foto: Henry Romero/Reuters

MARRY THE NIGHT
Gaga diz que quer casar com a noite, que vai fazer amor com as estrelas e que quer ir para um bar, onde sabe que não vai mais chorar. A batida dessa música é ótima, mas não é a melhor de todas.

GOVERNMENT HOOKER
O título já anuncia o conteúdo: prostituição. Aqui, ela critica o mundo da prostituição em que vivem os poderosos da música. Faixa envolvente, vale a pena ouvir, mas não tem tanta chance de virar hit.

AMERICANO
Ah, essa sim tem chance de virar hit. Maravilha de música, com trechos em espanhol e uma pitada de ritmos latinos para incrementar a vibe pop que nos leva a ouvir suas músicas.

HAIR
“That I’ll die living just as free as my hair”. Na letra, Gaga diz que quer ser livre como seu cabelo e que cansou de ser esquisita. Essa música tem bastante a ver com a infância e a adolescência dela.

SCHEIßE
Merda, em alemão. Mas, ao contrário do título, a música é ótima. Quem está começando a gostar da artista não pode deixar de ouvir essa faixa.

BLOODY MARY
O início da canção traz um ar muito legal. Como na maioria das suas músicas, ela também fala em Jesus. Quem descobre que ela estudou em um colégio católico para freiras fica até assustado com o que Stefani faz em sua carreira musical.

THE EDGE OF GLORY
É uma das melhores de “Born This Way”. Seu ritmo envolve qualquer um e traz a tona emoções inesperadas.  Linda, linda, linda. Essa merece até menção ao clipe (assista abaixo). 

BORN THIS WAY
Com certeza você já ouviu e assistiu o clipe da música Born This Way. “Você nasceu assim”, esse trecho vai ser o que vai fazer você subir em cima da mesa e dançar até o chão! Uma parte da música foi censurada em alguns países, e algumas rádios do Brasil também retiraram.

JUDAS

Guardei para o final a faixa que mais gerou polêmica. Essa certamente já marcou o disco e a carreira de Lady Gaga. Coreografia, música, letra, clipe. É tudo ótimo. Mas grupos religiosos caíram matando em cima dela por conta do tema da música. Mas de qualquer jeito virou sucesso e deu no que deu: até agora está no pódio das rádios.

Por Vitor dos Santos Amaral

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Escrito por Mayra Maldjian às 18h57

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O novo do Arctic Monkeys

Após cair na rede, “Suck It and See”, o novo e sugestivo álbum do Arctic Monkeys, foi “vazado” pela própria banda antes de seu lançamento oficial.

Depois do pretensioso “Humbug”, a banda tentou fazer uma média entre a vontade dos fãs pela volta à sonoridade de “Whatever People Say…” e a vontade dos músicos de inovar. A tentativa ficou bastante clara no contraste entre faixas que lembram os trabalhos anteriores com músicas mais pesadas, no melhor estilo Josh Homme, vocalista do Queens of Stone Age que trabalhou com os músicos na produção do ultimo álbum.

Não, “Suck it and See” não é decepcionante no nível de “Angles”, mas passou um pouco longe do álbum mais “rock ‘n roll” que eu esperava. Começa empolgando com “She’s Thunderstorms”, uma das melhores músicas, pra depois cair na chiclete “Black Treacle”. Só volta a empolgar com “Brick by Brick” e “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, faixas já divulgadas anteriormente.

“Library Pictures” e “All my Own Stunts” passam batido, até aparecer “Reckless Serenade”, ótima canção que chega a lembrar “Gigantic”, dos Pixies. “Pilerdriver Waltz”, parte da trilha sonora do filme “Submarine” e do EP solo do Alex Turner, vem com uma roupagem diferente e mantém o bom momento do álbum. Porém ofusca “Love Is A Laserquest”, que passa despercebida aos mais desatentos.

“Suck it and See” e “That’s Where You’re Wrong”, as duas últimas, mantêm o clima competente, porém não muito criativo. Por mais que a última faixa seja bem feita, não teve o mesmo impacto que “The Jeweller’s Hands” teve em mim quando encerrou “Humbug”.

Sim, “Suck it and See” é um bom álbum do Arctic Monkeys. Mas perto da criatividade e inovação que vêm aparecendo através de novos artistas e novas bandas nesses últimos anos, os macacos árticos deixaram um pouco a desejar.

Vale ouvir: “She’s Thunderstorms”, “Brick By Brick”, “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”, “Reckless Serenade” e “Piledriver Waltz”

Por Cauê Dias Batista

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Escrito por Mayra Maldjian às 18h08

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