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Uma semana na Folha

Na escola onde estudo, Lycée Pasteur, quando estamos no primeiro colegial, em francês 2nde, temos que escolher uma empresa para fazer estágio durante uma semana.

Escolhi a Folha porque sempre tive a curiosidade de saber como funciona um jornal, como é o ambiente de trabalho, as pessoas... Escolhi especificamente o caderno Illustrada pois me interesso bastante pela arte e cultura em geral, e é exatamente disto que trata o caderno.

Quando cheguei, notei que o prédio era muito grande e fiquei me perguntando se tudo aquilo pertencia a Folha. Depois me informei a respeito, e descobri que sim.

Estava me aproximando mais do andar que iria ficar, e aquele frio na barriga subia! Me perguntava como era o lugar, se as pessoas iriam gostar de mim, o que iria fazer durante aquela semana.

Cheguei. As pessoas olhavam, provavelmente se perguntando o que uma pirralha de 15 anos estaria fazendo ali! Estava com muita vergonha, tremia um pouquinho. Me apresentaram para todos. Foram muito simpáticos, e logo a vergonha se foi. Eu tinha uma mesa só para mim. Me senti importante.

Comecei a observar o local e as pessoas, e percebi no final da semana que ser jornalista, é uma profissão muito dura e cansativa, mas por outro lado instrutiva, divertida e só corajosos conseguem.

E o melhor é que eles nunca ficam parados em suas mesas, eles sempre estão se movimentando, tem que entrevistar pessoas, procurar informações, e isso que é o legal desta profissão. Ela corresponde muito comigo pois não consigo ficar muito tempo no mesmo lugar, esperando para que as coisas aconteçam.

Por Manu Aliperti, 15 anos

Escrito por Mayra Maldjian às 20h25

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O centímetro enfurecido


Rodrigo Esper/Divulgação

Cena da montagem brasileira "Hedwig e o Centímetro Enfurecido"
Crédito: Rodrigo Esper/Divulgação


“Hedwig e o Centímetro Enfurecido” (“Hedwig and the Angry Inch”, no original) surgiu na Off-Broadway em 1998, e ganhou uma adaptação cinematográfica em 2001, feita por John Cameron Mitchell.

Além de ter protagonizado, escrito e dirigido o filme (conhecido no Brasil como “Hedwig: Rock, Amor e Traição”), Mitchell escreveu e protagonizou a personagem na produção teatral. Agora em São Paulo, em cartaz no Teatro Nair Bello, a montagem brasileira do rock musical traz novidades em relação às demais montagens.

A história é sobre Hedwig, um transexual que foge da Alemanha Oriental socialista se casando com um militar norte-americano e realizando uma operação de mudança de sexo. Mesmo conseguindo fugir da Alemanha, a operação não dá certo e Hedwig fica com um “centímetro enfurecido”. Desse modo, ela conta sua vida para a plateia em forma de show de rock.

Diferente dos musicais tradicionais e da versão original montada em forma de monólogo, a versão brasileira do espetáculo traz dois atores no papel principal: Pierre Baitelli e Felipe Carvalhido (substituindo Paulo Vilhena na montagem paulista).

O diretor do espetáculo, Evandro Mesquita, acredita que, graças à bipolaridade da personagem entre ser homem/mulher, foi possível fazer com que dois atores contracenassem a mesma personagem em cena. E Mesquita acertou em cheio! A peça é dinâmica e nada fica confuso.

Pierre Baitelli, que está na nova temporada de “Malhação”, mostra seu desenvolvimento como cantor e ator desde o espetáculo “O Despertar da Primavera”. Felipe Carvalhido está muito bem em cena e tira muitas risadas do público. Foi a primeira vez que vi o ator em cena e fiquei muito satisfeito. A atriz Eline Porto, que contracenou com Baitelli em “Despertar...”, ganha mais espaço nesse musical e esbanja seu talento vocal.

Com uma montagem compacta e com apenas um cenário, “Hedwig e o Centímetro Enfurecido” remete um pouco da montagem de “O Despertar da Primavera”. Mesmo sendo peças diferentes, ambas falam de temas polêmicos cantados através do rock e com cenários modestos, o que é ideal para esse tipo de espetáculo underground e que faz com que esses dois espetáculos sejam sensacionais pelo modo que são feitos.

Por Felipe Gonçalves Guimarães

Escrito por Mayra Maldjian às 18h27

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Não sou este tipo de garota

Não costumo ler livros que não sejam romance, mas esse quebrou meu “preconceito”. Não sou este tipo de garota que fala sobre o cotidiano e a “dúvida” da personalidade na adolescência.

Natalie Sterling é uma garota orgulhosa, porém, uma das mais inteligentes de uma tradicional escola americana, onde com muito esforço se elege presidente do conselho estudantil.

Não é o tipo de garota que vai a festas ou que tem uma bela vida social (nesse ponto eu me identifiquei com ela). Porém, parece ter medo de viver.

Se dedica totalmente aos estudos, mas tem uma vida monótona, que muda (não completamente) quando ela descobre que Connor --um dos mais bonitos e populares garotos da escola e também melhor amigo do inimigo de Natalie, Mike Domski-- tem algum sentimento por ela, então se rende e eles passam a se encontrar todas as noites, para que ninguém da escola saiba. Natalie se importa com sua imagem desde que sua melhor amiga Autumn sofreu com boatos e desde então as duas se uniram.

Ela não é uma adolescente ruim, cumpre suas tarefas em dia, porém se esquece que às vezes é mais importante o que realmente queremos para nós (e como podemos arriscar para realizar nossos sonhos ou pequenos desejos) do que os outros vão pensar, que é algo que muitos de nós adolescentes nos importamos.

E então ela passa por dúvidas sobre quem quer ser ou quem é, o que quer para sua vida e seus sentimentos, passa a zelar pela imagem de uma garota que cuidava quando criança e agora estuda na mesma escola que ela, porém esquece de zelar por sua vida, e aos poucos vai “deixando tudo pra lá”. Será que ela termina esse “relacionamento” com Connor, continua com a postura séria de presidente do Conselho? E suas amizades e sentimentos?

Descubra lendo: “Não sou este tipo de garota”.

PS.: Com 48 páginas que te fazem querer ler até o fim da história, não é o tipo de romance meloso que costumo ler, mas envolve um pouco de suspense sobre os próximos acontecimentos e uma confusão de sentimentos que fizeram do livro a “mistura” perfeita para que eu tenha conseguido me prender na história e mais do que isso, gostar do livro! No começo pode ser um pouco tedioso mas aos poucos a imagem de “história tradicional com o final felizes para sempre” vai sumindo.

“Não sou este tipo de garota”
Editora Novo Conceito
Vivian Siobhan

Por Lars Rock

Escrito por Mayra Maldjian às 19h37

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