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YouPix #3

Último dia de YouPix. O clima era totalmente “todos chora”, mas talvez até por conta dos vários “fins” e também pela conclusão de um encontro cujo sucesso foi quase inteiramente devido a empolgação do público, os presentes estavam muito animados.

As confusões do dia anterior foram resolvidas e ficaram totalmente esquecidas, dando espaço para a agitação contagiante e a vontade de fazer o dia 19 memorável na história do YouPix.

Nós, do Grupo de Apoio do Folhateen, também não ficamos de fora de toda essa emoção. Com intuito de mostrar pra vocês, leitores, exatamente o que rolou no Porão das Artes, fomos atrás de todos os detalhes do que estava acontecendo e organizamos uma “agenda explicativa” das melhores atrações. Confira nossa saga:


15h – Após o encontro do grupo e todo o deslocamento para chegar até a Bienal, enfrentamos uma fila grande para entrar. Enquanto isso, nossa equipe se reuniu para organizar as pautas e definir quais seriam nossas prioridades do dia. Com os crachás na mão, fila enfrentada e equipamento preparado, finalmente entramos no espaço.

15h30 – Nos acomodamos no aconchegante Hub Senta Lá e acompanhamos o papo com Cid (criador e editor do blog de humor “Não Salvo”) sobre a construção de comunidades na web.

16h15 – Atravessamos a multidão rumo ao Hub Mais Bonito da Cidade. Nos instalamos nos pufes pois lá se apresentariam as três próximas atrações. A conversa mais fashion de todo o evento logo se iniciou: Lia Camargo comandou um debate sobre o sucesso dos blogs de moda. Em seguida a vlogueira do “Tá e Daí”, Ana de Cesaro, convidou a galera para fazer uma receita “wébica”: o cookie do Google+ (que, mesmo improvisado, ficou uma de-lí-cia). Por fim rolou a aguardada final do Podcast Talent Show que contou com a presença do ilustríssimo Maestro Billy.

19h – Tradicional pausa da descontração, conhecida como coffee break ou, no caso, amendoim colorido break, tubaína break, sanduichinho break...

19h30 – Marcamos nossos lugares no auditório para conferir as últimas atrações da noite. O debate sobre a felicidade proporcionada pela internet contou com os palpites de muitos mediadores, entre eles Cristovam Buarque, o deputado que causou polêmica ao deliciar-se com um cupcake no meio da palestra.

Logo depois presenciamos o anuncio dos vencedores da competição “Melhores da Twittosfera de 2011”. O maior campeão do concurso foi o @pedreiro_online que venceu quase todas as categorias que estava competindo (achei genial o representante que foi buscar os prêmios vestido de pedreiro).

Para fechar a noite com chave de ouro tivemos o LOL Live com Rafinha Bastos que conversou com o “Garoto Mamilos”, os compositores do Funk do Mortal Combat e anunciou a grande ganhadora da Batalha de Paródias, Carol Snowhite (que levou um tombaço no palco; tirando, em coro, uma gargalhada da plateia).




Como tudo que é bom dura pouco, o maior evento de cultura de internet do país acabou. Agora só nos resta esperar ansiosamente pelos próximos YouPix.

Por Nanda Carneiro

Escrito por Mayra Maldjian às 18h04

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O que namoros, trabalho e viagens têm em comum

por Ricardo Mioto, editor-assistente da Ilustrada e coordenador do Folhateen

Não, este não é um post contando como a Folha me pagou uma viagem e eu gastei tudo saindo para me divertir. Um outro título poderia ser “por que viajar vai ajudar você em tudo”.

 

O que eu queria contar é o seguinte: a maioria dos adolescentes com quem converso se sentem um tanto perdidos. A adolescência é uma fase da vida com mais angústias do que a gente costuma lembrar –o Millôr Fernandes já dizia algo como “felicidade é aquilo que a gente acha que sentia no passado” (cito de cabeça). Nostalgia, no fundo, é um tipo de mentira que a gente gosta de contar para nós mesmos.

 

Duas questões parecem incomodá-los mais: a falta de certeza sobre a carreira que pretendem escolher e dúvidas sobre namoricos (tristeza por sentir que ama mais do que é amado, culpa por sentir que ama menos do que é amado, inseguranças de todo tipo).

 

Aí eu estufo o peito e digo, para acalma-los: “Fica tranquilo, é certeza que no final você vai acabar fazendo mer... er, fazendo bobagem.”

 

Primeiro, a escolha profissional: eu também nunca fui um cara que sabia muito bem o que queria da vida. Óbvio, então, que sempre desconfiei de todo mundo que tinha muita certeza, no estilo “está tudo certo: vou me formar em contabilidade aos 23, me casar com uma morena de olhos verdes aos 28, ela vai me trair quando eu tiver 29, vamos ter um filho aos 30 e o meu primeiro ataque cardíaco será aos 36”. Talvez essa desconfiança fosse só inveja: vai que esse povo tinha mesmo tudo planejado e eu é que estava errado?

 

Acabei até entrando na faculdade de física para ser pesquisador, uma coisa estúpida, porque um laboratório fechado e silencioso, que exige atenção e muito cuidado com procedimentos, não tem nada a ver com as coisas que eu gostava de verdade –barulho, gente, falar alto, mesa de bar, derrubar coisas no chão (bom, no caso desse último item não é bem que eu goste, mas é algo que me persegue).

 

Acabei parando aqui na Folha. Tirando mesinhas de madeira e garrafas, redação tem quase tudo isso que eu citei acima (principalmente gente derrubando coisa, é impressionante, isto aqui parece encontro de sociedade de portadores de Parkinson).

 

Mas dar esse passeio na faculdade de física foi ótimo, por mais que eu tenha levado anos para perceber isso. Ela me ensinou coisas maravilhosas sobre ciência que certamente me serão úteis pela vida inteira (e foram muito úteis para que eu entrasse no jornal, onde comecei como repórter de Ciência), além de me apresentar dezenas de pessoas ao estilo Sheldon Cooper, tão inteligentes quanto involuntariamente engraçadas. Vai por mim: você aprende muito mais com gente que tem pouco em comum contigo do que com quem fala e se veste como você, vai nos lugares que você vai e gosta de tudo igualzinho a você.

 

Talvez, no final, o que vai diferenciar você dos outros na sua carreira será o quanto você aprendeu coisas diferentes e úteis nos caminhos alternativos que quase só você tomou. O Steve Jobs conta que umas aulas inúteis de caligrafia que ele fez porque achava o tema divertido e porque não sabia o que queria estudar (ele acabou largando a faculdade pouco depois) foram um dos segredos do Macintosh (de 1984), o primeiro computador que tinha uma tela com um visual decente. Os outros computadores todos apresentavam um emaranhado de letras feias perdidas em uma tela escura, algo que só alguém muito nerd acharia amigável. Há milhões de histórias de vida assim por aí, de passes errados que, no longo prazo, foram fundamentais para golaços.

 

Então mesmo que você erre (e não tenha dúvida, uma hora você chega lá), não se culpe tanto. A mesma coisa vale para amizades e namoros. Pode ser cruel falar, mas seus amigos de escola talvez não sejam tão importantes quanto você pensa que eles são. A maior parte das pessoas que conheço acabou perdendo completamente o contato com a grande maioria das pessoas que estudaram com eles no colégio e mesmo na faculdade (e olha que, nesse último caso, a profissão comum força uma certa proximidade).

 

No que se refere a namoradinhas, também vale a pena experimentar ao máximo. Não estou falando para trocar de duas em duas semanas, mas adolescentes levam muito a sério a ideia de grande amor, de príncipe encantado. Tem seis bilhões de pessoas no mundo. Não, você não é tão sortudo a ponto de ter encontrado justamente a pessoa mais incrível entre todas. Há gente ciumenta, gente desapegada, gente que conta tudo que sente, gente misteriosa, gente extrovertida, gente chorona, gente que gosta de acordar cedo, gente que tem vontade de matar quem é feliz antes do meio-dia, gente que quer viajar para a Índia e gente que quer almoçar com a sogra. Você não vai saber o que te agrada mais antes de andar um pouco por aí e sair com as pessoas “erradas”, que de qualquer forma vão proporcionar momentos muito divertidos e ensinar muito.

 

Um jeito de experimentar essa intensidade toda é viajar. Ir para um lugar desconhecido é um jeito, primeiro, de se tocar do quanto o mundo é grande e cheio de gente legal –e talvez a coisa que mais me surpreenda sempre é o quanto, seja no interior do Nordeste ou na capital de um país rico, as pessoas são geralmente bacanas. Quase todo mundo gosta de um sorriso, quase todo mundo gosta de contar da sua vida, quase todo mundo gosta de fazer amigos.

 

Talvez viajar pelo exterior possa ser um pouco caro, mas o Brasil já proporciona muitas experiências. Você vai voltar cheio de impressões (e talvez com um pouco de sotaque). Talvez volte achando que as mineiras são meigas, que os cariocas são extrovertidos e que curitibanos são reservados, talvez ache tudo ao contrário, mas você vai descobrir um pouco de você mesmo cada vez que se deparar com algum dos mais variados jeitos de ser das pessoas. E aí, meu caro, você vai saber melhor que profissão e que pessoa escolher para chamar de suas.

Escrito por Iuri de Castro Tôrres às 17h35

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