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Parabéns atrasados

Eu tinha meus sete anos quando todos começaram a falar de uns rapazes meio sujos, que aparentemente tinham feito algo muito grande por um tipo de música aparentemente destruído depois da onda pop do fim dos anos 90.

Obviamente, eu não sabia (nem ligava em saber) de nada disso, afinal, eu tinha sete anos e estava mais interessada nos meus bons Pokémons.

O motivo para o barulho que eu ignorava, e continuei ignorando até meus 13 anos, era o tal do “Is This It” (2001), que completa dez anos.

“Eles vieram nos salvar!”, bradavam os críticos musicais órfãos de um bom rock desde, não sei, talvez o início dos anos 90?

Era o álbum que nos levaria de volta aos bons tempos do passado com seu som retrô e ao mesmo tempo nos mostraria o caminho rumo a uma nova era onde tudo seria rock despretensioso com guitarras aceleradas e voz desinteressada. Praticamente um messias que vinha nos trazer a salvação.

Passaram-se dez anos. Os meninos sujos agora são adultos, quase tiozões, um pouco menos sujos, casados, com filhos. Três outros álbuns vieram. Como fã da banda, acho todos especiais e incríveis a seu próprio modo.

Já a crítica não teve a mesma opinião. Vieram também outros falsos messias: Arctic Monkeys, Jet, Klaxons, Vaccines. Um novo a cada mês na capa da NME. Mas nenhum deles causou o mesmo impacto.

Agora, com meus 17 anos, entendo perfeitamente o barulho. Não, talvez eles não tenham sido os salvadores do rock. Talvez o rock nem mesmo precisasse ser salvo. Mas é preciso admitir, mesmo vocês que não gostam da banda, que a sensação de ouvir “Is This It” inteiro pela primeira vez é algo que se consegue apenas com alguns outros poucos álbuns.

Aquela sensação de “oh, meu deus, o que foi isso?!”, no bom sentido, aquele que te faz querer ter escrito aquelas músicas, que te faz querer abraçar, agradecido, quem as escreveu. Foi como me senti ao ouvir “Barely Legal”. Ou “New York City Cops”. “Hard To Explain”, “Last Nite”, “The Modern Age” e até mesmo a subestimada “Soma”. Enfim, o álbum inteiro. E continuo sentindo toda vez que coloco o CD para tocar.

Então, se você nunca ouviu “Is This It” inteiro, OUÇA. Com calma, atenção e aparelho de som apropriado. E aproveite muito bem esses 36 minutos. É uma sensação única.

Por Laura Viana

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Escrito por Mayra Maldjian às 18h38

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Música = homogeneização?

Uma lógica surgiu na minha cabeça enquanto tentava dormir de ontem para hoje. E como precisava falar para alguém, aproveito a situação para colocar no blog.

A música perdeu aquele poder que tinha. Ela não faz parte da sua vida mais. Pode ser que com o aumento da tecnologia e a pressão constante por sucesso e reconhecimento na mídia, a música de qualidade é aquela lançada em um dia e que dura alguns poucos meses na memória de quem a escuta.

Não ouvimos música pela qualidade e sim por passatempo. Se a ouvirmos anos depois, lembramos dela, mas não a guardamos para o resto da vida. É difícil imaginar uma pessoa no auge de seus cinquenta anos ouvindo Restart ou Justin Bieber, não é mesmo?

Hoje a música sofre de homogeneização. Está cada vez mais raro ver bandas/artistas que ultrapassam essa barreira da normalidade e atinjam algo novo. Pode ser uma característica da nova geração que ainda está sendo formada, mas gerações anteriores aproveitavam a música de uma forma melhor. Obviamente que o mundo era outro e as músicas eram restritas a CDs e LPs, não tendo esse fluxo absurdo de informação fácil e gratuita.

Infelizmente, essa normalidade musical é deficitária para nós, já que não expande nosso universo musical, ficando restritos às mesmas coisas sempre. Trata-se, portanto, de uma espécie de dominação da informação.
Não estou generalizando, dizendo que todas as músicas lançadas são descartáveis, mas é clara a maior concentração de descartes do que de verdadeiras músicas, que você ouve milhares e milhares de vezes, seja em casa, no quarto, no carro, na escola...

Não sei se estou “viajando” muito, mas foi um pensamento que eu tive e achei necessário comentar.
 
Por Rodolfo P. Vicentini

Escrito por Mayra Maldjian às 17h16

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Achados musicais

Venho por meio deste post compartilhar com vocês dois dos meus melhores achados musicais.

O primeiro é a banda californiana de meninas “The Like”. Confesso que o primeiro disco, “Are You Thinking What I’m Thinking?’’, até tem uma ou duas músicas mais ou menos, mas nada de extraordinário.




No segundo álbum, “Release Me”, a banda passou por uma reforma: foi produzida por Mark Ronson, ganhou uma tecladista, mudou de baixista e passou a ter um ar sessentinha que eu adoro.

Depois dessa revolução, elas tiveram o videoclipe de “Fair Game” dirigido por Gia Coppola (neta do consagrado cineasta Francis Ford Coppola), além de uma participação no seriado 90210.

Se depois de ouvi-las abaixo você tiver se apaixonado (o que provavelmente acontecerá), não deixe de ouvir “The Supremes’’ e “The Shirelles”, bandas de garotas da década de 1960 que inspiraram o “The Like’’.





O segundo é Marina and the Diamonds. A artista é Marina Diamandis, uma greco-galesa de voz diferente e poderosa. “The Diamonds’’, ou “os diamantes’’, são os fãs, e não a banda como se pensa.

Seu passado é meio embaraçoso. O nervosismo de estreante às vezes atrapalhava suas apresentações, e suas demos são bem trash. Mas seu presente e seu futuro são maravilhosos: ela já foi atração do Glastonbury no ano passado e neste ano abre os shows da turnê americana de Katy Perry.

Apesar de se tratar de música pop, Marina não se utiliza de pirotecnia nem de coreografias rebolativas para fazer uma senhora performance. Sua voz ao vivo é tão incrível quanto no álbum ‘’Family Jewels’’. Ela é talento puro. É claro que pop é pop, e nunca será muito profundo, mas as letras de suas músicas têm uma substância diferente.

É por esses motivos e outros que eu torço muito pelo sucesso de Marina. Não sei o porquê, mas sinto por ela uma empatia absurda, e a considero a melhor coisa que já aconteceu para a cena pop atual.

 

Por Julia Oliveira

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Escrito por Mayra Maldjian às 16h35

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Um papo com Wanessa

Por Gabriel Justo

No começo, ela era apenas a filha do Zezé e cantava baladinhas pop românticas bem melosas, como “O Amor Não Deixa” e “Eu Quero Ser o Seu Amor”.

Hoje, Wanessa Camargo se tornou apenas Wanessa, e já grava ao lado de artistas internacionais, como o rapper Ja Rule e vários DJs.

“Stuck on Repeat”, um dos seus mais novos singles, foi até elogiado num respeitado blog de crítica musical do jornal americano “New York Post”.

Wanessa hoje é considerada por muitos como a diva brasileira do pop. Em contrapartida, não são poucos o que apedrejam o trabalho da cantora nas redes sociais.

Preferências à parte, o fato é que Wanessa consegue realmente animar seu público, colocando todos para pular no embalo de sucessos novos e antigos de sua carreira, juntamente com covers de grandes cantoras pop internacionais, como Britney Spears e Shakira.

“Hoje eu me sinto uma cantora muito mais completa, madura e centrada. Sei o que eu quero. Desde a criação de uma música até a maneira de me apresentar no palco”, disse ela ao Folhateen, que esteve presente num show exclusivo para o público teen --o primeiro de sua carreira--, numa matinê em São Paulo.

Sobre a carreira internacional, Wanessa prefere não arriscar muita coisa, mas garante: “Eu tenho vontade de fazer um trabalho que chegue ao mundo inteiro”.

No mês passado, ela se apresentou na matinê EazyTeen, e foi lá que conversamos com ela. Leia abaixo a entrevista completa com a cantora.

 

Crédito: Marisa Cauduro/Folhapress

 

Gostou do show na EazyTeen? Esse é o seu primeiro show “exclusivo” pra teens?
Wanessa - Adorei e me diverti bastante nessa apresentação. O público foi muito querido e cantaram junto comigo. Foi uma troca de energia muito boa. É sim a primeira vez que faço um show exclusivo para um público teen. Nos outros lugares que eu canto o público é misturado. Nunca me apresentei em matinê.

Seu público sempre foi formado por uma galera mais adolescente. Numa entrevista à revista “Veja”, em 2003, você disse: “Meu sonho não é ficar cantando eternamente para adolescentes”. Você conseguiu realizar esse sonho? Como você vê seu público hoje?
Às vezes a gente fala algumas coisas e, com o tempo, mudamos de opinião. Hoje eu não tenho pretensão nenhuma em escolha de público. Eu quero o público que curta a minha música, seja ele teen, infantil, LGTB.

Nessa mesma entrevista da “Veja”, você disse: “Não sou uma grande cantora, mas estou aprendendo. Tenho consciência de que meu trabalho é comercial. O pessoal gosta mais de ouvir baladas, elas tocam mais no rádio e ajudam a vender. Então temos que investir em baladas”. Essas suas mudanças atuais são escolhas pessoais ou comerciais?
Todas as minhas mudanças foram completamente pessoais. Até porque, se fossem comerciais, eu teria continuado no que estava dando certo, que era a música pop romântica. Mesmo nessa época eu já sentia a vontade de explorar outros formatos de trabalho, e eu precisava arriscar, dar um pontapé inicial para algo diferente. Eu precisava ser verdadeira comigo mesmo. E hoje eu sei que o que eu faço hoje é pra vida inteira. Hoje eu me sinto uma cantora muito mais completa, melhor do que quando eu comecei. Estou mais madura, mais centrada. Sei o que eu quero. Desde de a criação de uma música até a maneira de me apresentar no palco.

O nome do seu novo CD é “DNA”, e sem dúvida é o mais pop e eletrônico de todos. A música eletrônica sempre esteve no seu DNA?
Na verdade, a música sempre esteve em meu DNA. Desde criança estou envolvida com a música, que é a minha grande paixão. A música eletrônica e mais pop veio agora porque senti que este era o momento.

Nos últimos anos, a sua mudança de estilo foi muito grande. Seu single “Stuck on Repeat”, por exemplo, foi remixado por Dave Audè, que trabalha com grandes divas internacionais como Beyoncé, Madonna, Rihanna... Você se inspira nelas nessa nova fase?
Com certeza, me inspiro nas cantoras internacionais.

Eu sei que os críticos musicais são os mais difíceis de agradar. Mesmo assim, Jarett Wieselman, um crítico respeitado do “New York Post”, escreveu no blog dele que “Stuck on Repeat” é “de longe a mais épica faixa dance que eu já escutei em anos”. Como foi sua reação quando você soube disso?
Eu fiquei muito feliz em saber do elogio. Até hoje eu não sei como ele conheceu o meu trabalho, porque não mandamos nada. Mas com certeza isso foi uma ótima forma de divulgação num mercado onde eu sou desconhecida. Principalmente contando com a credibilidade do jornalista, que conhece bem o universo da música dance.

Você canta em português, inglês, já cantou em espanhol e até em italiano. Fez parcerias com DJs internacionais, com a Camila, o Ja Rule. Como está sendo trabalhar com esse pessoal e que resultados isso traz para a sua carreira internacional? Como você se enxerga mundo afora?
Eu tenho vontade de fazer um trabalho que chegue ao mundo inteiro. Apesar de atualmente não ter nada focado especificamente no público internacional, a intenção em cantar em inglês é realmente essa: poder atingir o maior número de possível de pessoas.”

No final do ano passado você começou a vender suas músicas em Music Ticket --um cartão que custa R$ 5 e dá ao comprador o direito de baixar músicas legalmente no seu site. Qual o objetivo disso? Pretende continuar?
Foi uma primeira experiência para as pessoas conhecerem algumas de minhas novas músicas. O Music ticket foi distribuído em meus shows gratuitamente para as pessoas baixarem quatro músicas inéditas e a aceitação foi imediata.

Você tem se apresentado muito em boates gays. Como é sua relação com o público LGBT? Li que você quer conversar com a presidenta Dilma. É verdade?
Tenho uma identificação muito positiva com eles, são exigentes e tem bom gosto e se identificaram com essa nova fase da minha carreira. Estive em Brasília para participar de um seminário relacionado à união civil no país ao lado de deputados e formadores de opinião. Foi uma experiência muito interessante, porque tive acesso a mais informações sobre o assunto.

Você também é embaixadora da Fundação SOS Mata Atlântica, ONG que desenvolve um ótimo trabalho a favor da preservação do verde, e você até ganhou um prêmio por conta disso. Como andam seus trabalhos com a ONG?
Sim, sou Embaixadora do SOS Mata Atlântica. Mesmo com agenda lotada (shows, divulgação do novo álbum e  gravações) tenho me dedicado à ONG e, recentemente, tive a honra de participar da festa de aniversário do SOS Mata Atlântica.

Lá no Folhateen, nós temos uma sessão que se chama “Quando eu tinha a sua idade...” onde vários famosos contam para os leitores como foi a adolescência deles. E você foi convidada a gravar seu primeiro disco com apenas 17 anos. Como foi isso?
Desde os 11 anos eu sabia que eu queria fazer qualquer coisa, desde que fosse num palco. Por isso desde pequena foquei meus estudos em piano, coral, teatro, dança... Comecei no teatro aos 12, na dança aos 14. Cantei até na Disney e em Nova York. Eu queria ter feito uma faculdade, mas acabei não tendo tempo devido ao convite de uma gravadora para gravar um CD. A partir daí eu deixei tudo e me dediquei exclusivamente a isso, para ir me aperfeiçoando. Eu lembro que no começo era tudo muito rápido e muito grande. Era um mundo novo que eu estava descobrindo, que é o mundo do trabalhador, onde você tem que pagar suas contas, lidar com responsabilidade. E com isso eu fui aprendendo várias coisas com esse mundo completamente diferente do que eu vivia antes.

Por Gabriel Justo

Escrito por Mayra Maldjian às 16h06

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O neo soul brasileiro por Miranda Kassin

No post sobre o neo soul mundial, publicado em junho, prometi falar também sobre os representantes brasileiros do estilo. Pois bem, aqui está uma delas: Miranda Kassin!

Miranda Kassin, junto com o seu marido, André Frateschi, gravaram um CD não autoral, com reinterpretações de músicas do chamado “underground”. O intuito é dar um mérito maior a elas, já que muitas não tiveram sua importância devidamente reconhecida.

Miranda Kassin esbanja simpatia e carisma. Começou abalando a noite de São Paulo com seu projeto “I Love Amy”, em tributo à Amy Winehouse.

Com o passar o tempo, incorporou ao repertório diversos hits de outras divas da soul music e sensacionais versões de clássicos do rock e do r&b.

André Frateschi é cantor e ator, e está há anos em cartaz com sua banda tributo a David Bowie na casa mais conceituada dessa nova cena musical, o Studio SP. A banda foi a primeira a abrir espaço para esse cover diferenciado existente hoje na noite paulistana.

Eu (Lucas Marini) e alguns colegas do grupo de apoio do Folhateen acompanhamos um ensaio da banda, para ver como Miranda Kassin e André Frateschi se saem ao lado de sua banda, os “No No No’s”. Confira o vídeo!

 

Por Lucas Marini

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Escrito por Mayra Maldjian às 15h35

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A extinção dos emos

Rodrigo Alves, 18, e Melissa Guebara, 18, os entrevistados para a reportagem de capa do Folhateen desta segunda-feira, “A extinção dos emos”, contam como foi participar das entrevistas e do ensaio fotográfico --em que eles reassumiram o estilo e se imaginaram adultos, exercendo as mais diferentes profissões.


Crédito: Eduardo Knapp/Folhapress

RODRIGO ALVES, 18, EX-EMO

Estar com o pessoal do Folhateen foi uma experiência incrível!

Quando recebi o convite para a reportagem sobre ex-emos, por meio de um colega do grupo de apoio do Folhateen, fiquei com um pouco de receio, achando que não serviria para a matéria. Mas achei que seria divertido e resolvi aceitar.

No dia da entrevista, um desencontro com o motorista da Folha me deixou ainda mais nervoso. No caminho, fui mentalmente ensaiando o que iria dizer e o que ela, a repórter, iria perguntar (como se eu soubesse, rs). Cheguei ao Starbucks por volta das 13h, e lá estava à minha espera a jornalista de cabelos loiros enroladinhos, Anna Virginia.

Tudo foi muito natural, e, conforme a entrevista foi se desenrolando, entre uma tosse e outra, fui me soltando e me divertindo a cada pergunta.  A entrevista durou cerca de 1h e, ao final, recebi uma “proposta indecente”...

Mentira, não foi nada indecente, mas no mínimo curiosa. Anna me convidou para fazer um ensaio de fotos com o tema “E se os emos dominassem o mundo”. Eu, claro, não hesitei em aceitar!

No dia do ensaio eu estava muito ansioso, bem como meus pais, que até então achavam que eu ia tirar umas fotos sobre “estilo”. Bem, não deixa de ser sobre estilo, não é?!

Enfim... Fui superbem recebido pelos produtores, Paulinho e Aline, pela Anna, pelo Ricardo [Mioto, editor do Folhateen] e pelo fotógrafo. Nas primeiras fotos, no prédio da Folha, encarnei um presidente emo, e...  Cara, acho que nunca me senti tão importante!

Olhando de frente, claro. Porque, visto de costas, minha moral de presidente ia por água a baixo: para ajustar o terno ao meu corpo, eram milhares de alfinetes!

Algo curioso que rolou foi entrar, ainda vestido de presidente, num elevador cheio de estranhos... O que será que pensaram da gente?

Na segunda parte das fotos me vesti de executivo e, junto da Mel e da Julia [também ex-emos], fomos fotografados ao receber os dados de uma pesquisa importantíssima sobre o “Produto Infeliz Bruto”. Triste, muito triste! Entre uma foto e outra, várias risadas rolavam, principalmente ao ver o fotógrafo-contorcionista se matando para achar o ângulo perfeito!

A ultima sessão foi a mais engraçada! Botamos a mão na massa e fomos fotografar de mecânicos, NUMA BORRACHARIA DE VERDADE! O que será que aqueles caras pensaram da gente?  No mínimo, devem estar nos zoando até agora.

De todas, essas foram as fotos que mais gostei de tirar... E acho que nunca tinha pegado num carburador na minha vida... Aliás, aquilo era um carburador? Enfim, carburadores e chaves inglesas à parte, a melhor parte do dia ainda estava por vir! Fomos com o Ricardo e a repórter Mayra Maldjian comer um super, hiper, mega, master lanche na padaria. Delicioso! Muito bom mesmo! Recomendo!

Foi uma experiência marcante que vai ficar pra sempre na memória. Não só pela diversão, mas também pelo fato de poder me expressar e falar sobre um assunto que, apesar de tudo, ainda é visto com muito preconceito.


MELISSA GUEBARA, 18, EX-EMO

Ela chora, se veste de preto e é adolescente. Ela é emo. Ele chora, se veste de preto e é adulto. Ele é depressivo.

É questão de opinião e isso não se discute, mas é difícil de aceitar os diferentes.

Quem sabe o Folhateen consiga, através dessa matéria, fazer com que as pessoas percam um pouco do preconceito com o emo e vejam que essa foi a forma que nós achamos de aproveitar nossa adolescência.

E eu ainda cultivo minha franja sim, viu?! Hahaha! Muito bacana participar da entrevista e me diverti pra caramba na sessão de fotos. Bom, aproveitem a matéria!”

 

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Escrito por Mayra Maldjian às 13h52

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