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“As Bruxas de Eastwick” garantem um bom divertimento

Charles Möeller e Claudio Botelho --nomeados pela crítica e pelo público como “os reis dos musicais”-- nunca falharam na montagem de seus espetáculos. E agora com “As Bruxas de Eastwick” --peça em cartaz no Teatro Bradesco, em parceira com a T4F-– a dupla acerta mais uma vez numa comédia ácida, divertida e “safadinha”.

A história é sobre três mulheres de Eastwick –-uma cidade conservadora norte-americana-- que sonham com o “homem perfeito”. Com seu desejo realizado, a chegada desse ser misterioso vai virar a cidade inteira de cabeça para baixo.

O público feminino maduro consegue se identificar facilmente com as personagens da peça. O tema se sustenta nas dificuldades e barreiras que “bloqueiam” a vida dessas mulheres, mas que, ao decorrer da peça, desaparecem e elas acabam se transformando em mulheres fortes e independentes. É um tema bastante feminista e que a direção acertou em cheio.

Desde as três bruxas (Sabrina Korgut, Maria Clara Gueiros e Renata Ricci) até a pequena garotinha (Isabella Moreira e Larissa Manoela se alternam no papel), o elenco é formidável. Personagens coadjuvantes, como os de Fafy Siqueira e Ben Ludmer --Felícia e Fidel respectivamente -- tiram risos e sorrisos do público. André Torquato, 18 anos e jovem promissor dos musicais no Brasil, domina o palco no número “Dançar com o Demônio” e se confirma como uma das promessas de nosso teatro. Eduardo Galvão esbanja talento e demonstra um enriquecimento de seu vocal e desempenho.

“As Bruxas de Eastwick” é uma produção impecável! Figurino, coreografia e cenários bem feitos e com efeitos especiais que fazem o público babar, não de tédio, mas de surpresa com a boa qualidade das cenas. É uma peça tranquila, divertida, com humor negro e personagens que crescem ao decorrer da história. É teatro que garante entretenimento e diversão de qualidade.

Por Felipe Gonçalves Guimarães

Escrito por Mayra Maldjian às 17h24

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Chega de curtir

Antes de começar a dissertar, tenho um pequeno desafio a lhe propor. Adivinhe qual é o verbo que recebe as seguintes significações de acordo com o dicionário Michaelis da Língua Portuguesa:

1)
Tornar imputrescível e mais brando; surrar
2) Preparar, pondo de molho em líquido adequado
3) Conservar em salmoura
4) Fermentar
5) Endurecer pela exposição às intempéries
6) Tornar-se calejado, endurecido, insensível
7) Aguentar, padecer, sofrer
8) Passar ou viver sofrendo.

E aí, adivinhou? Ainda não? Ok.
9) (gíria) Desfrutar com grande prazer: Curtir um som. Curtir a vida.

E agora? Ficou fácil, né?
Sem mais.
Resposta: verbo curtir.

É o seguinte:

Ditadura voluntária do século 21. O botão curtir acomoda os dedos no clique do mouse, quando na verdade eles poderiam se aventurar pelas teclas do abecedário. Galope pelo teclado, alazão das boas ideias, pangaré das más. Mostre para o mundo o que se passou nesse cabeçote quando deu aquela risadinha de lado, quando pensou injúrias, invejas, infâmias.

“What’s on your mind?”, responda ao amigo Zuckerberg!

No Facebook não se veem a cor dos olhos. Ficam escondidos os olhos de ressaca por trás das telas. Os olhos de gueixa não encontram pretendentes. Os olhos rasos d’água não são mais cais noturnos cheios de adeus. Experimente compartilhar as vagações do seu cotidiano. Conte o seu causo na praça cibernética.

“Não compre, plante”. Não curta, comente.

Urbanoides de plantão, cosmopolitas de nascença, mostrai-vos. Quantos sentimentos não são oprimidos com uma clicada curtida?

Combinemos: curta, mas vá além. Não se deixe calar por essa mordaça binária. Curta o vídeo, mas comente aquela cena que estava muito escura. Curta o link, e declare como gostou daquela interface interativa. Curta a citação do velho poeta, mas relate como te afetou, como você, na verdade, prefere Frederico Barbosa. ‘Cutucar’ não basta, o que quer dizer isso, afinal?

Vamos lá, irmãos e irmãs: vossas enriquecidas observações farão diferença no mar de gente, onde se sentirá por inteiro. Inove, nem que seja em uma onomatopeia, daquelas estapafúrdias ou musicais. Bungeedjampe!

“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos. Os pensamentos são retratos das coisas da mesma forma que as palavras são retratos dos nossos pensamentos.” - Molière

O dramaturgo disse tudo, lá no século 17.
 
Por Luan Granello e Lucas Reginato

Escrito por Mayra Maldjian às 16h31

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De repente, jornalismo

Tudo apareceu de repente no meu cotidiano: informação, notícias, fatos.  

O jornalismo nasceu em minha vida por meio do meu gosto de informar as pessoas. Isso tudo foi surgindo pouco a pouco --e mudando meu modo de ver o mundo. 

Aos poucos, fui percebendo que minha personalidade se identificava muito com jornalistas. Decidi que essa é a carreira que eu quero seguir.

Hoje, olho ao meu redor e vejo que preciso relatar os fatos que estão acontecendo a minha volta. Sempre busco realizar diversas atividades ligadas à profissão.

Perseverei tanto em relação a isso que, recentemente, consegui um espaço em uma web rádio. Nessa atividade, deixo as pessoas informadas de tudo o que acontece no mundo: Brasil, eventos de igreja e notícias da nossa região --o Guarujá (SP).

Recebi muitos elogios e incentivos no primeiro programa, o que me deixa feliz e me inspira. Pesquiso as notícias da semana e procuro buscar informações e mais alguns detalhes de eventos.

Estou muito feliz com a oportunidade que me foi concedida e continuo correndo atrás dos meus sonhos, dos quais jamais irei desistir. Algumas pessoas já me disseram que escrevo muito bem e que deveria seguir carreira de jornalismo, mas sempre continuo a melhorar minha escrita. Elogios são incentivos muito bons.

O fato de você estar lendo este artigo significa que venci mais uma etapa. Quem sabe um dia eu possa ser uma redatora ou até mesmo uma apresentadora de telejornal? 

E a todos que tem uma carreira em mente, uma dica: nunca desistam ou deixem algo para amanhã. Afinal, o futuro começa hoje.

Por Beatriz Biancato, 14 

***

Se você, como a Beatriz, quiser contar alguns dos seus sonhos ou comentar sobre o seu cotidiano aqui no blog do Folhateen, faça como ela: entre em contato conosco! Seu texto é muito bem-vindo. Nosso e-mail é folhateen@uol.com.br.

Escrito por Anna Virginia às 16h16

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Duplo preconceito


Marisa Cauduro/Folhapress
A bissexual Daniela Furtado, 24, com seu namorado Danilo Milhiorança, 25,
heterossexual (Marisa Cauduro/Folhapress)

Como você viu na matéria de capa do Folhateen desta segunda (19), os bissexuais estão lutando para acabar com o que eles chamam de bifobia: o preconceito que essa galera que curte meninos e meninas sofrem tanto de heterossexuais quanto de homossexuais.

Bissexuais reclamam que são discriminados por héteros e gays; leia mais

Ilana Falci, 21, bissexual assumida de Belo Horizonte, teve uma ideia que pode ajudar. Ela se inspirou numa campanha muito legal feita nos Estados Unidos e criou a Sou Visível. É um projeto colaborativo entre os bissexuais.
 
Funciona assim: Se você for bissexual, mande um video para ela contando suas experiencias. Quando ela tiver juntado vários depoimentos legais, ela vai editar tudo em um video comunitário.
 
Ela da algumas dicas de perguntas que você pode responder no video, mas sinta-se livre para contar outras coisas também. Por exemplo:
 
1 – Quando você sentiu que era bi? Como foi?
2 – Qual foi a reação das pessoas quando você contou?
3 – Já sofreu preconceito de héteros por ser bi? E de homossexuais?
4 – Já teve problemas com namorado(a) por ser bi?
5 – Você se considera promíscuo(a) e indeciso(a)?
 
Grave o video, poste no YouTube e mande o link para contato@bisides.com.

VEJA E LEIA MAIS:

Campanha original: http://visible.bisocialnetwork.com/
 
Depoimento escrito de um adolescente: http://visible.bisocialnetwork.com/jamie-maloney-high-school-student/

Depoimento em video:

Por Iuri de Castro Tôrres, repórter do Folhateen

Escrito por Mayra Maldjian às 16h15

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