Blog do Folhateen

Grupo de Apoio

 

Entre nesta atmosfera

Dizem que a internet está matando a música. Mentira. A internet tem é o poder de exterminar pela raiz é a música ruim...

Ganhei o CD do Leo Rodriguez por acaso (não gosto de sertanejo), e fui levado a abrir meus olhos para esse estilo. Daí pintou a ideia, que tal entrevistarmos o Leo para acabar de vez esse preconceito com o sertanejo?

Descobri que o pop está mudando a raiz de várias músicas sertanejas. Além de Tonico e Tinoco, o que faz a cabeça de Leo e costura o seu trabalho passa também pelo country de Keith Urban e pelo pop de John Mayer.
Por isso os indefectíveis “ô-o-uou-ô” que embalam este power-pop-do-sertão marcado na guitarra que dá nome ao disco.

E, afinal, minha opinião sobre sertanejo mudou? Não muito, mas pelo menos tolero e até gosto de algumas músicas... Não custa tentar, né?

Por Lucas Marini

Escrito por Mayra Maldjian às 17h27

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Uma noite com os deuses

Como é bom realizar um sonho, não é mesmo? No sábado, realizei um dos inúmeros que tenho: ver de perto as duas maiores bandas de heavy/rock que o mundo já viu: Whitesnake e Judas Priest, que se apresentaram na Arena Anhembi para mais de 25 mil fãs alucinados.

Cheguei às 18h na Arena Anhembi, quatro horas antes do show principal. O público no local era considerável. Muitos policiais espalhados e tudo muito bem organizado.

O que eu mais queria ver era o Whitesnake, que escuto desde quando comecei a tocar guitarra, por volta de uns cinco anos atrás. O Judas Priest, conheci no ano passado, e rapidamente virou uma das bandas preferidas.

Com um atraso de dez minutos, o Whitesnake estourou meus tímpanos às 20h10, com a poderosa “Best Years”. Não há palavras para explicar o que eu estava sentindo. Acho que se você já esteve em algum show da sua banda preferida, sabe do que estou falando. Curiosamente, o resto do público não estava muito animado, sendo assim, minha voz, mesmo baixa, ressoava ao redor enquanto cantava.

Nesse show em São Paulo, a banda mudou o setlist. Imagina só a minha surpresa quando, depois da sensacional “Still of the Night”, eles emendaram “Soldier of the Fortune” e “Burn”, músicas da época em que o  jovem David Coverdale --vocalista do Whitesnake e uma das maiores vozes do rock-- emprestava sua voz ao Deep Purple.

Já eram 21h30 quando o Whitesnake acabou de tocar. Esperei mais 40 minutos até o show do Judas Priest. A primeira música da apresentação foi “Rapid Fire”, que literalmente incendiou os presentes, mostrando a ótima performance dos vocais de Rob Halford, que mesmo aos 60 anos, consegue alcançar os agudos característicos.

Como a intenção do show era mostrar a história por trás dessa banda espetacular, que está em sua última turnê, sucessos não faltaram: “Diamonds and Rust”, “Victim of Changes”, “Beyond the Realms of Death”, “Painkiller” e “Breaking the Law”. Esta última, foi cantada de cabo a rabo por todo o público que pulava. Uma energia maravilhosa.

Mesmo com o fim próximo, o show continuou surpreendendo. Rob entra no palco com sua Harley Davidson, introduzindo a música “Hell Bent for Leather”. Fechando a noite, “Living After Midnight” alegrou mais uma vez 25 mil fãs do metal, deixando a última impressão do Judas Priest como uma das melhores do gênero.

Dever cumprido. Sonho realizado. Duas bandas magníficas, shows espetaculares e o devoto público brasileiro. Será mesmo que aquele foi o último show do Judas por aqui?


 
 
Por Rodolfo P. Vicentini

Escrito por Mayra Maldjian às 19h02

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Protesto contra a corrupção em SP

Por Rodrigo Santos de Souza

Dia 7 de Setembro, o dia da Independência do Brasil. Aviões, desfiles, enfim, os modos de celebração nesse dia são diversos. Mas, no ano de 2011, ocorreram paralelamente aos atos cívicos manifestações que tomaram diversas cidades pelo Brasil, entre elas, São Paulo. Participei do ato na capital do estado, que ocorreu na Av. Paulista, e escrevi um minuto a minuto para o Blog do Folhateen.

09h20 Cerca de 100 pessoas já estavam reunidas no vão livre do Masp, alguns já estavam com os rostos pintados nas cores da bandeira do Brasil.

09h25 O grupo que estava reunido já com as suas caras pintadas começa a escrever algo sobre um tecido branco, enquanto um ou outro brado com palavras de ordem se ouvia. No canto dessa área, onde acontecia a concentração, já se via alguns integrantes do grupo Anonymous.

09h35 Enquanto terminavam de escrever sobre o tecido, um grupo de pessoas, que vestiam camisetas com o nome de um partido, causou certo atrito com outros manifestantes. Vale lembrar que a principal característica dessa manifestação é o apartidarismo. Uma segunda faixa começa a ser pintada para ir à frente da manifestação.

09h55 O protesto começa a tomar mais força com a chegada de manifestantes de Analândia – SP. Eles traziam quatro faixas clamando por justiça contra a corrupção na cidade. A maior representante da cidade de Analândia, com cerca de 60 anos, expõe os problemas da cidade e pede ajuda aos jovens por mudanças. Havia, nesse momento, cerca de 250 pessoas no Masp.

10h05 Agora com duas faixas finalizadas, pintadas sobre as peças de tecido, cantamos o hino nacional em uníssono. Ao término do hino, um dos líderes do protesto começou a negociar com o policial responsável, a ocupação de ao menos uma das faixas da Avenida Paulista.

10h10 Enquanto as negociações prosseguiam, um senhor, com cerca de 65 anos, tomou o megafone e começou a incentivar os presentes, primeiro com um discurso acalorado contra a corrupção, em seguida, gritando palavras de ordem e sendo acompanhado por todos.

10h25 Após uma série de discursos inflamados, expondo diversos pontos negativos, pelos quais lutávamos por melhorias, e de algumas intruções, nós enfim começamos a marchar, ainda que pela calçada da Av. Paulista, com destino à Rua da Consolação.

10h45 Estamos na altura do número 2000 da Av. Paulista. Está incrível! Faixas e mais faixas se estendem e se multiplicam juntamente com as pessoas e os gritos contra a corrupção, que há muito tempo estavam entalados em nossas gargantas.

10h55 Chegamos à Rua da Consolação. É extraordinário ver tantas pessoas reunidas pacificamente, reivindicando seus direitos. Não é possível que tanta gente some apenas 500 pessoas, como a polícia anunciou, somos mais, muito mais que isso.

11h10 Paramos novamente para cantar o hino nacional, e mais uma vez fico arrepiado. E nem é pelo fato de as pessoas sempre confundirem a parte “Brasil, um sonho intenso, um raio vivído(...)” com

Brasil de amor eterno seja símbolo(...)”, foi porque estava bonito mesmo.

O segundo protesto

Depois que voltamos ao Masp houve uma redução no número de pessoas presentes. Enquanto boa parte dos manifestantes ficou por lá, outros seguiram para a Assembleia para dar continuidade aos protestos e outros ainda foram embora. Enquanto isso, entre os que permaneceram, houve uma série de discursos expondo os podres da política brasileira e reivindicando os objetivos do protesto.

13h O Anonymous, que nesse momento contava com um número muito maior de integrantes já se movimentava quanto ao protesto seguinte. Nesse ínterim, algumas pessoas levantaram cartazes que apresentavam mensagens contrárias ao atual prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab. Isso gerou uma onda de vaias, já que essas pessoas demonstraram uma completa falta de respeito com a principal característica do protesto: ser apartidário.

13h30 Demorou um pouco, mas o Anonymous havia aparentemente conseguido se organizar para prosseguir com o protesto. Nesse momento havia dois grupos diferentes no local discutindo sobre a continuidade da passeata: um era o próprio Anonymous e seus simpatizantes, o outro era um grupo com as demais pessoas. Até que, em certo momento, o segundo grupo aproximou-se do outro, visando à união de forças, já que todos que estavam ali tinham o mesmo propósito.

13h50 Chega o carro de som, que infelizmente, por falha de comunicação, acabou não sendo utilizado plenamente.

14h E então, depois de uma série de instruções, quando todos já se preparavam para sair às ruas, alguém que, apesar de não estar com a máscara nesse momento, era próximo do Anonymous pediu que todos esperassem até as 15h30min, quando chegariam outros carros de som. Perdida, a multidão que não sabia o que fazer, acabou fazendo poker face.

14h05 Depois de uma reunião um tanto quanto confusa, alguém, que não foi possível identificar, anunciou que era oficial: a passeata só sairia às 15:30. Isso fez com que todos começassem a gritar “Agora! Agora!”

14h10 Enfim, saímos pela Paulista, mesmo que sem o carro de som que já estava no local – coisa que não entendi, mas enfim – e sem o restante da frota que só chegaria às 15h30min

Entre gritos, bandeiras do Brasil, cartazes e muitos manifestantes --bem mais que na primeira manifestação-- fomos até a rua da Consolação, dessa vez ocupando duas faixas da Av. Paulista. E ao voltar para o Masp, depois de ter passado pela Gazeta, ocupamos em certos momentos toda a Avenida. O ponto alto foi quando os membros do Grupo Anonymous se concentraram na escadaria do prédio da Gazeta ocupando quase toda a sua área.

Ao voltar ao Masp, fomos avisados de que haveria outra manifestação, no mesmo local, no dia 12 de outubro. Aos poucos, as pessoas iam se retirando enquanto alguns outros discursavam no megafone. 

Por Rodrigo Santos de Souza

Escrito por Mayra Maldjian às 18h43

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Blog do Folhateen O Blog do Folhateen é o espaço de interação da seção publicada no caderno "Ilustrada", às segundas-feiras, e escrito pelos jovens que fazem parte do grupo de apoio.
Twitter RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.